O fluxo e a missão da Blogosfera Evangélica

Texto de Eliseu Antonio Gomes

Dica do Ubeblogs

Por Eliseu Antonio Gomes

do blog Belverede

A capacidade que temos para usar a linguagem nos define como seres humanos e isso está na base de toda a nossa convivência. A línguagem é a ferramenta mais importante que temos, por meio dela trocamos idéias e exprimimos a fé e os sentimentos.

Em todos os idiomas a comunicação tem a sua característica específica, o que torna a comunicação algo fascinante e geradora de profundos estudos.

Comunicar-se é enviar e receber sons e símbolos, fazer uso das palavras acabadas de nascer e outras quase em total esquecimento, usar frases e provérbios com uma densidade de sentido que vai além do seu significado literal. Comunicar-se é fazer uso de adágios, analogias, antônimos, bordões, dialetos, e entonações certas nas horas certas. É fazer uso da escrita, da fala, das gírias, das hipérboles, dos jargões, dos poemas, das poesias, das metáforas, da mnemônica, do neologismo, da onomatopéia, das paráfrases, dos paralelismos, dos pleonasmos ou redundâncias, das prosódias, das semânticas, dos sinônimos, dos superlativos e todos os outros componentes existentes na gramática.

O idioma não é algo estagnado, está em constantemente mudança. Precisamos acompanhá-lo. Dificilmente uma língua permanece a mesma com o passar do tempo. É natural que as palavras percam significações, adquiram novas grafias e sejam usadas em determinadas regiões, e outras não, em determinadas faixas etárias, e outras não. Desse fenômeno surgem os dialetos e as gírias.

Jesus Cristo, ao se comunicar se adaptava aos que o ouviam. Quando esteve com os sacerdotes, usou as Escrituras. Quando Ele falou com os pescadores, usou as figuras mais conhecidas deles (a rede, os peixes). Quando pregou aos agricultores, fez menção à lavoura, ao plantio e à colheita, às sementes e às plantas.

Como crentes temos que ser santos, mas isso nada tem a ver com uma “enciclopédia do céu” (que não existe, mas faz parte do imaginário dos fanáticos!). Aos cristãos, cabe o uso de termos contemporâneos da fala. Nenhuma palavra é banal quando a mensagem é importante, dirigida para um público-alvo, e dita no tempo certo. Somente as palavras chulas, os palavrões, devem estar fora do nosso vocabulário em todas as situações (Colossenses 3.8).

Palavras arcaicas, como as que nós encontramos nas páginas das traduções Almeida Revista e Corrigida, da Sociedade Bíblica do Brasil, ou na Almeida Revista e Corrigida – Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana, não são sinônimos de santidade. Usar os termos que lemos nelas em nosso dia-a-dia é retroação, indica falta de sintonia com a realidade.

O segredo da boa comunicação é falar e se fazer inteiramente compreendido.

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