Arquivo

Posts Tagged ‘Cristianismo’

Resposta a um estimado leitor, extensiva a outros (des)crentes

 

 

Vou começar do fim. Só para você saber quem está digitando. As respostas foram feitas a quatro mãos, por mim e minha esposa. Eu sou Andrey Librelon, jornalista, também formado, pós-graduado e estudo Direito, além de editor do blog e da edição impressa da Conteúdo Cristão, e minha esposa, Andréia Thaís Figueiredo Costa Librelon, formada em direito, em uma universidade Estadual pública (e não entrou nas vagas de cotas, não). É pós-graduada em Direito Público e é oficial de registro, concursada.

Estes esclarecimentos iniciais não são para que nos gabemos deles, não, mesmo porque não ocupamos nenhum alto posto de inteligência com nossas “míseras” profissões, não ganhamos nenhum Nobel de inteligência, não. Mas eles (os esclarecimentos) são estritamente necessários só para que você compreenda que, também, não somos idiotas. Não acreditamos que a fé é irracional, não. Cremos que ela é SUPRARACIONAL. Está acima de nossa pequena razão. Crer é inexplicável e, por isso, às vezes, parece idiota mesmo. Vejo que assim você pensa de nós, como nós também pensamos de todas as outras religiões, vez que a nossa é excludente de muitas delas. Ou seja, quando cremos que há um só Deus (este no qual nós cremos, o Deus trino dos Cristãos – Pai, Filho (Jesus) e Espírito Santo, automaticamente, excluímos (como deuses, ou seja, não acreditamos que eles sejam deuses) os demais, todos estes que você citou.

Estamos respondendo às suas perguntas, justamente, porque, como você, nós adoramos a racionalidade, o raciocínio e as discussões construtivas. É muito mais interessante responder o comentário de alguém que está realmente buscando respostas, como você, do que, de um preguiçoso, que, como uma esponja, engole tudo o que lhe dizem goela abaixo.

Não vamos responder tudo o que você perguntou, com medo de que depois você comece a nos adorar, como se deuses fôssemos. rsrsrs ( brincadeira…). Mas, apesar de ser difícil manter um diálogo assim digitado, pois, ao vivo, tetê a tetê é bem mais fácil e rápido responder as novas perguntas que nascem de uma resposta que te dermos, responderemos algumas, simplesmente porque não temos resposta para todas.  Enfim, tentaremos apenas falar umas coisas sobre o que acreditamos, o que pensamos poder responder algumas de suas perguntas.

O primeiro ponto é: “Dê-me um ponto de apoio e eu moverei o mundo.” (Arquimedes- matemático). Na matemática da vida também é assim. Precisamos primeiro crer em algo, mesmo que seja na inexistência de Deus ( pode ser o seu primeiro ponto).

O nosso primeiro ponto é crer em Deus, o segundo é crer no Deus trino, este dos cristãos, este da Bíblia. E quanto mais estudamos e lemos sobre Ele, parece “feitiço”, parece “droga”, mais nos apaixonamos. Não que concordemos com tudo o que dizem, nem mesmo na nossa igreja. Não que não tenhamos dúvida. Como temos! Incrível, parece também que quanto mais estudamos, mais temos. Por incrível que pareça concordamos com Nietzsche aqui, “tudo o que o homem pensar é humano”, por isso Deus é tão inexplicável com nossa razão, nossas palavras então nem se fala. Tudo o que conseguimos pensar é menor do nós, não é? Para caber em nós. Não dá para explicar Deus só falando, não dá nem para escrever com tão poucos sinais de pontuação. Às vezes, quero dar uma entonação e não sei como você vai ler! Deus não se explica. O apóstolo Paulo também cria assim quando disse em sua carta aos Coríntios que “agora vemos como por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. (Co 13:12). Deus é um questão de sentir mesmo. A Bíblia diz que Ele é o amor, a verdade, a vida. O “GRANDE EU SOU.” Inclusive acho que foi Renato Russo (não sei se a autoria é dele) completou o versículo na música dizendo que “é só o amor que conhece o que é verdade”.

Voltemos sempre ao ponto. Primeiro precisamos crer nisso (crer em Deus) e não dá para forçar a crença. Tem um livro que lemos (Ciência e Fé, de Peter James Cousin – ed ABU), em que o autor coloca um exemplo que consideramos interessante. Ele disse: “E se Deus escrevesse no céu, em letras garrafais: EU EXISTO! Você acreditaria? Acreditaria nada. Com certeza, você teria uma explicação científica para o fenômeno. Como disse outro: somos moscas voando dentro de um ambiente, acreditando que temos o universo. Se descobrimos a lei da gravidade, achamos que Deus não existe, porque descobrimos uma regra que determina as coisas.

Uma coisa bem simples que me faz crer que Deus existe é esta nossa discussão idiota sobre a existência Dele. É muita fé no acaso crer que existe toda esta estrutura planetária e que não tem um “Dono da Festa”. Acredito que Ele pode não ser exatamente como nós o imaginamos, ou pode só ser mais do que imaginamos. Mas, para mim, para nós, ele existe. E gostamos de pensar nele assim, como sendo um ser acima da razão, um ser relacional. E aí, vamos amarrando todas as nossas perguntas, as nossas crenças. Um Deus trino (relacional) que explode em amor e faz existir. Faz existir coisas belas,  o amor que produz e faz existir gente, anjos, para se relacionar. Não bonecos, mas pessoas que podem optar por se relacionar com Ele, como nós, com nossos amores e amizades.

Acreditamos que Deus não só visita as pessoas, como ele habita nos nossos corações Imagina, só. Nossos critérios de justiça são tão ridículos. Imagina se Deus os usaria? Acreditamos, sim, que a salvação vem pela crença em Jesus, pois Ele é a justiça de Deus. Pelo menos uma coisa é mais ou menos fácil de você crer: parece que os homens foram surgindo um de cada vez, pois até hoje é assim. Os primeiros, Adão e Eva desobedeceram a Deus ( e não foi fazendo sexo, não, porque sexo é uma coisa não dos deuses, mas de Deus, de tão boa!) na verdade, primeiro entre os anjos aconteceu isso: um Deles ousou estar acima de Deus, depois entre os homens, eles quiseram conhecer como Deus e estar acima de Deus, tudo isso porque fomos criados com inteligência, por isso nenhum porco desobedeceu, nenhuma pedra desobedeceu, mas nós sim. E os princípios do cristianismo (só para quem crer) é que, por um homem o pecado foi imputado ao resto do mundo, mas por um justo ele foi perdoado.

A fé é crer nesta história e aceitá-la. Porque você acha que Deus é ruim porque matou jovens, grávidas e crianças? Se Deus existe, só há um fim: ELE. Ele é o princípio, o meio e o fim. Tudo o mais é pequeno, inútil, simples… Nós é que amamos coisas efêmeras, mas nosso fim é adorá-lo, por bem ou por mal (pode parecer grosso isso, mas não é). Não cremos que Deus seja um ser egoísta, sentado no trono, gritando: “Cantem mais alto!!!” Cremos que  a visão de sua face provoca adoração, que também pode ser entendida como crer e aceitar sua existência. Pense bem, mesmo no inferno, todos crerão que Deus existe, ou seja, adorarão a Ele. A propósito, para nós, o inferno é, de alguma forma, ausência de Deus, o que até então não conhecemos, pois temos o Espírito Santo conosco.  Ceú e inferno não estão nem acima, nem abaixo, com essa nossa divisão de mapa de primeiro mundo, onde os países ricos estão em cima e os pobres em baixo. O Céu é o reino de Deus, que é feito de amor, onde os primeiros serão os últimos e os últimos os primeiros, onde precisa ser como criança para entrar (ou seja, é o lugar da simplicidade, da humildade e da doação), onde a porta é estreita, onde quem acha, pensa que encontrou um tesouro, onde quem quiser ganhar a sua vida, deve perdê-la, onde o sentido de tudo é o de se doar e amar ao próximo como a si mesmo (como é difícil!).

C.S Lewis

O Céu é onde tem um Deus que é o único que foi chamado de Pai e que tem a falta de decoro de amar o pecador e se dar por Ele.

Segue um conselho de C. S. Lewis, um grande pensador cristão: “se você está à procura de uma religião que o deixe confortável, eu não lhe aconselharia o cristianismo”. Agora, um conselho nosso: continue sua busca por respostas, porque a Bíblia fala que quem procura acha.  Se você estiver procurando coisa boa, vai achar, se não, também vai achar, mas você só vai achar o que você estiver procurando. Na verdade, já faz tempo que Deus deve estar te procurando. Nós gostaríamos, sinceramente, de ajudá-lo a encontrar você. Porque Cristianismo não é coisa de besta, não, é de gente que pensa e quer viver melhor e ter compromisso com toda a criação, com o planeta e, principalmente, com o próximo.

Vamos nos falando.

 

 

Anúncios

Brasil pode interferir na ordem de execução de Youssef Nadarkhani

 

Comentário Conteúdo

O interessante da matéria acima é a comparação superficial que podemos fazer com um dos momentos da vida de um dos nomes mais importantes da história cristã. O apóstolo Pedro, no Novo Testamento, chegou a negar a Cristo,  por três vezes, e reconheceu sua fraqueza. No caso de Youssef, o pastor reconheceu Jesus por três vezes, negando retornar às práticas antigas do islamismo. Um exemplo que poucos cristãos ultimamente têm seguido e que serve de lição. Oremos para que o Brasil, ou outra nação, interfira nessa que pode se tornar uma das maiores aberrações contra a liberdade religiosa no mundo.

Ricardo Gondim joga a toalha. “Sou incapaz de viver tudo o que prego”, reconhece líder da Betesda

Pastor critica Teologia da Prosperidade e evangelistas que fizeram da fé alheia negócio

Pastor critica Teologia da Prosperidade e evangelistas que fizeram da fé alheia negócio

O pastor Ricardo Gondim, da Igreja Betesda, anunciou em seu site, através  de um artigo, que está rompendo com o Movimento Evangélico. Narrando suas experiências religiosas desde adolescência, quando abandonou o catolicismo inquieto pelo que chamou de “dogmas” da igreja romana, o pastor falou sobre o que o fez romper com a Igreja Presbiteriana e com a Assembleia de Deus, exemplificando cada caso.

Agora, se dizendo sem saber para onde ir, afirma que está querendo “apenas experimentar a liberdade prometida nos Evangelhos” e que não abandonará sua vocação de pastor e continuará servindo na Betesda.

Os motivos listados por Gondim em seu artigo reclamam da transformação do evangelho em negócio, e se diz “incapaz de tolerar” a transformação da fé em negócio. “Não posso aceitar, passivamente, que tentem converter os cristãos em consumidores, e a igreja, em balcão de serviços religiosos. Entendo que o movimento evangélico nacional se apequenou. Não consegue vencer a tentação de lucrar como empresa. Recuso-me a continuar esmurrando as pontas de facas de uma religião que se molda à Babilônia”, acusa o pastor.

A falta de afinidade com os grandes líderes evangélicos nacionais também é colocada como uma questão de peso e decisiva para o rompimento: “Não consigo admirar a enorme maioria dos formadores de opinião do movimento evangélico (principalmente os que se valem da mídia). Conheço muitos de fora dos palcos e dos púlpitos. Sei de histórias horrorosas, presenciei fatos inenarráveis e testemunhei decisões execráveis”, afirma o pastor, sem citar nomes.

Em mais uma crítica direta à teologia da prosperidade, que tem sido priorizada em diversas denominações, o pastor Gondim afirma que a igreja se tornou inútil ao pregar essa mensagem: “No momento em que o sal perde o sabor para nada presta senão para ser jogado fora e pisado pelos homens. Não desejo me sentir parte de uma igreja que perde credibilidade por priorizar a mensagem que promete prosperidade. Como conviver com uma religião que busca especializar-se na mecânica das “preces poderosas”? O que dizer de homens e mulheres que ensinam a virtude como degrau para o sucesso? Não suporto conviver em ambientes onde se geram culpa e paranoia como pretexto de ajudar as pessoas a reconhecerem a necessidade de Deus”.

Um texto publicado pelo jornalista Paulo Lopes, atribuído a José Geraldo Gouvêa, ateu declarado, afirma que “Gondim não tem para onde ir, a não ser os braços do ateísmo”. O autor do texto afirma se identificar com o pastor, “uma espécie de Leonardo Boff evangélico”, fazendo menção ao ex-frei e crítico ferrenho da Igreja Católica.

Confira abaixo a íntegra do artigo “Tempo de Partir”, do pastor Ricardo Gondim:

Não perdi o juízo. Minha espiritualidade não foi a pique. Minhas muitas tarefas não me esgotaram. Entretanto, não cessam os rótulos e os diagnósticos sobre minha saúde espiritual. Escrevo, mas parece que as minhas palavras chegam a ouvidos displicentes. Para alguns pareço vago, para outros, fragmentado e inconsistente nas colocações (talvez seja mesmo). Várias pessoas avisam que intercedem a Deus para que Ele me acuda.

Minha peregrinação cristã está, há muito, marcada por rompimentos. O primeiro, rachei com a Igreja Católica, onde nasci, fui batizado e fiz a Primeira Comunhão. Em premonitórias inquietações não aceitava dogmas. Pedi explicações a um padre sobre certas práticas que não faziam muito sentido para mim. O sacerdote simplesmente deu as costas, mas antes advertiu: “Meu filho, afaste-se dos protestantes, eles são um problema!”.

Pastor Ricardo Gondim

Depois de ler a Bíblia, decidi sair do catolicismo; um escândalo para uma família que se orgulhava de ter padres e freiras na árvore genealógica – e nenhum “crente”. Aportei na Igreja Presbiteriana Central de Fortaleza. Meus únicos amigos crentes vinham dessa denominação. Enfronhei em muitas atividades. Membro ativo, freqüentei a escola dominical, trabalhei com outros jovens na impressão de boletins, organizei retiros e acampamentos. No cúmulo da vontade de servir, tentei até cantar no coral – um desastre. Liderei a União de Mocidade. Enfim, fiz tudo o que pude dentro daquela estrutura. Fui calvinista. Acreditei por muito tempo que Deus, ao criar todas as coisas, ordenou que o universo inteiro se movesse de acordo com sua presciência e soberania. Aceitei tacitamente que certas pessoas vão para o céu e para o inferno devido a uma eleição. Essa doutrina fazia sentido para mim até porque eu me via um dos eleitos. Eu estava numa situação bem confortável. E podia descansar: a salvação da minha alma estava desde sempre garantida. Mesmo que caísse na gandaia, no último dia, de um jeito ou de outro, a graça me resgataria. O propósito de Deus para minha vida nunca seria frustrado, me garantiram.

Em determinada noite, fui a um culto pentecostal. O Espírito Santo me visitou com ternura. Em êxtase, imerso no amor de Deus, falei em línguas estranhas – um escândalo na comunidade reverente e bem comportada. Sob o impacto daquele batismo, fui intimado a comparecer à versão moderna da Inquisição. Numa minúscula sala, pastores e presbíteros exigiram que eu negasse a experiência sob pena de ser estigmatizado como reles pentecostal. Ameaçaram. Eu sofreria o primeiro processo de expulsão, excomunhão, daquela igreja desde que se estabelecera no século XIX. Ainda adolescente e debaixo do escrutínio opressivo de uma gerontocracia inclemente, ouvi o xeque mate: “Peça para sair, evite o trauma de um julgamento sumário. Poupe-nos de sermos transformados em carrascos”. Às duas da madrugada, capitulei. Solicitei, por carta, a saída. A partir daquele momento, deixei de ser presbiteriano.

De novo estava no exílio. Meu melhor amigo, presidente da Aliança Bíblica Universitária, pertencia a Assembleia de Deus e para lá fui. Era mais um êxodo em busca de abrigo. Eu só queria uma comunidade onde pudesse viver a fé. Cedo vi que a Assembleia de Deus estava engessada. Sobravam legalismo, politicagem interna e ânsia de poder temporal. Não custou e notei a instituição acorrentada por uma tradição farisaica. Pior, iludia-se com sua grandeza numérica. Já pastor da Betesda eu me tornava, de novo, um estorvo.

Os processos que mantinham o povo preso ao espírito de boiada me agrediam. Enquanto denunciava o anacronismo assembleiano eu me indispunha. A estrutura amordaçava e eu me via inibido em meu senso crítico. A geração de pastores que ascendia se contentava em ficar quieta. Balançava a cabeça em aprovação aos desmandos dos encastelados no poder. Mais uma vez, eu me encontrava numa sinuca. De novo, precisei romper. Eu estava de saída da maior denominação pentecostal do Brasil. Mas, pela primeira vez, eu me sentia protegido. A querida Betesda me acompanhou.

Agora sinto necessidade de distanciar-me do Movimento Evangélico. Não tenho medo. Depois de tantas rupturas mantenho o coração sóbrio. As decepções não foram suficientes para azedar a minha alma, sequer fortes para roubar a minha fé. “Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso”.

Estou crescentemente empolgado com as verdades bíblicas que revelam Jesus de Nazaré. Aumenta a minha vontade de caminhar ao lado de gente humana que ama o próximo. Sinto-me estranhamente atraído à beleza da vida. Não cesso de procurar mentores. Estou aberto a amigos que me inspirem a alma.

Então por que uma ruptura radical? Meus movimentos visam preservar a minha alma da intolerância. Saio para não tornar-me um casmurro rabugento. Não desejo acabar um crítico que nunca celebra e jamais se encaixa onde a vida pulsa. Não me considero dono da verdade. Não carrego a palmatória do mundo. Cresce em mim a consciência de que sou imperfeito. Luto para não permitir que covardia me afaste do confronto de meus paradoxos. Não nego: sou incapaz de viver tudo o que prego – a mensagem que anuncio é muito mais excelente do que eu. A igreja que pastoreio tem enormes dificuldades. Contudo, insisto com a necessidade de rescindir com o que comumente se conhece como Movimento Evangélico.

1. Vejo-me incapaz de tolerar que o Evangelho se transforme em negócio e o nome de Deus vire marca que vende bem. Não posso aceitar, passivamente, que tentem converter os cristãos em consumidores e a igreja, em balcão de serviços religiosos. Entendo que o movimento evangélico nacional se apequenou. Não consegue vencer a tentação de lucrar como empresa. Recuso-me a continuar esmurrando as pontas de facas de uma religião que se molda à Babilônia.

2. Não consigo admirar a enorme maioria dos formadores de opinião do movimento evangélico (principalmente os que se valem da mídia). Conheço muitos de fora dos palcos e dos púlpitos. Sei de histórias horrorosas, presenciei fatos inenarráveis e testemunhei decisões execráveis. Sei que muitas eleições nas altas cupulas denominacionais acontecem com casuísmos eleitoreiros imorais. Estive na eleição para presidente de uma enorme denominação. Vi dois zeladores do Centro de Convenções aliciados com dinheiro. Os dois receberam crachá e votaram como pastores. Já ajudei em “cruzadas” evangelísticas cujo objetivo se restringiu filmar a multidão, exibir nos Estados Unidos e levantar dinheiro. O fim último era sustentar o evangelista no luxo nababesco. Sou testemunha ocular de pastores que depois de orar por gente sofrida e miserável debocharam delas, às gargalhadas. Horrorizei-me com o programa da CNN em que algumas das maiores lideranças do mundo evangélico americano apoiaram a guerra do Iraque. Naquela noite revirei na cama sem dormir. Parecia impossível acreditar que homens de Deus colocam a mão no fogo por uma política beligerante e mentirosa de bombardear outro país. Como um movimento, que se pretende portador das Boas Novas, sustenta uma guerra satânica, apoiada pela indústria do petróleo.

3. No momento em que o sal perde o sabor para nada presta senão para ser jogado fora e pisado pelos homens. Não desejo me sentir parte de uma igreja que perde credibilidade por priorizar a mensagem que promete prosperidade. Como conviver com uma religião que busca especializar-se na mecânica das “preces poderosas”? O que dizer de homens e mulheres que ensinam a virtude como degrau para o sucesso? Não suporto conviver em ambientes onde se geram culpa e paranoia como pretexto de ajudar as pessoas a reconhecerem a necessidade de Deus.

4. Não consigo identificar-me com o determinismo teológico que impera na maioria das igrejas evangélicas. Há um fatalismo disfarçado que enxerga cada mínimo detalhe da existência como parte da providência. Repenso as categorias teológicas que me serviam de óculos para a leitura da Bíblia. Entendo que essa mudança de lente se tornou ameaçadora. Eu, porém, preciso de lateralidade. Quero dialogar com as ciências sociais. Preciso variar meus ângulos de percepção. Não gosto de cabrestos. Patrulhamento e cenho franzido me irritam . Senti na carne a intolerância e como o ódio está atrelado ao conformismo teológico. Preciso me manter aberto à companhia de gente que molda a vida, consciente ou inconsciente, pelos valores do Reino de Deus sem medo de pensar, sonhar, sentir, rir e chorar. Desejo desfrutar (curtir) uma espiritualidade sem a canga pesada do legalismo, sem o hermético fundamentalismo, sem os dogmas estreitos dos saudosistas e sem a estupidez dos que não dialogam sem rotular.

Não, não abandonarei a vocação de pastor. Não negligenciarei a comunidade onde sirvo. Quero apenas experimentar a liberdade prometida nos Evangelhos. Posso ainda não saber para onde vou, mas estou certo dos caminhos por onde não devo seguir.

Soli Deo Gloria

Fonte: GospelMais

Mapa das religiões no Brasil: Número de evangélicos cresce 2,3% no Brasil, diz FGV

E daí? número de evangélicos cresceu no Brasil

E daí? número de evangélicos cresceu no Brasil

 

Crescemos em números, mas em conteúdo pouca coisa mudou. Pesquisa divulgada nessa terça-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que o número de evangélicos cresceu em relação a última pesquisa divulgada pelo instituto em 2003. Naquele época, 74% dos brasileiros se declaravam católicos. No entanto, em 2009, a realidade é outra.

O número de pessoas que se dizem católicas caiu para 68,4%. Já o número de evangélicos subiu de 17,9% para 20,2%, cerca de 2,3. Em contraponto, aumentou também o número de pessoas que afirmam não ter religião.

O novo mapa das religiões no Brasil foi traçado com base na última pesquisa de orçamentos familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Eu acho que há pessoas que necessitam de uma igreja, de uma direção, e outras que não”, defendeu uma entrevistada ouvida pela reportagem do Jornal Nacional (JN). Assim como essa entrevistada, milhares de brasileiros vivem na mesma situação. Sem igreja, sem uma comunidade de apoio, sem Deus e até mesmo sem fé.

Ainda de acordo com a pesquisa, a maioria dos brasileiros ainda é de católicos, mas a queda no número de seguidores é maior a cada ano.

Em 2003, 74% dos brasileiros se declaravam católicos. Em 2009, o número caiu para 68,4%. A redução foi maior entre jovens e mulheres. O número de evangélicos subiu de 17,9% para 20,2%. Aumentou também o número de pessoas que afirmam não ter religião: de 5,1% para 6,7%.

Diversidade Religiosa

O mapa mostra, acima de tudo, que o Brasil é um país de diversidade religiosa e isso fica bem caracterizado nas capitais brasileiras.

O Rio de Janeiro tem a maior proporção de espíritas. São Paulo concentra mais seguidores de religiões orientais. Porto Alegre tem a maior proporção de praticantes de religiões afro-brasileiras. Vitória é a cidade mais evangélica entre as capitais, com 23% da população evangélica. Teresina tem a maior proporção de católicos. E é em Boa Vista que há mais pessoas sem religião.

Um mapa que ainda deve se alterar nos próximos anos. “Uma das coisas que mudaram mais, nos últimos 20 anos, eu diria que é a composição religiosa da população. Ela vinha mudando a uma determinada taxa, agora ela está mudando dez vezes mais rápido que nos cem anos antes”, avalia Marcelo Neri, coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV.

Fonte: Com informações do JN

Silas Malafaia sobre dízimos e ofertas. Vale a pena ler!

Pastor responde as críticas que recebeu sobre a oferta de R$911

 

No último sábado o Programa Vitória em Cristo apresentado pelo pastor Silas Malafaia recebeu o pastor Morris Cerullo que após fazer uma revelação sobre “um tempo etraordinário de Deus” pediu aos telespectadores que ofertassem para a Associação que produz o programa uma oferta especial de R$911 reais. Diante do pedido, pessoas começaram a criticar o ministério do líder que, nesta quarta-feira, 3, resolveu se manifestar através do Twitter para responder a essas acusações.

 

“As maiores críticas que recebo em relação a ofertas não são dos não evangélicos e sim dos evangélicos miseráveis, que não creem na lei da liberalidade”, disse Malafaia.

 

Ele também exemplificou seus dizeres dizendo que 20% das pessoas que mandaram ofertas depois do pedido do pastor Morris Cerullo não são evangélicos e pede para que os críticos leiam o livro de Marcos, capítulo 4 e versículo 26 que fala sobre a Lei da Semeadura.

 

Malafaia também escreve que mais de 1 bilhão de pessoas no planeta podem assistir ao programa graças as ofertas que recebem. Além disso, ele explica outros projetos que recebem ajuda financeira dos telespectadores de seu programa.

 

“Para os incrédulos se morderem, tem mais! Fazemos cruzadas evangelísticas no Brasil e um grandioso trabalho social, tais como: Patrocinamos trabalhos de recuperação de viciados em drogas, apoio a mulheres com gravidez indesejada, ensino profissionalizante para presidiários, reforço escolar para crianças de baixa renda, creches para menores de idade em áreas carentes, ajuda a missionários, etc etc etc.”

 

Fonte: Creio

Aline Barros e Lançamento da Bíblia: Minhas Histórias Favoritas


A pastora Aline Barros em pose para o CD Extraordinário

A pastora Aline Barros em pose para o CD Extraordinário

No mês de setembro a editora Mundo Cristão faz o lançamento de mais uma obra. Trata-se do livro infantil “Bíblia: Minhas histórias favoritas”, de autoria de Aline Barros, que é cantora gospel e pastora da Igreja Evangélica Internacional Zona Sul.

Aline Barros

A coletânea de histórias foi escolhida pela própria Aline e são as preferidas dela. Com texto de fácil compreensão, os acontecimentos bíblicos são contados de maneira simples, clara e carinhosa. Além de serem totalmente ilustrados.

Ela já é autora de outros livros como “Fé e Paixão” e “Muito mais que um sonho”, que escreveu em parceria com seu marido, Gilmar Santos.

Related

Aline Barros Fala Sobre Casamento ‘Nós Construímos a Nossa Casa na Rocha’

Aline Barros Grava CD/DVD Para Público Infantil, Xuxa Gospel?

Atualmente, Aline, que está grávida de uma menina e já é mãe de um menino. Ele vem desenvolvendo projetos para o público infantil desde 2005. O primeiro foi o CD, intitulado Aline Barros & Cia. Atualmente já são três CDs especialmente para os pequenos.

“Falar com criança é fantástico. Porque, quando elas gostam, gostam de verdade”, disse para o Terra.

A declaração reflete o sucesso junto a esse público.

Aline já vendeu cerca de 290 mil DVDs para as crianças e há cinco meses está entre os dez maiores vendedores de CD do país, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Discos.

Fonte: The Christian Post

 

 

%d blogueiros gostam disto: