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Refugiados. “Senti vergonha do ser humano”, diz Cazé Peçanha em programa A Liga

A Liga

A frase acima é do Cazé Peçanha, apresentador do programa A Liga (Band), que ontem deu aula de jornalismo e como ele pode ir além das “fronteiras”, inclusive físicas. O último episódio mostrou o drama dos ‘Refugiados’, principalmente, do Haiti, que sofrem duplamente ao sair do seu país de origem e ao entrar no Brasil de forma clandestina, passando pelo Peru. Os haitianos são vítimas do descaso, da ditadura humana que avança sem precedentes de mãos dadas com a corrupção que, como sabemos, não é uma peculiaridade de parte de políticos, empresários e da própria polícia brasileira. Há exceções. Raríssimas! 

Ontem tive saudades do jornalismo diário. Li e aprendi que a notícia, a história que se quer revelar, está no outro. E sempre vai estar. Não há como fazer jornalismo sem conhecer o drama do outro de perto. É fato. Estamos cansados de ouvir, ler, assistir e clicar em clichês, frases prontas, fotos posadas, figurinhas e personagens repetidas. Feijão com arroz. Jornalismo é embate. De ideias, claro. É preciso sentir na pele o drama humano. Talvez esse seja hoje um dos grandes desafios do jornalismo. É a tal empatia. Virou artigo de luxo dos profissionais da comunicação. 

Sinceramente, fui arrebatado pelo episódio de ontem de A Liga. Não quis trocar de canal. Difícil não fazer isso hoje em dia na TV aberta. Como consumidor de informação, penso que a diferença está aí. É preciso “conquistar” a confiança do leitor/internauta/ouvinte. Testá-la pode ser um risco. A Band já aprendeu: conteúdo é rei. 

No bom jornalismo também sempre há uma brecha para críticas. Na reportagem, senti a falta de questionamentos, por exemplo, dos gastos excessivos do Exército brasileiro no Haiti que, desde abril de 2004, gastou R$ 1,9 bi. E a missão de Paz? Não tem resultados? O governo brasileiro faz vista grossa para os haitianos que chegam ao Brasil? Reportagem do Estadão mostra que, em 2004, o governo Lula justificou que a participação na missão de paz da ONU era uma forma de garantir um assento permanente do Brasil no Conselho de Segurança, o que não ocorreu. 

Para se ter uma ideia, o gasto total do Brasil no Haiti é quase nove vezes maior que o valor pedido em 2012 pelo governo de São Paulo ao governo federal para modernizar as áreas de informação e inteligência da polícia. Faltou levantar pelo menos esse questionamento. Mas é aquela velha história: se eles não mostrassem a dor e o sofrimento de como é à entrada dos haitianos no Brasil, talvez nunca soubéssemos. 

Viva o bom jornalismo!

Andrey Librelon

Editor de Conteúdo Cristão

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