Ateus pedem sua audiência

Colocar evangélicos na berlinda é certeza de audiência, em qualquer mídia, certo? Tá na moda! Basta conferir os comentários que seguem o texto ( A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico) escrito pela premiada jornalista Eliane Brum, originalmente publicado em Época, e republicado no Pavablog.

O texto fala sobre a intolerância dos cristãos evangélicos, especificamente os neo-pentecostais, em relação aos ateus. Segundo a autora, em breve, vai ficar difícil para os ateus viverem em harmonia com os evangélicos no Brasil. Direto ao ponto, afirmo que os Cristãos não devem ser tolerantes, mesmo, com a promiscuidade, com o ódio, com a falta de amor ao próximo, com a discriminação, seja qual for o gênero, e com a falta de conhecimento de quem escreve balela por aí, sem conhecer.

A bíblia ensina-nos sermos pessoas amáveis, sim. Amar ao próximo é princípio pétreo, mas ser indiferente com o que a bíblia prega é o mesmo que ignorar o que Cristo viveu e deixou de legado. Isso vale para os ateus. Não se quer incitar que devemos odiar os ateus, cada um faz sua escolha, afinal a salvação é individual, sem falar no livre-arbítrio, mas cabe a nós orientá-los sobre a verdade cristã e que existe um lugar preparado para os que creem e os que não creem.

Estamos cansados de ler, ouvir e assistir a discursos com frases de efeito, de referências a textos bíblicos sem nenhum pano de fundo para contestar tais afirmações que, como na abertura desse texto, se transformou em audiência certeira. O convite é para que estudemos mais, gente.  É preciso conhecer o que realmente somos, saber quem seguimos, quais atitudes são legais, cristãs.  

Preconceito

“Com sorte, parte dos crentes pode ficar em dúvida e pensar que é alguma igreja nova”, explica a autora sobre ser agnóstico. Que frase preconceituosa… Que percepção equivocada! Tudo bem que boa parte dos cristãos evangélicos são pobres, mas considerá-los burros é um absurdo, #fail. Quem leu o texto da jornalista percebe o tom preconceituoso, porém, e infelizmente, com algumas verdades.

Sabemos lidar com tais críticas ou só fazemos vista grossa, com comentários ácidos, sem fundamentação ou infantis a esse tipo de consideração? O diálogo exposto no texto é risível. Realmente, só cabe na imaginação dos ateus, que como a autora mesmo disse, não têm coragem e nem responsabilidade de se assumirem como tal. Preferem  esconder sua verdadeira crença em suas caixinhas de brinquedo e o são quando lhes é conveniente ser um ateu. A preferêcia nacional é serem chamados de “agnósticos”. Bom, para quem não sabe onde vai, qualquer lugar serve, já dizia um poeta.

Com os devidos pingos nos is, o taxista tem completa razão: ser ateu, Deus me Livre! Não ter fé em Deus é muito sem graça, embora o número de pessoas no mundo que diz ateu seja alarmante. Mas pera lá! Só Deus me livre não basta. O que vivemos e acreditamos deve refletir em nossos atos, em nossas palavras e convicções, certo! Como cristãos, estejamos preparados para dialogar com um ateu, um umbandista ou um católico, que seja. Mas, por favor, não queira convertê-lo, mas deixe claro em quem você acredita. E não deixe de apresentá-lo ao único que tem poder para salvar.

Deus existe e, com certeza, não nos obriga a acreditar n’Ele.

Andrey Librelon

Jornalista, editor de Conteúdo Cristão

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  1. Nilson de simas
    novembro 23, 2012 às 1:15 PM

    Amigo Cristão! você acredita que:

    Krishna ao morrer, subiu aos céus?

    Osíris ressuscitou, subiu aos céus, onde julgava os mortos, separando-os conforme suas ações na terra?

    Mitra nasceu no dia 25 de dezembro, fazia milagres, morreu, ressuscitou e subiu aos céus?

    Dionísio (baco) transformava água em vinho?

    Buda ao nascer, já falava como um adulto?

    Zoroastro era filho de uma virgem de 15 anos, que fora fecundada por Auhramzda, um deus persa?

    Zeus era um deus que tivera diversos filhos gerados de seus encontros com mulheres mortais?

    (tudo isto antes de Jesus vir ao mundo)

    Não acredita?

    Então agora você sabe porque um ateu não acredita na bíblia e no deus cristão.

  2. Nilson de simas
    novembro 23, 2012 às 1:14 PM

    Religião e fé são para àqueles que para serem virtuosos precisam da intimidação e ameaça do fogo do inferno.
    Religião e fé são para àqueles que para serem virtuosos precisam de algo em troca (vida eterna). Chantagem, portanto, serei isto se me deres aquiulo.

    Religião, implica necessariamente na rendição incondicional de todas as inocências e aceitação da imputação do peso da culpa e do pecado, para que então, o clérigo lhe venda em suaves prestações, a redenção de um ser imaginário. Um bebê já nasce com os pecados dos pais por pagar e por obvio, endividado com a santa igreja. Não é um estelionato perfeito? Patético.

    Também, para homens explorarem homens, onde meia dúzia de clérigos vivem nababescas vidas bem terrenas, sem nunca produzir um prego pois há uma horda de cordeiros a fazê-lo em seu lugar. Vivem em seus lindos templos , contemplando seus maravilhosos vitrais pois qualquer coisa menor que isto, seria um insulto ao deus pai.

    Também, para os que não se importam em comungar com rituais bizarros e insanos de canibalismo e vampirismo, ao aceitar que uma bolacha e um copo de vinho é o corpo e o sangue de alguém. Este é o verdadeiro horror da religião, faz com que pessoas perfeitamente sãs e decentes, alimentem ideais e pratiquem atos que apenas um psicopata conseguiria por si só. Se amanhã pela manhã, eu falar algumas palavras em latim para minha panqueca e meu copo de vinho, alegando ser ser o corpo e o sangue do Elvis Presley, provavelmente serei internado como um doido varrido.

    Sem contar os padrecos vagabundos e sodomitas, totalmente hipócritas ao não fazerem o que pregam, “casais e multiplicais” com suas repulsivas conversinhas mansas e suaves de meu irmão pra cá e deus vivo pra lá, quando os pais forem ver já foi. sou a favor de que todos os padres tenham a sua libido neutralizada quimicamente, para que um padre precisa de libido? Para ficar traçando os cordeirinhos do deus, interpretando deturpadamente o “vinde a mim as criancinhas”. Sei que para o ateu isto parece sinistro e injusto, afinal nem todos são vagabundos, contudo, para o cristão é perfeitamente comum um inocente pagar pelos pecados do outro. Um bebê já nasce com os pecados dos seus pais por pagar, e por obvio, endividado com o clérigo. Patético.

  3. Mari
    janeiro 3, 2012 às 3:01 PM

    “A bíblia ensina-nos sermos pessoas amáveis” e “Direto ao ponto, afirmo que os Cristãos não devem ser tolerantes” me parecem pontos totalmente contraditórios.

    Outra contradição: vcs reclamam do preconceito da jornalista, mas são tão ou mais peconceituosos quanto aos ateus e pessoas que resolveram seguir outras religiões.

    “… cabe a nós orientá-los sobre a verdade cristã”. Então vc está querendo dizer que o pensamento cristão é o único que deve prevalecer sobre todos os outros? Quanta arrogância, prepotência e FUNDAMENTALISMO, não? Pq só “a verdade cristã” pode valer?

    Concordo com tudo que o Carlos Eduardo disse. Deixem os outros em paz — se é que é paz o que os cristãos realmente querem.

  4. dezembro 9, 2011 às 12:45 PM

    “Direto ao ponto, afirmo que os Cristãos não devem ser tolerantes, mesmo, com a promiscuidade, com o ódio, com a falta de amor ao próximo, com a discriminação, seja qual for o gênero, e com a falta de conhecimento de quem escreve balela por aí, sem conhecer.” – intolerância burra, absurda, preconceituosa, nojenta. Deixem os ateus viverem em paz. e morrerem em paz. e irem pro inferno se quiserem. párem com esse proselitismo nojento e desrespeitoso. e com essa postura de seres superiores, que vocês não são!

  5. celso antonio
    novembro 19, 2011 às 2:16 PM

    acho que o que falta na religiao e uma reforma total como fez lutero…reforma radical incluindo pagamento de pesados impostos e quem for evangelico ou de qualquer outra religiao que acredita em milagres fica proibido de usar o sistem a publico de saude

  6. IZABEL CRISTINA DE OLIVEIRA
    novembro 17, 2011 às 1:22 AM

    ESTAVA PROCURANDO NO GOOGLE UMA RESPOSTA A ESSE TEXTO QUANDO DEPAREI-ME COM A SUA RESPOSTA. MUITO BOA, ABENÇOADA E INTELIGENTE. ACABA COM O PRÉ CONCEITO QUE NO TEXTO DA JORNALISTA ELIANE É APREGOADO. PARABÉNS E QUE DEUS NOS PROTEJA.

  7. Niolson
    novembro 16, 2011 às 10:12 AM

    ERRATA – Onde LUCAS 19:24 Leia-se LUCAS 19:27

  8. Niolson
    novembro 16, 2011 às 10:10 AM

    Bom dia! Sua resenha causa vergonha a qualquer pessoa culta e sensata. Suas afirmações são puerís e não estou aqui apenas para ficar enfenhosamente formulando palavras bonitas para botar pra dormir suas afirmações. Serei bem praáico e colarei meu email para que me responda. NDSIMAS@YAHOO.COM.BR.

    Prove que Jesus deixou um bom legado replicando e explicando LUCAS – 19:24 e MATEUS 10:34-36.

    Por favor, replique de formna racional e não com falácias de falta de fé, mistérios, desígnios e bla, bla bla. Concordo plenamente que em prol de um bom convívio devemos amar uns aos outros, mas isto se dá, pura e simplesmente porque precisamos viver em sociedade e em paz. O fazemos apesar dos ensinamentos bíblicos. Não preciso te passar DEUTERONÔMIO, certo ? Pelo jeito você é letrado e inteligente, sendo apenas mais um iludido a exemplo do Jesus que no momento de morte gritou: PAI POR QUE ME ABANDONASTE? Muito simples de responder. O que não existe não pode abandonar ninguém. Mas o cabeça de bagre ele ressuscitou e isto é prova suficiente da existência do deus.

    Claro! Jesus ressuscitou, o Lazaro ressuscitou, a filha do Jaieo ressuscitou e segundo Gospel mais alguns crussificados foram vistos andando pelas ruas. Parece que ressurreição naquela época era algo bem banal. Ademais para quem ele aoareceu? Para a mamâe cuja morte dos filhos sempre se recusam a aceitar e uma dúzia de fanáricos que se viram na obrigação de sustentar tal versão para não serem chamados de idiótas, pois ficaram estufefatos em ver que o filho do homem mais poderoso do universo não foi capaz de salvar o único filho.

    Ademais o que o leva a crer que o Jesus é o salvador e não o Alá o ali e o acola, afinal são tantos né.

  9. novembro 16, 2011 às 6:44 AM

    Só algumas observações. Primeiro sobre o texto dela…

    O texto dela tem seus méritos e defeitos. Peca em, por exemplo, no sarcasmo (o comentário do agnóstico). Mas tem o mérito de lembrar que a intolerância religiosa cresce, principalmente dentro de alguns grupos evangélicos.

    Outro ponto importante que ela levantou é que esta intolerância é fruto de duas coisas: da ignorância e da má orientação. Do lado da ignorância, porque é difícil conceber como alguém de uma (não) fé tão diferente da nossa possa ter uma conduta moral decente (http://www.youtube.com/watch?v=LFsxCRwhaoE). Do lado da má orientação porque sabemos que tem um monte de líderes que não guiam seus seguidores de uma forma bacana.

    Do lado pessoal, confesso que tive uma sensação de estranheza (e conflituosa) ao me deparar com uma pessoa da minha turma que é gente finíssima, atencioso, educado e que, num bate-papo qualquer, se revelou ateu. Deu um pequeno curto-circuito na cachola aqui, mas levei de boa. Então, entendo perfeitamente o incômodo que ela descreveu.

    Agora sobre seu texto…

    Sobre intolerância, ela falou da intolerância de opção religiosa e imposição de uma visão sobre a outra, que frequentemente ela sente.

    “Que frase preconceituosa… Que percepção equivocada”
    O comentário dela foi sarcástico e desnecessário, sim, mas é verdadeiro. Boa parte dos crentes (ou não crentes, ou qualquer amostra aleatória da população brasileira) não sabe o que é agnóstico. Então não é, tecnicamente, errado.

    “O diálogo exposto no texto é risível. Realmente, só cabe na imaginação dos ateus”
    Nope. É fácil acontecer algo assim: um taxista religioso meio bronco e um ateu mais espertinho poderiam ter este diálogo, sim. E é fácil também inverter os papéis, com um religioso inteligente e um ateu ignorante para, daí, se ter o diálogo oposto.

    Qualquer um poderia conceber um diálogo assim. Ele poderia ser menos desigual, trazer reflexões mais profundas, etc. Mas é perfeitamente possível e ilustra bem o ponto da autora.

    “só cabe na imaginação dos ateus, que como a autora mesmo disse, não têm coragem e nem responsabilidade de se assumirem como tal”
    1) Não vejo qualquer conexão entre a imaginação de um ateu “enrustido” e a imaginação deste diálogo. Ela mesmo imaginou (ou contou!) o diálogo, e não é enrustida.
    2) Existe receio por parte de alguns ateus para se assumirem como tal, pois sentem o preconceito pairando na sociedade. Eles têm receio pois sabem que não serão bem vistos. E também não fazem lobby ou discurso. São, em geral, meio invisíveis. E parece que a cada dia a coisa fica pior (vide Datena).

    E só para colocar lenha na fogueira, como relação a a ateus que “não têm coragem e nem responsabilidade de se assumirem como tal”, pergunto: existe líder religioso ateu? Qual a porcentagem? Quando, geralmente, deixam de acreditar? E por que seguem este caminho estranho?
    Para a última pergunta, possíveis motivos:
    1. Poder. Estes são os maus líderes religiosos, que todos sabemos que existem. Assim como os maus líderes de empresa, maus líderes de governo, etc. São maus, e pronto. Apostos que muitos dos piores pastores e papas/cardeais se enquadram nesta categoria.
    2. Ele não acredita em Deus, mas acredita em acreditar em Deus. Hehe. Pegadinha? Não. Ele simplesmente acha que acreditar em Deus é bom para seus fiéis: dá sentido à vida, dá força, traz estabilidade, etc. E daí ele segue pregando.
    3. Sabe que geraria um baque muito grande para pessoas próximas a ele. Imagine um pastor que, há vinte anos, prega na mesma igreja, tem sua família, etc. Sua “revelação” poderia gerar impactos profundamente negativos na sua e na vida de pessoas queridas. Então, ele se contém em prol de uma causa maior. É bem parecido com o motivo (2), mas a razão é pessoal.

    No final, xiita incomoda. Não importa se é católico, budista ou ateu. E nada melhor que (boa) informação e discussão para diminuir isso.

  1. novembro 19, 2011 às 5:20 AM

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