Orquestra Victoria dá o tom

Texto: Adriana Queiroz

No último domingo, 04, o público acompanhou, no auditório da AMAMS, a apresentação da Orquestra Victoria, com o espetáculo Adra in Concert III, sob a regência do professor Wellington Ferreira. A orquestra foi criada, em 2009, pelo advogado e músico Fernando Martuscelli.

– A música não deve ser um instrumento de demonstração de vaidades. A orquestra surge como instrumento de apoio a projetos sociais e inspirada na filosofia Orff de educação musical, com uma abordagem diferente.

Na orquestra há pessoas com formação acadêmica e há pessoas sem essa formação. O foco da orquestra é o crescimento musical e espiritual dos membros. A cada ano, novos candidatos são selecionados e poucos realmente permanecem.

Não há remuneração profissional de espécie alguma ainda, embora esperemos nos organizar e dar a cada membro uma bolsa para estudos, diz Fernando Martuscelli.

Martuscelli fez o curso básico no CELF- Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez, com formação em piano. Iniciou seus estudos aos oito anos de idade. Depois disso, estudou violino e aprendeu saxofone soprano, alto, tenor e barítono, além de trompete, cornetim e trombone de vara.

“Em todas essas coisas meu professor foi o Espírito Santo e aos olhos das pessoas sou um autodidata. Trabalhei como músico profissional durante o período em que cursava Direito, tocando saxofone alto e teclado. Há alguns anos me dediquei com exclusividade ao clarinete e pretendo permanecer focado nesse instrumento”, conta.

Com relação ao nome ADRA, ele explica. “A ADRA é uma agência de desenvolvimento humano, criada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, mas que é corporificada por voluntários de todas as denominações cristãs e, mesmo, por voluntários de outras religiões. A ADRA é basicamente o Evangelho em ação, através de projetos que estruturem novas formas de resgate da dignidade humana, muito além do simples assistencialismo. Em Montes Claros, a ADRA apoia o projeto Corrente do Amor, que trabalha com crianças no bairro Morrinhos”.

Apresentações

A Orquestra Victoria tem se apresentado com regularidade em igrejas, asilos, escolas e hospitais.

– Existem três tipos de música: as que a gente não suporta ouvir, as que a gente gosta de ouvir e as que a gente precisa ouvir. Procuramos tocar o que as pessoas gostam de ouvir e o que as pessoas precisam ouvir. Músicas sobre amor, esperança, alegria e solidariedade, diz Martuscelli.

Convidados especiais

Como convidados especiais da apresentação no último domingo, a orquestra contou com o apoio do maestro Alex, doutorando em música, saxofonista profissional, idealizador de orquestras de crianças e com experiência internacional. A participação do maestro Ricardo Michelino, saxofonista profissional, com experiência junto a inúmeros cantores brasileiros, entre eles Sandy e Júnior, Pena Branca e Xavantinho, Chico César, Toquinho, Léo Gandelmann, Sá e Guarabira entre outros.

Outras participações

– Professor Benedito Carvalho, clarinetista profissional, formado em clarinete pela PUC.

-Décio Barbosa, ex-banda Prisma e cantor profissional.

– Luiz Carlos Rigo Uhlik, especialista em teclados arranjadores e programação musical de teclados. Considerado o maior especialista da área no hemisfério sul, profundo conhecedor de ritmos brasileiros.

– King Lima, trompetista profissional, intérprete de jazz e música clássica.

-Juliano Mad Dog, guitarrista profissional, intérprete de country, blues e membro de bandas de rock em Belo Horizonte.

– Cícero do Trombone, um trombonista profissional.

Projetos futuros

Para o ano que vem, a orquestra terá um repertório de Negro Spirituals, canções de escravos norte-americanos que são cantadas há mais de 150 anos.

“O Victoria Singers, nossos talentos vocais, gravará um CD com músicas do Golden Gate Quartet, Mahalia Jackson e Ella Fitzgerald. A orquestra terá ainda um repertório secular, com músicas do cancioneiro brasileiro, norte-americano e europeu. E um repertório de Klezmer, música judaica, de ritmo e harmonia exótica, mas extremamente cativantes”, diz.

Para angariar recursos para as entidades que necessitarem, queremos gravar um CD de New Orleans Jazz com o apoio dos Mercy Prophets (Profetas da Misericórdia), com músicas de W.C.Handy, Louis Armstrong, Jelly Roll Morton e companhia, adianta Martuscelli.

O objetivo da orquestra é estruturar melhor o projeto Corrente do Amor, contratando professores profissionais e, no bairro Morrinhos, montar uma fanfarra com 100 membros, crianças e adolescentes. Eles receberão alimentação durante todo o dia e acompanhamento de profissionais especializados.

Fonte: O Norte de Minas

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