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Archive for fevereiro \28\UTC 2013

Wolverine Cristão

 

Às vezes, ou sempre, é bom enxergarmos a vida com outros olhos.

 

É possível recuperar pessoas. Preso tem nota máxima no Enem

Obtida na prova de redação, pontuação garantiu vaga em faculdade pública

Esperança. Detido por receptação, adulteração de chassi e furto qualificado, Reis crê em ressocialização DIVULGAÇÃO / SEDS

Quando começar o ano letivo de 2013 na Universidade Federal de Viçosa (UFV), na cidade localizada na Zona Mata, em 13 de maio, uma nova etapa de vida também vai se iniciar para o detento Bruno Eduardo Oliveira Reis, 32. Ele é um dos 3.141 presos de uma das 95 unidades prisionais que prestou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) Prisional em 2012.

Aprovado para educação física, após tirar nota máxima na redação, Reis está detido em regime fechado, na Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Júnior, em Muriaé, na mesma região, e aguarda decisão da Justiça sobre sua transferência para o Presídio de Viçosa, mais perto da universidade.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) informou que, no ano passado, o interesse pela retomada dos estudos nas unidades prisionais foi quase quatro vezes maior que em 2011, quando 795 presos de 43 unidades se inscreveram para prestar o exame. O incentivo da redução de pena pode ter contribuído para que mais presos desejem estudar, já que um dia é retirado da sentença a ser cumprida a cada 12 horas de aulas. Ainda segundo o órgão, a maioria dos detentos faz o teste para se certificar no ensino médio.

No caso de Reis, condenado a nove anos e oito meses por receptação, adulteração de chassi e furto qualificado, o estudo é visto como caminho para a ressocialização e a busca de profissionalização. “Acredito que a faculdade vai me trazer boas chances, além da progressão de regime”, afirmou Reis.

Além da própria determinação, Bruno contou com a ajuda do pai, professor de linguística, para ser dar bem na redação sobre a imigração para o Brasil no século XXI, tema do teste. “Sempre trabalhei com ele a redação”, contou, satisfeito, Sebastião de Macedo Reis, 59.
O pai ainda acredita que a conquista do filho servirá de exemplo para outros detentos pelo país. “Pelo fato de Bruno ter sido aprovado, vai crescer o número de pessoas fazendo a prova e sendo aprovadas”, acredita.

Recepção. Em nota, a assessoria da UFV informou que, como a instituição faz com todos os alunos, vai oferecer a Bruno Reis apoio acadêmico, por meio de monitorias, para suporte no processo de aprendizagem. Ele também poderá ter acesso às orientações da Divisão Psicossocial. O objetivo é garantir que ele tenha uma boa qualidade de vida no campus.

Fonte: O Tempo

“Decepcionei os fãs por superstição”, diz Hélio de la Peña

O humorista fala da grosseria que cometeu para não acabar com a sorte de seu time num dia de jogo (e parece que não aprendeu)

HELIO DE LA PEÑA Humorista, um dos criadores do grupo Casseta & Planeta (Foto: Alex Carvalho/CGCOM)

“Muita gente sabe da minha paixão por futebol, em especial pelo meu Botafogo. Paixão não se explica, é algo irracional, conversa em que os neurônios ficam de fora. Nessas horas, tomamos atitudes estranhas. Foi o que ocorreu num sábado, em março de 2010.

Chegava eu ao Maracanã, antes do fechamento para as obras da Copa de 2014. O Botafogo jogaria contra o Fluminense a semifinal da Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca. Tensão total. Andava apressado para não perder o início da partida, quando fui abordado por uma mãe com seus dois filhinhos tricolores.

– La Peña, pode tirar uma foto com meus filhos? Eles são seus fãs!

Parei, indeciso. A superstição falou mais alto:

– Sabe o que é. Não gosto de tirar foto com a torcida adversária antes do jogo…

A moça não acreditou, pensou que era uma piada. Não era. A superstição gritava dentro de mim. As crianças uniformizadas da cabeça aos pés me olhavam atônitas. Fiquei com o coração partido. Se o jogo for decisivo, fico mais maníaco que o Rei Roberto Carlos. Não faz sentido, pensando friamente. Mas nessas horas o torcedor não pensa friamente. Ele gostaria de estar em campo chutando a bola ou atrapalhando a visão do goleiro rival – qualquer coisa que pudesse ajudar meu time a faturar os três pontos. Penalizado pelas crianças, culpado pela atitude, fui caminhando para as cadeiras. Parei e resolvi voltar. Procurei a mãe, resignado.

– Tudo bem, vamos tirar a foto.

Ela não quis. Disse que os meninos já tinham ficado constrangidos.

Segui meu caminho e me juntei à torcida alvinegra, com a consciência pesadíssima. A partida teve contornos dramáticos. O Botafogo abriu o placar com um gol de Loco Abreu. Ainda no primeiro tempo, Fred fez dois gols e virou o jogo. Na etapa final, Fahel e Caio reviraram o resultado. Meu time avançava para a final daquele turno contra o Flamengo. Desci a rampa, radiante.

Mais ou menos no mesmo ponto do fatídico episódio, um senhor se aproximou com um garoto, também tricolor, e pediu uma foto. Topei na hora. O senhor disse, então:

– Agora, depois do jogo, tudo bem, né?

Estranhei aquela conversa. Intrigado, perguntei:

– Por acaso o senhor estava aqui quando passei antes do jogo?

– Não – respondeu ele. – Mas quando cheguei tinha uma moça falando mal de você para todo mundo.

Meu amigo e eu caímos na gargalhada. Ela tinha razão em queimar meu filme. Pelo resultado, eu também tinha razão em acreditar na minha maluquice. Hoje, faço diferente. Sempre que essa situação se repete, me lembro da mãe e de seus dois filhinhos. Cruzo os dedos, tiro a foto e torço para aquilo não influenciar na sorte do meu time. Mas, confesso, se der para evitar, prefiro não posar.”

Fonte: Época

O melhor do texto é o final. O cara ainda continua supersticioso. Um verdadeiro comédia, não é gente?

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Bispo Rodovalho lança CD pela Som Livre na Europa

Bispo Robson Rodovalho

Bispo Robson Rodovalho (foto: divulgação)

Semana internacional na agenda do Bispo Robson Rodovalho. Junto com sua mulher, a Bispa Lúcia Rodovalho, ele embarca para Portugal nesta quarta, dia 27, para uma série de eventos nos quais, além de pregar a palavra de Deus, irá lançar no continente Europeu o seu mais novo CD e o primeiro gravado pela Som Livre, o “Sara Nossa Terra, Por Favor”.

O público, em sua maioria jovem, mescla brasileiros que vivem nas terras estrangeiras e a população local, que passou a seguir os cultos da Sara nos últimos oito anos, quando a igreja começou a se instalar no Velho Continente. Hoje, além de Portugal, existem templos na Espanha, Alemanha, Inglaterra, França, Amsterdã e Suíça.

Rodovalho lembra que, no início, enfrentou uma dificuldade cultural muito grande entre os europeus, que se mostravam reticentes à crença cristã. “Vejo nessa dificuldade uma oportunidade de levar o evangelho real, com experiências de vida, a essas pessoas. E isso tem dado certo”, diz Rodovalho.

“Na verdade, esse momento mais difícil passou. Hoje nosso maior obstáculo é conjuntural: nossa missão é devolver às pessoas, por meio da espiritualidade, da fé, a confiança e a esperança para enfrentar a crise econômica, o desemprego crescente”, afirma o líder religioso.

As atividades começam já no dia 28, com a apresentação, em Lisboa, das “Celebrações 2013”, evento em que a Sara demonstra para seus seguidores suas metas de trabalho para o ano.

Líderes de toda a Europa estarão reunidos na capital portuguesa até sábado para acompanhar os debates e louvores, aquecidos principalmente à base do “Sara Nossa Terra, Por Favor”, que já teve sua primeira tiragem, de 25 mil exemplares de CDs esgotada no Brasil.

O último compromisso de Rodovalho na Europa é em Zurich, na Suíça, onde fará uma apresentação musical e também pregará para fieis frequentadores de uma igreja da Sara em formação.

A volta do casal Rodovalho ao Brasil está prevista para o dia 6 de março.

[Colaboração Marcela Sbfm]

Um ano sem Robinson Cavalcanti

Bispo Robinson Cavalcanti, assassinado há um ano

Exatamente há um ano, no dia 26 de fevereiro de 2012, morria o bispo Robinson Cavalcanti. Ele e sua esposa Miriam foram assassinados pelo próprio filho em uma trágica noite de domingo em Olinda, PE.

Robinson era um respeitado (mas também polêmico) teólogo e escritor anglicano. Defensor ferrenho da teologia da Missão Integral e da participação política dos evangélicos, foi o colunista mais duradouro da revista Ultimato. Sua coluna existiu durante 27 anos. É verdade que não foram poucas as críticas de leitores mais conservadores, mas também não foram poucas as palavras de elogio de quem enxergava nele uma referência de compromisso cristão e social, apesar de possíveis discordâncias. Robinson tinha alegria em se apresentar como “colunista da Ultimato”. Claro, ele era bem mais do que isso.

Não é cansativo lembrar que o bispo deixou um legado rico de reflexões que conectam a teologia evangélica brasileira com a discussão dos problemas da sociedade, a missiologia com a sociologia, e sem cair nos jargões religiosos.

Como homenagem ao bispo Robinson, republicamos sua primeira entrevista à Ultimato em outubro de 1985. O Brasil, recém saído da ditadura militar, vivia um momento de restabelecimento das instituições democráticas, ocasião ideal para uma manifestação relevante dos cristãos, mas que escapou por ignorância principalmente da liderança evangélica, que pregava que “crente não se mete em política”. Foi também a primeira entrevista feita pelo editor Marcos Bontempo (então com 24 anos de idade).
Revista Ultimato - edição de 1985

Constituinte, protestantismo brasileiro e participação política

Segundo a última revista Veja de agosto, pesquisas feitas no Rio de Janeiro apontam que 30% dos brasileiros nunca ouviram falar de Constituinte – e entre os ouviram, 64% não sabem dizer o que ela significa. Em situação não melhor encontram-se os evangélicos.

Signatário do Pacto de Lausanne e membro do Grupo de Teologia e Educação da Comissão de Lausanne que produziu os documentosEvangelização e Responsabilidade Social e O Evangelho e a Cultura, o professor e pastor Edward Robinson de Barros Cavalcanti, 41 anos, casado, dois filhos, tem procurado restaurar a tradição evangélica no Brasil em termos de missão social da igreja, “onde muitos concordam com a filantropia, alguns com projetos de desenvolvimento e poucos com ação política”. Escritor, conferencista e reconhecida autoridade evangélica em questões políticas, por dez anos assessor da Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB), Robinson Cavalcanti é ministro voluntário da Igreja Episcopal do Brasil e professor adjunto de Ciência Política nas universidades Federal Rural de Pernambuco e Federal de Pernambuco. Fundador do Movimento Cristão Democrata do Centro, é hoje suplente do Diretório Regional do PMDB em Recife.

É desnecessário salientar a importância, tanto para evangélicos como para não evangélicos, da Nova Carta Constitucional. Porém a desinformação campeia, em particular, na comunidade evangélica. Para Robinson Cavalcanti a “tarefa é educacional, deve haver um desbloqueio interior a nível de teologia, de informação histórica e a nível de conhecimento da realidade”. Contribuindo com esse processo, estará lançando a 18 deste mês [outubro de 1985], em Belo Horizonte, seu último livro – Cristianismo e Política: Base Bíblica e Prática Histórica. Foi no 14º andar do Edifício de Estudos Básicos da UFPE, onde coordena o Fórum de Análise Política, que Robinson Cavalcanti recebeu Ultimato para falar da importância do cristão, da igreja e da constituinte neste momento histórico.

Ultimato – O que é uma constituinte?
Robinson – Para entender a questão de constituinte é preciso entender o conceito de constituição. Nas sociedades antigas, a constituição era entendida como modos tradicionais de se constituir, onde as regras de uma sociedade passavam de pais para filhos e o carisma do governante estava acima da lei. Na idade contemporânea, com a urbanização, com o capitalismo, passamos a ter uma sociedade diversificada, com várias religiões, várias classes e várias filosofias. Na teologia encontramos o conceito calvinista do pacto, que é muito influente na sociedade ocidental; e no mundo secular, o contrato social de Rosseau. Tanto no pacto calvinista quanto no contrato social, temos princípios para a organização da sociedade tradicional, que tinha o entendimento que constituição era uma tradição, para o sentido contemporâneo, de uma norma maior, uma lei que representa a média da vontade coletiva. A Constituinte deve expressar todas as parcelas da população quanto à política, religião, raça, etc. Assim, baseado no princípio da democracia representativa, a assembleia constituinte é um órgão eleito pelo povo que tem por finalidade redigir um novo documento constitucional que deve decidir a vontade nacional naquele movimento histórico.

Ultimato – Como foram instaladas as diferentes constituições brasileiras?
Robinson – Quando uma constituição é feita pela assembleia nós a chamamos promulgada, e quando é imposta, outorgada, o que é um absurdo porque representa a vontade de um. O Brasil teve várias constituições. De 1824 a 1889, o país viveu com uma constituição imposta pelo imperador. Com a república, tivemos a primeira assembleia constituinte, que vai resultar na constituição de 1891. Uma constituição tecnicamente muito bem feita, mas com um detalhe: apenas 3% da população participou do processo eleitoral. Esta segunda constituição vai funcionar até 1930, quando vem a revolução e ela é arquivada. Em 1933 é convocada uma segunda assembleia constituinte e, em 1934 tivemos a terceira constituição, trazendo como grande novidade a introdução da legislação social no Brasil. Durou apenas três anos. Em 1937, Getúlio Vargas fecha o congresso, dissolve os partidos, anula esta constituição e instala no Brasil a o que seria a segunda constituição imposta, a constituição do Estado Novo. Com a queda de Vargas, depois da participação do Brasil na guerra da Itália, há uma sede de redemocratização no país, e é convocada mais uma assembleia constituinte. Nesta, bastante ampla, participaram comunistas, integralistas e o próprio ex-ditador. A partir de 1946 tivemos uma nova constituição, que vai funcionar até 1964. Em 64, ela é mantida pela revolução com algumas alterações, e, em 1967 foi colocada a atual constituição.

Ultimato – Tendo o país uma constituição, por que outra?
Robinson – A grande questão é que a atual constituição brasileira é questionada como sendo ilegítima. Essa constituição conviveu com os atos institucionais, é cheia de contradições e representa um momento político superado. Ora, se a nação está partindo para a redemocratização, ela tem que ser escutada outra vez para estabelecer novas regras de jogo para o próximo período histórico.

Ultimato – Por que a atual constituição é considerada ilegítima?
Robinson – Por não ser o resultado de uma Assembleia Nacional Constituinte. Ela foi colocada em 1967 quando o presidente Castelo Branco convocou uma comissão de juristas, mandou redigir um projeto e o enviou ao congresso com tempo limitado. Como o Congresso não tem poder constituinte originário (poder de fazer uma constituição), mas apenas poder constituinte derivado (de mudar, emendar), Castelo Branco, num ato de força, outorga ao Congresso o direito de poder constituinte originário. O Congresso sofre muitas cassações e os deputados amedrontados votam, com um mínimo de alterações, o documento enviado pelo presidente. Além disso, em 1969, com a doença do presidente Costa e Silva, os militares impediram a posse do vice-presidente Pedro Aleixo e outorgaram uma emenda constitucional número um, em vigor atualmente. Ou seja, foi o resultado da vontade de três ministros militares e não a vontade da nação.

Ultimato – Quais são as dificuldades no processo de implantação de uma nova constituinte?
Robinson – A dificuldade está em fazer uma nova lei com a antiga vigente. Isso gerou uma série de defeitos no processo de convocação da assembleia constituinte. O principal é que vai atribuir aos parlamentares eleitos no ano que vem o poder de serem deputados e senadores constituintes. O deputado será eleito pela lei antiga e vai fazer a lei nova, enquanto está vigente a lei antiga, para depois valer a nova lei e ele continuar como deputado, quer dizer, ele vai legislar em causa própria. Se olharmos as três contribuições mais recentes no Ocidente – as constituições de Portugal, da Espanha e a constituição do Peru em 1979 – verificamos que nas três houve eleição apenas para a Assembleia Constituinte e, depois de feita a constituição, houve eleição de acordo com a nova lei, para todos os cargos. Inclusive porque algumas pessoas poderiam desejar participar da Assembleia Constituinte e não querer ser deputados. No Peru, Pedro Arana, teólogo presbiteriano, candidatou-se e foi eleito, mas quando terminou a constituinte ele voltou para a igreja, porque queria apenas participar do processo que, inclusive, separou, pela primeira vez, a igreja do Estado. Além disso, a lei atual tem uma exigência de um mínimo e um máximo de deputados por estado. Ao invés de ser um homem, um voto, é um sistema distorcido porque é de bancadas estaduais. Uma fragilidade última que eu poderia ressaltar é a questão dos partidos. Ou são novos ou estão em organização. E preocupados com a eleição de prefeitos. Então, a grande dificuldade é como transformar essa constituição numa constituição autêntica.

Ultimato – Isso seria possível com uma eleição apenas para se fazer a constituinte…
Robinson – A proposta feita pelo PT – a mesma ideia da ordem dos advogados do Brasil – seria fazer, em março, a eleição da Assembleia Constituinte e, em novembro, teríamos a já prevista eleição de deputados e senadores. Entre março e outubro esse órgão eleito faria apenas a constituição e se dissolveria. A partir daí os deputados seriam eleitos sob a vigência da nova constituição e de acordo com as regras que ela estabelecesse. Esta seria a solução, mas dificilmente vai passar, porque há interesses políticos envolvidos.

Ultimato – De que forma a comunidade pode empurrar esse processo?
Robinson – Bem, a OAB, que representa uma categoria profissional, realizou debates, soltou matérias, publicou artigos na imprensa, foi ao presidente da república reivindicando uma comissão de consulta da população e não uma comissão de “indicados”, etc. São formas de pressão. Tem-se pressão parlamentar, pressão da imprensa, atos de protestos, ou seja, formas de mobilização da sociedade civil. Outra maneira, se não for possível alterar o processo, seria a seleção de candidatos. Durante os meses de debate em meio expediente, os deputados serão deputados e, em meio expediente, serão constituintes. Que haja vigilância e uma fiscalização para que os interesses nacionais sejam representados. Lamentavelmente, o Brasil não tem uma tradição de mobilização popular nem de fiscalização. O que temos é uma tradição de passividade e, quando não se quer ser passivo se é reprimido, ao contrário das democracias históricas onde o povo fiscaliza.

Ultimato – Como se dá a participação evangélica na história política do país?
Robinson – Enquanto o Brasil muda – o símbolo disso foi a campanha das Diretas – o que acontece com os evangélicos é um retrocesso. Os evangélicos, quando chegaram ao Brasil, vieram com uma ideia participante. A mentalidade dos missionários e dos primeiros pastores era usar a política para melhorar o país. Sempre se identificava catolicismo com atraso e ditadura, e protestantismo com progresso e democracia. Isso era parte da ideologia protestante, tanto assim que eles se aproximavam de políticos, especialmente do Partido Liberal, visando mudar a constituição, separar a igreja do Estado, criar o casamento civil, criar a liberdade de cemitérios, para a qual havia a restrição, etc. Esta mentalidade também estava presente nos colégios evangélicos, que foram um fator de modernização no currículo escolar. A primeira escola mista da América Latina foi o Mackenzie e a primeira escola de educação pré-escolar foi o Bennet, no Rio de Janeiro. Enquanto o Brasil era tradicionalista, esses colégios era modernizantes. Depois da curva do século, anos 1920 principalmente, houve uma explosão de convertidos, passando-se a um protestantismo de massa, massas iletradas, que corriam principalmente para igrejas do tipo pentecostal. Um outro dado que concorre para essa mudança de mentalidade é um dado teológico. Os missionários e pastores, nos primeiros 50 anos, eram principalmente pós-milenistas e amilenistas. O pós-milenista acha que vai expandir o Reino de Deus e convidar Cristo para a inauguração. O amilenista, embora creia que a glória só será feita com a chegada de Jesus, acredita que nós temos o dever e a possibilidade de realizar uma obra de expansão. A partir dos anos 1910, anos 1920, começa-se a substituir o amilenismo e pós-milenismo pelo pré-milenismo, – pré-tribulacionista e dispensacionalista, – que é uma visão bastante pessimista da história. Tudo isso gera, a partir dos anos 1920 até os anos 1960, duas tendências no protestantismo brasileiro: uma, quantitativamente majoritária, com tendência de ausência do processo político, e, outra, minoritária, com uma visão de presença. A partir dos anos 1960, passou-se a ensinar que crente não se mete em política. Uma geração foi criada assim. Acontece que isso não faz parte da história política do protestantismo, nem do protestantismo brasileiro. É uma tradição recente, mas quem foi criado nela pensa que sempre foi assim. Estão confundindo o antigo com o eterno. Agora, nos anos 1980, o discurso de que crente não se mete em política foi substituído por outro: se mete, desde que seja pela direita, ou seja, para sustentar as forças conservadoras. Isso gera uma mudança de 180°. O protestantismo brasileiro, que se aliou ao Partido Liberal durante o império e que se tornou um fator de abertura de mentalidade, de preparo da classe média da sociedade industrial, vai tomando o lugar que a igreja católica tinha há 20 anos, ocupando o tradicionalismo. Em parte, as massas católicas, que se converteram às grandes religiões como a igreja pentecostal, trazem traços psicossociais e culturais que são semelhantes aos devotos do padre Cícero e outros, uma visão pré-moderna. O meu grande temor é que o protestantismo brasileiro se transforme numa massa de manobra para engrossar o contingente eleitoral dos partidos mais conservadores.

Ultimato – Qual a razão para o baixo interesse e a não participação dos evangélicos no processo político?
Robinson – Eu diria que há vários fatores. O baixo nível de informação, a teologia que ensina que o cristão não tem nenhum papel histórico e o reino de Deus é só transcendente. Além do mais há o seguinte: muitos crentes galgaram a classe média há pouco tempo e a classe média é insegura – eles têm medo de virar pobres novamente. A conjugação desses elementos concorre para essa alienação. Por outro lado, alguns defendem a participação evangélica, mas com uma visão bastante limitada. Por exemplo, defesa da liberdade religiosa (a liberdade religiosa não está ameaçada), favores para a igreja, empregos para os crentes, etc. A participação estaria reduzida a esta visão, quando eu creio que o parlamentar evangélico, especialmente no caso da constituinte, deveria ter outras dimensões, tais como: assegurar a liberdade religiosa não para o protestantismo, mas para uma sociedade pluralista e democrática; enfatizar a moralidade política; dar combate à corrupção; e defender bandeiras justas, bandeiras que reflitam os valores do reino de Deus.

Ultimato – O que deveria ser feito no nível de igreja local, a nível de grupos cristãos, para partirmos para uma participação mais ativa?
Robinson – Lamentavelmente, neste processo a Assembleia Constituinte vai influenciar mais as igrejas do que o contrário. Para influenciarmos, deveríamos ter uma bandeira e querer levá-la. Uns não têm bandeira e outros não querem levar bandeira alguma. A Visão Mundial está fazendo um trabalho bom de reflexão sobre a missão da Igreja no Brasil hoje, através de encontros regionais e nacionais. Eu acho que os seminários e entidades como a ABU, Visão Mundial e outros poderiam desempenhar um grande papel, que é a recuperação da história e da teologia protestantes. A grande tragédia é que nós, que enfatizamos a tradição, somos acusados de inovadores, e aqueles que inovaram há pouco tempo se consideram os conservadores. Uma completa inversão!

Ultimato – A longo prazo seria possível um consenso em torno da participação política dos evangélicos?
Robinson – Em 1983, na cidade de Jarabacoa, República Dominicana, houve uma consulta teológica de políticos evangélicos onde elaboramos a Declaração de Jarabacoa, sobre a ação política dos evangélicos que, lamentavelmente, teve pouca divulgação no Brasil. É um documento de reflexão teológica e de sugestões para a ação da igreja local, denominação e a nível de movimentos. Os documentos que Lausanne tem produzido, como Evangelho e Cultura, Evangelização e Responsabilidade Social, dos quais tive a honra de participar, são diretrizes teológicas que representam um consenso da comunidade evangélica internacional. Eu creio que a tarefa é educacional. Deve haver um desbloqueio interior, a nível de teologia, a nível de informação histórica e a nível de conhecimento da realidade, ou seja, todo um processo educativo que deverá se fazer sob pena de que nós fiquemos ultrapassados pelos acontecimentos e nos tornemos uma comunidade marginal. Se o arrebatamento se desse na Quarta-Feira de Cinzas no Brasil, o mundo levaria semanas para notar nossa ausência, porque pensaria que continuávamos acampados, isto é, a nossa influência é quase nenhuma. Como influenciar se você não tem convicção de que deve influenciar, não se organiza para esse fim? O pior é que as minorias (como no meu caso) que tentam convencer a igreja dessa necessidade para a sua relevância, para sua sobrevivência e influência são profundamente incompreendidas.

Ultimato – A igreja tem se tornado descartável nesse processo político?
Robinson – Não só do processo político, mas também do processo social, cultural, etc. Gilberto Freire, um dos mais famosos “desviados” do Brasil, dizia que os evangélicos tem produzido bons gramáticos, mas não tem produzido literatos. Há os que sabem bem o português, mas você não encontra romances evangélicos, trilhas cinematográficas, peças de teatro, ou seja, a nossa presença para alterar a cultura brasileira tem sido mínima, temos nos transformado numa subcultura. Não precisaríamos de dez milhões para influenciar. O mundo é de minorias organizadas, mas com minorias desorganizadas fica difícil.

Ultimato – Quais são atualmente os principais obstáculos à participação dos evangélicos na Assembleia Constituinte?
Robinson – Em parte seria a não compreensão da importância da assembleia constituinte, no sentido de que evangélicos e não evangélicos vão viver sob o mesmo regime que vai decidir soberanamente. Agora que se faz alguma coisa através das comissões evangélicas pró-constituinte dos estados, eu diria que o ritmo deveria ser conscientização, mobilização e a escolha de candidatos; mas estão escolhendo os candidatos antes que o povo esteja conscientizado e mobilizado. Outra questão é a ausência de uma articulação nacional evangélica. O Brasil é o único país da América Latina que não tem um organismo ou organismos interdenominacionais de peso. No Peru, por exemplo, o Conselho Nacional Evangélico Peruano reúne 85% das denominações do país. Na Espanha foi criada uma comissão evangélica para acompanhar o processo da constituinte e esta comissão teve tamanha participação que o governo espanhol criou um comitê nacional consultivo pela garantia dos direitos humanos e liberdades civis, onde esta comissão tinha assento. Tivemos a Confederação Evangélica no passado que de certa maneira se esvaziou por conflitos teológico-políticos. Os evangélicos não conseguem viver num ambiente em que seu grupo não esteja mandando, há uma impossibilidade de tolerar diferenças, e isso quanto a assuntos secundários e terciários. Em alguns países é preciso que haja revolução, que haja golpes, que haja perseguição para que a igreja tome consciência. (Em vez da igreja conduzir o processo histórico e fomentá-lo, ela é atropelada, mutilada e ferida pela sua própria incapacidade de refletir sobre seu papel histórico). Se Deus age na história do seu reino, age preferencialmente nas igrejas como agências, e se a agência não age, as pedras vão acabar clamando. Em relação aos evangélicos, nós temos uma esperança apenas teológica, mas não uma esperança por evidência.

Ultimato – Existe uma causa na teologia protestante que está por trás dessa dificuldade de diálogo?
Robinson – Acho que sim. Acredito que a causa está num maniqueísmo, num fundamentalismo estreito, no sectarismo. Desenvolveram-se distorções eclesiásticas, ao longo das décadas, e a dificuldade está em nós mesmos. Temos dificuldades de diferenciar a experiência da fé, a doutrina da teologia. Se o individuo não tem a teologia que eu tenho, eu já acho que ele não é ortodoxo e, às vezes, nem convertido. Outra coisa é a questão do essencial e do acidental. Quando você coloca numa confissão de fé a crença na volta pré-milenal de Cristo, está colocando como central uma doutrina que foi historicamente considerada periférica. O que é central é o retorno de Cristo, mas estamos considerando o tipo de batismo, o governo da igreja, a temperatura da água do batistério; quer dizer, vamos descendo a minúcias e quem não concorda com tudo isso seja anátema.

Ultimato – O senhor acredita que a participação evangélica pode ser tornar mais efetiva através de grupos evangélicos não institucionalizados?
Robinson – A história tem nos ensinado, não só no campo religioso, mas em todos os campos, que as instituições tendem a ser conservadoras, imobilistas, porque elas representam um momento histórico em que alguma coisa deu certo. As mudanças vêm por pressões de grupos informais para com a instituição e, se esta resiste, termina por romper, e no protestantismo, particularmente, ocorre isso. Na igreja católica, não; ficam todos sob um mesmo guarda-chuva e fundam novas ordens religiosas, sublegendas. A grande parte das denominações são resultados da impossibilidade das elites institucionais de absorverem e tratarem com as pressões de inovação. Embora tenhamos que pressionar a instituição, ela é que é permanente. Eu creio que a esperança está, principalmente, nesses grupos informais interdenominacionais ou denominacionais, grupos de reflexão, grupos de estudo que correm à margem da máquina institucional. Outra questão é a dos pastores de tempo integral e parcial. Embora eu ache que o ministro de tempo integral seja o padrão bíblico, minha impressão é que os pastores voluntários, ou seja, não remunerados, e leigos engajados estarão muito mais à frente de qualquer processo de mudança do que aqueles pastores de tempo integral que dependem do bolso dos conservadores leigos ou daqueles que fazer parte da máquina denominacional. A tendência histórica é conservadora até por uma questão de sobrevivência.

 

Fonte: Ultimato Online

Oscar consagra ‘Argo’ em noite marcada por excesso de números musicais

Filme de Ben Affleck é coroado em cerimônia com barbadas, surpresas, um raríssimo empate e muita música; veja a lista completa de ganhadores

 

Conforme o esperado e contrariando as estatísticas, “Argo” , de Ben Affleck, ganhou o Oscar 2013de melhor filme, tornando-se o primeiro longa desde 1989 a conquistar o prêmio sem uma indicação a diretor . Neste ano, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood decidiu distribuir as estatuetas entre várias produções, com “As Aventuras de Pi” levando o maior número de troféus – quatro, incluindo direção, para Ang Lee.

O cineasta taiwanês recebeu seu segundo Oscar mais ou menos da mesma forma como recebeu o primeiro, em 2006. Naquele ano, Lee ganhou como diretor, mas seu “Brokeback Mountain” perdeu a estatueta principal para “Crash – No Limite”, no que até hoje é considerado um dos maiores erros da Academia. O tempo vai julgar se tratamento igual será dado a “Argo”, um thriller bem-feito, mas menos contundente do que alguns de seus competidores.

 
  Daniel Day-Lewis, Jennifer Lawrence, Anne Hathaway e Christoph Waltz: os atores premiados. Foto: AP
 
O Oscar fechou a bem-sucedida e inusitada trajetória de “Argo”, um filme que em janeiro tinha sido praticamente riscado da competição principal após não conseguir a indicação a diretor para Ben Affleck , mas que saiu-se vencedor de praticamente todas as demais premiações de Hollywood. Desde o início da cerimônia, a Academia se esforçou para “corrigir” o que tinha feito. “Eles sabem que erraram feio”, disse o apresentador Seth MacFarlane sobre a esnobada a Affleck, que mais tarde chamou de “multitalentoso”.

Affleck estava muito feliz ao aceitar o prêmio de melhor filme ao lado dos coprodutores Grant Heslov e George Clooney. Falando de modo acelerado, ele disse que quando ganhou seu primeiro Oscar (pelo roteiro de “Gênio Indomável”, em 1998), “era uma criança que não sabia o que estava fazendo”. “Nunca pensei que ia voltar”, afirmou. “Mas aqui estou.”

Vitórias (e empate)

Nas demais categorias, a principal surpresa foi o amor da Academia por “Django Livre” . Considerado um concorrente menor, o filme levou melhor roteiro original para Quentin Tarantino eator coadjuvante para Christoph Waltz , que bateu os favoritos Tommy Lee Jones ( “Lincoln” ) e Robert De Niro ( “O Lado Bom da Vida” ). O austríaco, que ganhou o mesmo prêmio há três anos por “Bastardos Inglórios”, também de Tarantino, chamou o diretor de “herói”.

Um dos resultados mais interessantes da noite foi o da categoria edição de som, que deu empate – apenas a sexta vez em que isso aconteceu nos 85 anos do Oscar. O prêmio foi dividido por Per Hallberg e Karen Baker Landers, de “007 – Operação Skyfall” , e Paul N.J. Ottosson, de “A Hora Mais Escura” , única vitória do longa sobre a caça a Osama bin Laden, que em certo momento chegou a ser favorito à estatueta principal. Michael Haneke levou melhor filme estrangeiro por“Amor” e “Valente” bateu “Detona Ralph” na categoria animação.

Algumas barbadas se confirmaram, entre elas o prêmio para Daniel Day-Lewis, de “Lincoln”, que se tornou o único a vencer três vezes na categoria melhor ator . Aplaudido de pé, ele fez o discurso mais elegante da noite, brincando com a apresentadora Meryl Streep, fazendo um bonito agradecimento à mulher, Rebecca Miller, e dedicando a estatueta à mãe. Day-Lewis também fez questão de tecer elogios ao diretor Steven Spielberg, o maior perdedor da noite, cujo longa liderava as indicações (12 categorias), mas só levou dois prêmios (ator e direção de arte).

AP Jennifer Lawrence tropeça ao subir ao palco para receber o prêmio de melhor atriz

Outra aposta que se confirmou foi a vitória de Jennifer Lawrence , de “O Lado Bom da Vida”, na categoria atriz, vencendo a francesa Emmanuelle Riva, de “Amor”, que completou 86 anos neste domingo e era a indicada mais velha da história da categoria . A empolgação de Lawrence foi tanta que ela tropeçou na enorme cauda do vestido ao subir no palco, o que, segundo a própria, motivou os aplausos de pé da plateia (algo que, de fato, pareceu um tanto quanto excessivo).

Fonte: IG

Adra Minas Gerais e Associação de Promoção e Ação Social poderão firmar parceria


Colaboração Samuel Nunes

O diretor da Adra- Agência de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais pastor Noedson Dornelles de Moura, esteve reunido na tarde da última quinta-feira, com a presidente da Apas- Associação de Promoção e Ação Social, Raquel Muniz. Na pauta parceria da Adra para o estado de Minas Gerais com a ação social do município.

Raquel Muniz ressaltou a importância da Adra para o socorro das vítimas das chuvas em Montes Claros. Destacou o apoio e mobilização da desta entidade e dos jovens da igreja Adventista do Sétimo Dia, na doação de água mineral, roupas, cestas básicas para as famílias desabrigadas em vários bairros da cidade.

Pastor Noedson Dornelles de Moura durante reunião com a
presidente da Apas- Associação de Promoção e Ação Social, Raquel Muniz

O pastor Noedson Dornelles entregou para a presidente da Apas cópia de um projeto idealizado pela Adra na cidade de Uberlândia, no triângulo mineiro, onde várias crianças e adolescentes são assistidas na área de desenvolvimento humano e social. O diretor da Adra – MG revelou dois projetos que poderão ser trabalhados em ação conjunta da Apas e Adra- um no bairro Morrinhos e outro na Vila Greice.

– Reconhecemos o trabalho e os projetos da atual administração, por isso a Adra se coloca a disposição para trabalhar unida com a Apas no que se refere à assistência social. Estamos com projetos já em andamento em cidades como Divinópolis onde crianças em situação de vulnerabilidade social estão sendo assistidas, conta.

Outra reunião deverá acontecer no início do mês de março entre o representante da Adra Noedson Dornelles de Moura e Raquel Muniz para que as conversas possam evoluir para que parceria seja firmada.

O que é Adra

A Adra é uma organização privada, não governamental e sem fins lucrativos de objetivos assistenciais, beneficentes e filantrópicos, inscrita no CNPJ 01.467.063/0001-15, e certificada como OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público através do processo MJ No. 08071.002538/2012-79. Fazemos parte da rede internacional de organizações humanitárias independentes da ADRA que foi estabelecida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia em 1984. Com presença em 125 países, a Adra executa projetos de desenvolvimento comunitário e de assistência humanitária sem qualquer distinção política, racial, religiosa, de idade, sexo ou de etnia.

O foco de nosso trabalho está voltado para as camadas mais vulneráveis de nossa sociedade, ou seja, aqueles que vivem em situação de pobreza, sem as condições de prover para suas necessidades básicas. Nosso objetivo é o de melhorar as condições de vidas destas pessoas. Focamos nossas ações em 5 áreas: Segurança Alimentar, Desenvolvimento Econômico (geração de emprego e renda), Educação básica, Saúde Primária e Gestão de Emergências.

A Adra trabalha com pessoas em situação de pobreza e dificuldade, para criar uma mudança positiva e justa através de parcerias e ação responsável.

Está é uma  uma organização eficiente, profissional e de aprendizagem e que  incorpora integridade e transparência em suas ações.

– Transpomos fronteiras fortalecendo e sendo uma voz em prol daqueles que estão em risco social e marginalizados, para alcançarmos mudanças mensuráveis, documentadas e duradouras em suas vidas e na sociedade, afirma o pastor Noedson Dornelles de Moura.

A Adra mantém várias parcerias pelo Brasil, como por exemplo, com a Secretaria Municipal de Assistência Social de Vitória. Entre elas, estão os projetos Albergue Noturno, Abrigo e Casa Lar. Numa parceria com as Secretarias Municipais de Assistência Social dos municípios de Vitória e de Cariacica, no Espírito Santo, a Adra é responsável pelo gerenciamento de 21 unidades do CRAS – Centro de Referência de Assistência Social.

Fonte: O Norte

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