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Geração Daniel. Uma banda missionária que aposta na força do interior para alcançar o Brasil

O Blog da Revista Conteúdo Cristão inicia a partir deste sábado (14) uma série de entrevistas e bate-papos com bandas e ministérios de música de Montes Claros-MG e norte de Minas. O objetivo é revelar os talentos do semi-árido mineiro, motivando-os e, de certa forma, apresentado-0s à mídia gospel pelo país.

Como tantas outras bandas que  batalham por um lugar ao (céu) sol, assim é a rotina de dezenas, inúmeras bandas e ministérios evangélicos que querem fazer história no interior e ganhar o Brasil, para não dizer o mundo.  Na primeira entrevista, bastante especial, o blog de Conteúdo abre as portas para o Ministério Geração Daniel. Grupo montesclarense que tem marcado sua trajetória pela excelência musical e pela busca constante da plena vida espiritual. Dois grandes passos para quem almeja não só fazer nome, ficar famoso, mas ser conhecido no livro da Vida.  Confira a entrevista.

POR QUE GERAÇÃO DANIEL?

 

O vocalista da banda, Júneo Lopes, em momento de louvor a Deus

O baterista, Daniel de Brito

O baterista, Daniel de Brito

Somos jovens que decidiram afastar-se dos pecados deste mundo. E por, conhecermos a história de Daniel, um jovem que decidiu não se contaminar com os manjares do rei (Dn. 1:8), decidimos usar esse nome tão forte em nosso ministério. Uma Geração que busca a santidade, fazer a vontade do Senhor Jesus.

Qual a atual formação da banda?

Junéo Lopes (vocalista), Sydner Rosberg (vocalista, violonista), Nivson Daniel (vocalista, tecladista), Daniel de Brito (Baterista), Igor Leandro (guitarrista) e Davi Campos (baixista)

Por ser um grupo formado em sua maioria de jovens, que tipo de crítica já experimentou? E como reagiram?

Jovens, porém com boa bagagem. São cinco anos de Ministério. Lembro-me de quando participamos do Festsemani 2008 (Festival Nacional de Música Gospel da Igreja Batista Getsemani), em Belo Horizonte, Igreja do Pastor Jorge Linhares, onde, depois de concorrer com mais de 100 bandas, nas fases preliminares, conseguimos alcançar a final, representando o norte de Minas. Naquele ano saímos com o 2º lugar. No ano de 2010, com mais experiência, retornamos ao festival e para honra e glória de Deus conseguimos o 1º lugar. Um feito inédito para bandas e ministérios de Montes Claros e região. Deus nos honrou naquela noite.

Como foi a experiência no Festsêmani?

Veja o vídeo do Ministério GD no Festsêmani

Única. Foi uma época de crescimento. Na verdade não participaríamos daquela edição, enviamos a música “Perdão” na última hora e, pelas mãos de Deus, conseguimos a vitória. Eram duas categorias com três prêmios cada. Tinha muita gente boa lá. Tínhamos em nossos corações que não era para nós aquele ano, porém Deus é fiel e, como sempre, nos surpreendeu com o primeiro lugar. Deus queria nos provar, saber se tínhamos humildade em nosso coração e nos permitiu essa vitória.

O guitarrista, Igor Leandro

Além de shows, vocês também fazem tour pelas igrejas da cidade e região. É inegável que o louvor a Deus em shows e apresentações nos templos tem perdido espaço para performances mirabolantes e quase teatrais que beiram ao ridículo. Qual a visão de vocês sobre o louvor na Igreja?

Nosso ministério foi chamado por Deus para levar a palavra. Queremos evangelizar através do que sabemos fazer de melhor, que é adorar. Somos ativos nos ministérios de louvor de cada igreja que pertencemos. Temos prazer e sentimos a unção do Senhor por isso. No entanto, vale lembrar que na igreja já estão os salvos. E nosso objetivo maior é cumprir o IDE do Senhor, descrito em Mateus 28:19-20. A oportunidade de falar do amor de Deus em nossas apresentações e do que Ele tem feito em nossas vidas é algo magnífico. Jesus, indagado por muitos acerca de Zaqueu (Lucas 19: 5-10), afirma que veio para os perdidos. Cremos que assim devemos priorizar essa palavra. Somos contra as performances mirabolantes, porque a honra e a glória são para Deus, único merecedor. Atualmente, vemos coisas estranhas dentro do Corpo de Cristo. Temos vigiar.

Pastores, líderes e até membros de nossas igrejas criticam a atuação de boa parte dos músicos. A maioria das reclamações passa pela questão do testemunho cristão. E como músicos de Cristo, levitas, pesa sobre vocês a responsabilidade de ser exemplo, de ter bom testemunho e uma vida dedicada à palavra, além de um estreito relacionamento com os irmãos. Há esse entendimento de que o GD não é apenas “mais uma banda” de Montes Claros?

O jovem baixista, Davi campos

O jovem baixista, Davi campos

Geração Daniel com Thalles Roberto

Geração Daniel, início da trajetória, com Thalles Roberto

Não nos intitulamos como “banda”. Cremos que este termo vem se tornando pejorativo. Nosso objetivo não é fazer show ou aparecer. Somos um Ministério. A bíblia diz que os Levitas eram responsáveis pela Arca e tementes ao Senhor. Hoje, muitos Levitas infelizmente têm perdido o temor do Senhor. Isso é lastimável. Graças a Deus, Ele tem nos dado sabedoria nos ensinado a resistir ao inimigo. Não é fácil, mas temos fé e convicção naquele que nos chamou para boa obra.

Todos trabalham? Como fazem para conciliar ensaios, viagens? Como vocês se preparam para os convites?

Não vivemos dá música. Todos trabalham ou estudam. Os ensaios são marcados em finais de semana ou feriados. Ensaiamos na Igreja Evangélica Geração Profética, presidida pelo Pr. Alex Peixoto. Procuramos buscar em oração ao Senhor juntos e nas igrejas as quais somos membros. Consideramos isso uma das coisas mais importantes no grupo.

Presença de palco, musicalidade atraente e qualidade musical quase que inconfundível. Comparar vocês ao Roupa Nova seria exagero? Talvez, não. Mas a música de vocês é proveniente da dedicação de ensaios maçantes e consecutivos ou os integrantes são talentosos por natureza?

Tecladista e vocalista, Nivson

Tecladista e vocalista, Nivson

Deus nos deu a Graça de termos músicos de boa qualidade, como o caso de nosso violonista Sydner Rosberg, o qual também desenvolve papel de arranjador no Ministério. Todos têm uma ótima experiência, ministrando em várias igrejas da região. A divisão vocal é um dos diferenciais do Ministério. Temos três vozes principais, que também fazem back-vocal, o que nos possibilita uma qualidade musical e, porque não, aproximar-se do que o Roupa Nova faz com muita excelência. Com dinamismo, procuramos ensaiar músicas e arranjos novos.

Vocês já passaram por uma situação constrangedora durante um show? Como foi?

Geração Daniel com o Resgate

Em São João do Pacuí, no norte de Minas, quando entrei (o vocalista, Junéo Lopes) no palco, acabei esquecendo o nome da cidade (risos). Num momento de euforia, só lembrei do “São João”. Os colegas de ministério tentaram me lembrar, gritando o nome completo da cidade (risos). Na mesma noite, estávamos no meio do show, quando um botijão de gás começou a pegar fogo e rodar no chão, no meio da barraca. (risos). O show teve que ser interrompido, pois não ficou uma alma viva para louvar com a gente. Todos correram de medo (risos).

Redes sociais. Como elas contribuem para a divulgação da banda?

Todo o ministério que tem um trabalho sério possui essas ferramentas, pois possibilitam a interação com o corpo de Cristo, igrejas, pessoas, cidade. Através das redes sociais, possibilitamos agendamentos de eventos e divulgação de agenda

Vocês já gravaram um CD e se preparam para um novo trabalho. Qual será a novidade desse novo projeto? Podem adiantar para Conteúdo?

Vamos lançá-lo no segundo semestre deste ano. O nome do CD é PERDÃO. É uma palavra que Deus tem ministrado em nossos corações e, cremos, que quer ministrar ao seu povo, pois a palavra dele diz “que suas mãos não estão encolhidas para que não possa abençoar”. Ele quer nos dar o perdão, restaurar corações, vidas. Estamos preparando um grande lançamento, muitas surpresas virão. Temos o site do Ministério que está em fase final e um Clip de uma de nossas músicas. Temos amadurecido bastante. É um CD com 12 faixas, diversos ritmos, adoração, rock, pop rock, surf music e outros. Músicas de nossa autoria, inéditas, diferente do primeiro disco. Só ouvindo para saber. Será uma surpresa agradável e esperamos que todos gostem.

Sydner Rosberg, vocalista e arranjador musical do grupo

Por falar em CD, quais as dificuldades que uma banda evangélica enfrenta hoje para desbancar, fazer sucesso, vender CD’s. Estar no interior do Estado atrapalha um progresso mais intenso da banda?

Interior é complicado, sabemos disso, por isso temos orado ao Senhor e pedido estratégias para poder alcançar outros lugares, outros Estados. Não adianta pra quem quer crescer e alcançar novos rumos, ficar só no interior, ou até mesmo agir por conta própria. O ministério, hoje com um pouco mais de experiência, pôde perceber isso. Nosso projeto é alcançar gravadoras ou empresários do meio musical a fim de conseguir melhor visibilidade..

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