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“A mediocridade na música e a pequenez criativa estão ligadas ao contexto e ao tipo de púlpito que os músicos vivem”, Marcos Almeida

Marcos Almeida. Uma das raras vozes do atual cenário musical gospel que tive o prazer de conversar, entre tantos outros que também tive a satisfação de ouvir nessa caminhada jornalística cristã. É o tipo de cara que te atrai para uma conversa sincera, um partilhar de ideias novas.  É o cara que te ouve e sente, mas quer dar um recado bacana sobre o que pensa sobre assuntos variados, como por exemplo o mercado musical cristão vorazmente taxado de Gospel.

Almeida é uma dessas vozes que considero – ele também se considera – contrárias ao ao pervertido mundo da música gospel que cada vez mais endossa o mercado e, porque não, dissemina a terrível e temível teologia da prosperidade em detrimento de uma teologia que vê o homem em sua integralidade.

E por falar em integral, anteriormente replicamos na íntegra no blog de CONTEÚDO o mesmo bate-papo, porém sem o vídeo. Consideramos, portanto, ser de extrema importância e de notável interesse público saber o que pensa Marcos Almeida, que nessa entrevista exclusiva à CONTEÚDO, depois de participar do show de lançamento do DVD do músico Ricardo Vianna realizado em Montes Claros-MG, dá detalhes de sua pausa na banda {Palavrantiga}. “O que sustenta a gente não tem nada a ver com música”, uma entre tantas outras frases que marca essa entrevista.

Confira a entrevista na série #ConteúdoEntrevista

ENTREVISTA “O que sustenta a gente não tem nada a ver com música”, diz Marcos Almeida que se despede do Palavrantiga

Na cidade dos homens, tem músico que sabe cantar. E bem! A frase é uma referência a uma das letras (Rookmaaker) do músico, compositor e poeta cristão, vocalista da banda mineira Palavrantiga, Marcos Almeida, que participou da segunda etapa do lançamento do DVD do músico montes-clarense, Ricardo Vianna. Vianna recebeu no palco, especialmente montado no estacionamento da Fasi, bandas expoentes e veteranas do cenário cristão regional. Nesta entrevista concedida ao jornalista Andrey Librelon, editor da Revista Conteúdo Cristão, logo após o show, Marcos Almeida mostra simplicidade, empatia e diz que é importante ter vozes contrárias a, digamos, teologia da prosperidade. Confira abaixo.

Vocalista do Palavrantiga, Marcos Almeida, em show em Montes Claros-MG (Foto: Matheus Peireira/Conteúdo Cristão e Rosana Rabelo/Divulgação)

Conteúdo Cristão – Partindo da proposta de Rookmarker, de que a arte não precisa de justificativa, você acredita que a música é apenas um instrumento de adoração?

Marcos Almeida – Depende de quem faz a música, não é? Adoração não tem a ver com o objeto em si, mas quem manuseia o objeto.

CC – Estilo diverso, letras profundas e que fazem pensar, diferente das músicas e letras que percebemos a partir de cânticos congregacionais que são endossados pela maciça campanha da teologia da prosperidade. Como é trabalhar na contramão desse mercado?

MA – É importante ter vozes diferentes. Aliás, eu torço para que outras vozes surjam, sejam a favor ou contra, não sei, mas que seja diferente, autêntico. A gente está tentando ser bem honesto com aquilo que a gente está fazendo.

CC- Essa é que é a verdade?

MA– Na verdade, a música que eu faço tem a ver com as experiências que vivo. Então, não consigo fazer muito do fingimento do artista. Todo o artista tem um pouco de fingimento nele. (risos). Eu fico mais ligado naquilo que estou experimentando, vivenciando. A teologia da prosperidade dá muita ênfase em certas coisas e esquece, sabe, outras partes do evangelho, da vida, e realidades sociais não se aplicam à ela, não é para todo o mundo. Enfim, acho importante ter vozes contrárias sim.

CC – A Igreja atual me parece ser muito resistente ao ‘estilo pop’ em detrimento aos louvores congregacionais executados em exaustão em nossos templos você não acha.

MA – Não sei! Existem muitas igrejas, né (sic) cara. A comunidade que eu participo, por exemplo, é muito eclética. Temos cultos que tem axé, rap, forró e tem o culto clássico que eu participo aos domingos pela manhã que tem só hino, com coral, quartetos, piano. Acho que vivemos num tempo de convergências, onde as diferenças conseguem conviver bem. O que sustenta a gente não tem nada a ver com música, não é? Quando o cara cai na real em relação a isso, as diferenças ficam menores.

CC– Na cidade dos homens, tem gente que consegue ouvir?
MA– (risos altos) Acho que sim! (risos altos) Acho que sim!

CC– Em entrevista à Rede Super (Igreja Batista da Lagoinha) em 2012, você disse que o grande desafio enquanto músico é transformar uma produção, um texto ou poesia, num produto que é exposto na prateleira. É o principal desafio do músico cristão?

“Toda essa questão da mediocridade nas letras de muita música gospel, essa pequenez criativa, não é culpa dos caras que compõem, não. Está relacionado ao contexto que eles vivem”

Marcos Almeida, músico

MA – A tensão maior é quando você vê um material que é da alma, que não tem preço, virar um item de prateleira. Você vive essa tensão sempre. A arte, a música não tem valor monetário e você acaba tendo que gravar um disco e esse disco vai ter que ir para a prateleira, vender enfim. Esse é o sentido, da arte tocar algo que não tem preço.

CC – Você que lê Rookmarker (risos) acha que os cristãos/evangélicos estão carentes de uma literatura que os interesse, que os faça curtir esse tipo de música?

MA – Isso está muito relacionado com aquilo que a gente lê e o que a gente ouve. E não só isso. Também tem a ver com o que a gente ouve nos púlpitos das igrejas. Toda essa questão da mediocridade nas letras de muita música gospel, e essa pequenez criativa, questão poética, não é culpa dos caras que compõem não. É o contexto que eles vivem. Se eles tivessem um púlpito melhor, se tivessem uma pregação mais abrangente e tivessem coragem de se encontrar com outras frentes, outras vertentes cristãs, acredito que eles iriam se enriquecer mais. Então, para quem aprecia a arte também. É muito contextual. Então, toda a arte também tem esse vínculo com o social, com o tipo de pessoal, família, igreja, bairro. Enfim, acaba tocando em coisas mais amplas.

CC – A banda Palavrantiga, que você integra, anunciou oficialmente há duas semanas nas mídias sociais que o Marcos Almeida entrará para um ‘período sabático’. Para alegria ou tristeza dos fãs, o que significa esse período?

MA – (risos altos) As pessoas me perguntaram se “sabático” é uma nova banda (risos).  E nem virei judeu! (risos)

CC – Tem a ver com a banda Black Sabbath? (rs)

MA – (risos) Não, cara. Não tem nada a ver. (risos) Não é uma nova banda. Mas é preciso renovar. Eu preciso me encontrar com coisas novas, me inspirar naquilo que eu não me inspirava antes. É isso que eu estou esperando. Um tempo de reflexão, de descansar a terra do coração.

CC – Você tocou pela primeira vez em Montes Claros. O que você achou de pisar na terra de Beto Guedes?

MA – Me tragam de volta aí (risos). Gostei de mais, cara, muito mesmo. Me senti em casa. Amo Minas, amo Montes Claros, terra do Beto Guedes, e de tanta gente legal que fez e faz história. Espero voltar, quem sabe, o mais breve possível. Deixo pra Montes Claros a motivação de continuarem a compartilhar a esperança subvertendo a esse mundo com alegria.

“Nunca me senti atraído por essa estética chamada gospel”, diz o jornalista Ricardo Alexandre

“Entretenimento para crente é a visão do inferno”, diz jornalista em entrevista.  Ricardo Alexandre é jornalista e escritor. Foi dirigente de revistas como Bizz, Trip e Época São Paulo e escreveu livros como “Dias de luta: O rock e o Brasil dos anos 80” e “Nem vem que não tem: A vida e o veneno de Wilson Simonal”.

Na presente entrevista, concedida ao site Catavento, o jornalista fala do mercado gospel e da estética musical cristã que não o agrada.

“Ele me perdoa, pois sou pecador”, diz Malafaia no programa De frente com Gabi, no SBT

Minha percepção sobre a entrevista do Malafaia no De frente com Gabi

Silas Malafaia e a jornalista Marília Gabriela (Foto: Divulgação/SBT)

Andrey Librelon

Muito do que tenho ouvido ultimamente tem mudado minha forma de ver, pensar sobre coisas e pessoas. Minha filosofia de vida. Com certeza, uma visão mais humanista que cética. Lógico que, como o apóstolo Paulo, retenho o que é bom de tudo que leio, literalmente.

Um desses momentos foi a entrevista memorável do Pr. Silas Malafaia no ‘De Frente com Gabi’, ontem no SBT, que recomendo: deve ser ruminada!

Desmistifica preconceitos, conceitos, ideias, radicalismo barato e reafirma o que penso, como muitos cristãos de mente aberta, sobre a questão da prosperidade na vida cristã e, claro, o homossexualismo. Sou contra a PLC 122. Os direitos iguais a todos já estão contemplados na CF/88. Não precisa de uma lei específica para contemplar uma minoria. Cabe reflexão. Vamos à entrevista.

Marília Gabriela é singular. Entrevistadora nata, inteligente, perspicaz. Diferente de Jô Soares, Danilo Gentili e cia Ltda. Todos têm qualidades, mas ainda assim continuam sendo meros animadores de plateia. O entrevistado é mais um. Com Gabi, não. Sua entrevista revela, expõe, questiona, faz pensar. Faz a gente pensar. Falar do layout do programa não é chover no molhado. O modelo, com mesa transparente, luzes fortes e entrevistador e entrevistado frente a frente é tenso e, ao mesmo tempo, arrebatador. Jô Soares e Danilo Gentilli talvez não dessem conta de uma entrevista com o polêmico Malafaia. Não basta ser inteligente, bem humorado. A entrevista requer conhecimento do outro, do assunto, senso crítico. Não uma leitura dos últimos acontecimentos, das notícias em jornais, mas uma consulta da vida do entrevistado. Fica a sugestão.

A entrevista foi marcada pelo equilíbrio. Quem venceu foi o telespectador, ouvinte. Tendenciosa? Penso que não. As perguntas foram colocadas na mesa e respondidas. Aborto, adoção de crianças por casais de mesmo sexo, adultério, divórcio, opção sexual, teologia da prosperidade e besteirol. Questões, claro, respondidas à luz da Bíblia na qual, como cristão que sou, acredito veementemente.

Sobre o patrimônio do pastor? Ele diz ter R$ 4 milhões em seu nome. Não me deve explicações. Deve a você? Ponto. Deve, sim, aos fiéis de sua igreja no Rio, sua família, empresa e para a Receita Federal, se estiver devendo ou ‘roubando’, como levianamente dizem por aí, sempre generalizando os “pastores”.

A discussão continua. Tire suas conclusões.

Duas frases me chamaram a atenção na entrevista. Compartilho aqui.

“Jesus, no Novo Testamento, falou mais sobre o inferno que o Céu. Talvez alertando as pessoas para não irem para lá”

“Deus está interessado no bem-estar do povo”

“Meu desejo é que esse Deus que eu creio se revele cada vez mais a você, trazendo paz, alegria”.

“Ele me perdoa, porque eu sou pecador”, rebatendo Gabi que provocou afirmando que o deus dela pudesse perdoá-lo.

 

Entrevista: “Temo que comecem a fazer algo tão comercial que perca a identidade espiritual”, afirma Luciana Mazza, organizadora do Salão Internacional Gospel

 Idealizadora do Salão Internacional Gospel, Luciana Mazza  fala sobre as atuais posturas mercadológicas e ataca a pirataria no meio cristão

Mazza e Eliana no Programa Tem um Cantro Gospel lá em casa, no SBT

Mazza e Eliana no Programa Tem um Cantro Gospel lá em casa, no SBT

Por Andrey Librelon | Fotos: Divulgação

A internet, como sempre, encurtando relacionamentos. Foi assim que aconteceu comigo e com a colega jornalista e idealizadora do Salão Internacional Gospel, Luciana Mazza, ou somente Mazza, como é conhecida no meio cristão. Na verdade, a conversa, em um primeiro momento, se deu via Gtalk, o bate-papo do Gmail. Já era madrugada, quando nossa conversa passeou sobre assuntos instigantes, como a vida profissional corrida que ela leva, com a realização e execução de grandes projetos na área musical, a exemplo do Salão, suas experiências como jornalista em grandes veículos de comunicação do país, bem como sua preparação para lançar, em breve, um livro sobre os bastidores da música gospel no Brasil que, diga-se de passagem, está em plena expansão. Sobre o livro ela faz mistérios… Mas garante pretende publicá-lo em breve. O mercado gospel vai bem, obrigado. Mazza considera que os números não poderiam ser mais animadores, o que demonstra que estão no caminho certo. Além de mulher, mãe de três filhos, Ranah (13), Yeshua (5) e Chaya (2), e empresária, Mazza administra com o marido, o bem sucedido publicitário e empresário, Marcelo Rebello, a agência de Comunicação & Marketing MR1, a gravadora e a organização do Salão Internacional Gospel, que acontece em abril desse ano. Bom, a entrevista que você confere abaixo não foi feita em nenhum hotel luxuoso do Rio ou de São Paulo, nem mesmo numa casa de praia, mas por e-mail, seguindo as novas tendências tecnológicas mundiais que têm mudado não só o comportamento da Igreja nesse novo milênio, mas a forma como o público/consumidor cristão tem se apresentado atualmente.

  • Eis a primeira grande Agência de Comunicação e Marketing do mercado Gospel brasileiro em São Paulo, a MR1. Tá, mas como tudo começou? Para conhecer um pouco mais sobre a história de sucesso dessa grande agência e das pessoas que estão por trás dessa grande ideia, que fazem a coisa acontecer, CONTEÚDO ouviu a jornalista Luciana Mazza, uma das idealizadoras do consagrado Salão Internacional de Música Gospel.
Mazza na exclusiva com o Kirk Franklin em 2004

Mazza na exclusiva com o Kirk Franklin em 2004

CONTEÚDO Como nasceu a ideia de criar uma agência de comunicação e marketing e gravadora para atender demandas do segmento gospel?

LUCIANA MAZZA Meu trabalho como jornalista teve início muito antes disso. Já se passaram 18 anos! Antes de pensar em agência acumulei um grande mailing que guardo a sete chaves (risos) de relacionamento dentro e fora do mercado evangélico, nas redações, passando pelos principais veículos de comunicação que existiam e existem até hoje no segmento. A agência MR1, que significa Mazza e Rebello, começou em 2000, a partir da necessidade que o mercado tinha de se modernizar, com profissionais que não devessem nada ao que já existia no mundo e que fossem pessoas comprometidas com a obra Deus. A gravadora MR1 Music & Entertainment, ao contrário de 99% das gravadoras que existem, não os medalhões, mas, os novos talentos. Estamos escrevendo história, investindo no que acreditamos. A Música Gospel para nós é uma causa!

CONTEÚDO Foi a partir desse trânsito livre nos órgãos que você mergulhou na assessoria de comunicação e imprensa?

MAZZA – Trabalhei no jornal O Globo, no RJ, em São Paulo passei pela revistas Eclésia, Lar Cristão, O Levita, Consumidor Cristão, no jornal Viver Cristão, de Campinas, Gospel Magazine, entre outros. Com assessoria e comunicação trabalhei com diversos nomes e empresas. Na transição da Ficoc para a Expo Cristã, em 2004, consolidando a feira editorial que existe até hoje. Trabalhei com Priscila Lisboa, Pastor Adhemar de Campos, Rádio Transmundial, Editora Hagnos, Radio Black Gospel, Dj Alpiste, Lito Atalaia, Mano Reco, One Face, Fex Bandollero, Rodrigo e Pauliane Correa, Rádio Cacique, Parábola, Kadoshi, Franz Junior, Tiago Mattos e agora na comunicação do Salão Internacional Gospel.

Mazza com Mara Maravilha e David Fantazzini

Mazza com Mara Maravilha e David Fantazzini

CONTEÚDO Como foi a primeira experiência nesse mercado? Você recorda? Houve decepções num primeiro momento. E o que você tira de lição?

MAZZA – Foi maravilhosa. Tenho saudade dos tempos de redação da Eclésia, onde comecei e de todos os amigos que fiz por lá. Trabalhava com uma equipe de feras! O editor era o jornalista Carlos Fernandes, profissional fantástico com quem aprendi muito, compartilhei muitas gargalhadas e devo minha entrada no Gospel a ele. Depois, queridos irmãos como Omar de Souza, Marcos Stefano, Marcelo Santos, Guther, Ester, Ucha, Décio entre outros.  Decepções acontecem e sempre vão existir. Nesse segmento, só fica quem tem uma história de amor com ele. Aprendi ter olhos de águia e agradecer a Deus quando ele mostra quem são as pessoas. A lição que tiro é que nossa confiança e nossos olhos devem sempre estar em Deus. Não existe nada e nem ninguém maior que ele. O tempo se encarrega de mostrar quem são as pessoas e suas intenções! Muitas pessoas cruzaram o meu caminho para somar e outras para subtrair, mas não me preocupo com essas. Sei que o meu trabalho é apenas confiar em Deus e nos finais surpreendentes que ele prepara APENAS para seus filhos. Ele é fiel.

CONTEÚDO Mazza, como você analisa o cenário Musical Gospel de 10 anos para cá? Houve muitas mudanças? Positivas ou negativas?

MAZZA Arrisco dizer que o mercado evangélico não cresceu, inchou. E a Música Gospel acompanhou essas mudanças de uma forma frenética, desenfreada, ganhando na expansão, na diversidade de ritmos e estilos hoje aceitos dentro das igrejas, na divulgação e na popularidade e até no modismo. Porém, muitas vezes, pecam no propósito, no preparo, na qualidade e na falta de preparo para a exposição.  Hoje vejo oportunidades de ouro que esperamos durante anos na imprensa serem desperdiçadas por falta de preparo. Isso lamentável.  A música contemporânea cristã se limitava a ficar dentro dos templos. Vi homens e mulheres de Deus preparando o solo, derrubando muros espirituais e reais para que hoje essa geração pudesse colher os frutos. Na igreja do Tio Cassio e da Tia Noely, alguns jovens participaram da derrubada de uma parede, verdadeiros levitas que até lavavam o chão da igreja. Hoje não imagino algumas celebridades fazendo isso. Agradeço a Deus por ter conhecido grandes nomes que começaram a escrever a história da nossa Música Gospel brasileira, como Luis de Carvalho, Vencedores por Cristo, Pr. Adhemar de Campos, Ozéias de Paula, Grupo Actos 2, Kadoshi, Banda Rara, Voz da Verdade, João Alexandre, Rebanhão, Oficina G3, Dj Alpiste, Koinonia, entre outros. Dedico o nosso empenho e trabalho à Deus e depois à vocês.

Mazza ladeada pelo músico Kirk Franklin

Mazza ladeada pelo músico Kirk Franklin

CONTEÚDO Os números apontam para um crescimento elevado do consumo da música cristã/evangélica no Brasil e no mundo. Não só os músicos, mas as igrejas em todo o país estão comunicando mais e melhor ou ainda há muito amadorismo entre os evangélicos? A igreja deve evoluir com a sociedade? Como mudar essa realidade?

MAZZA Realmente, o crescimento quantitativo é soberbo e contínuo. Não há como negar que os evangélicos e, principalmente, a Música Gospel têm uma ampliação mercadológica incrível. É um momento único na história da igreja contemporânea, o que é muito bom no sentido de colheita de resultados, mas é perigoso em se tratando de qualidade. As empresas evangélicas de comunicação que detém o mercado musical Gospel estão se deparando com um grande desafio. Profissionais qualificados e com compromisso espiritual são escassos, um diamante a ser encontrado num rio de novas oportunidades. Ainda há muito amadorismo, sim. Mas, existem tentativas de melhorar a qualidade. Marcelo Rebello (esposo) costuma dizer que “toda crise traz consigo grandes oportunidades”. Ou seja, a falta de qualificação é uma grande oportunidade para quem estiver disposto a conhecer o mercado, suas peculiaridades e detalhes e investir na capacitação de novos profissionais especializados. A mensagem musical é um fator de universalização da linguagem. Fica mais simples expressar os sentimentos e valores cristãos e as pessoas entendem o que estamos dizendo. A semente é plantada mais facilmente. O perigo é tentar agradar tanto a sociedade e deixar a evolução interferir na pureza e simplicidade do evangelho.

CONTEÚDO Recentemente, vocês tiveram uma experiência espetacular em rede nacional no Programa da Eliana, emplacando o quadro “Tem um cantor gospel lá em casa”. Essa ótima iniciativa tem sido uma das vias para se entrar na TV aberta no Brasil?

MAZZA Fomos os primeiros a permanecer mais de dois meses seguidos em horário nobre, em uma grande emissora, com um programa Gospel e com uma audiência maravilhosa, sendo vice-líderes por oito semanas seguidas. Foi um presente de Deus para nossas vidas e ninguém nunca vai nos roubar! Depois dessa porta que Deus abriu outras oportunidades em grandes emissoras como a Globo, por exemplo, se tornaram possíveis para nossos artistas. É a chance que temos em rede nacional de declarar que Jesus Cristo é o Senhor das nossas vidas e apenas a ele toda honra e toda glória seja dada. O grande desafio, creio, é entender que estamos tendo oportunidades que no futuro Deus vai nos cobrar de que forma aproveitamos para frutificar para o reino. Essa é a grande questão.

Mazza e Samuel Modesto no stand do antigo troféu talento

Mazza e Samuel Modesto, no stand do antigo Troféu Talento

CONTEÚDO Em entrevista ao The Christian Post, o publicitário Marcelo Rebello afirmou que fazer um concurso Gospel em horário nobre era algo “inimaginável” há algumas décadas. Emissoras como a TV Globo, que deram pouco espaço para o universo evangélico, agora preparam e promovem eventos como o Troféu e o Festival Promessas. As iniciativas são conquistas expressivas ou pode-se chegar mais longe?

MAZZA O que ele falou é verdade. Era impossível acreditar que algum dia teríamos essa visibilidade. Deus tem nos feito pisar em lugares jamais habitados. Tem nos colocado em evidência diante dos poderosos para que sejamos suas testemunhas. Depois do “Tem um cantor gospel lá em casa”, outras portas se abriram e oramos por cada oportunidade. Aprendemos que esse mercado não é igual aos outros. É necessário se despir de vaidade, ficar atento ao que Deus fala, conhecê-lo profundamente e estar inserido nele. Somos um corpo, onde tudo tem que funcionar com equilíbrio, sem exageros. Não basta apenas o apelo de mídia, se não tiver a estratégia e o conhecimento correto não funciona. Isso é resultado de muito estudo, reciclagem, amor ao mercado e muito joelho no chão também (risos). Podemos chegar muito mais longe, mas vai depender apenas de direcionar corretamente a gestão da comunicação e do marketing, utilizar as estratégias corretas e, principalmente, de estar no centro da vontade de Deus. No final é a vontade do Pai que prevalece.

CONTEÚDO Por que a música gospel tem mais visibilidade agora do que há 10 anos? Há algum perigo nisso, uma vez que grandes gravadoras e até mesmo músicos que não são cristãos estão ”crescendo o olho nesse nicho”?

Gravação do single social Black Music para um mundo melhor

Gravação do single social Black Music para um mundo melhor

MAZZA Tem muita gente com interesses bem diferentes dos espirituais. Nosso mercado é visto como a bola da vez, está na moda, quando outros setores estão enfrentando verdadeiras crises. É natural que muitos se aproximem com propósitos diferentes, mas Deus ama a esses também e vai dar uma invertida neles, pode acreditar. Ou vão conhecer a verdade e se dedicarem a ela ou vão ter uma passagem meteórica sem sucesso entre nós. Ainda tem muita gente ingênua, que se ilude com qualquer oferta tentadora e isso prejudica quem é sério. O perigo é começar a fazer algo tão comercial que perca a identidade espiritual. Deus escolheu esse momento e essa geração para isso e vai abençoar apenas os sinceros de coração.

No prêmio Comuniquese, com o marido Marcelo Rebello. Únicos representante do mercado gospel no evento

CONTEÚDO A entrada de gravadoras não evangélicas no cenário gospel fortaleceu o setor ou acirrou ainda mais a concorrência?

MAZZA Trouxe acréscimos, sim, mas precisam conhecer melhor onde estão pisando e mostrar que investimentos diferenciados estão fazendo. A concorrência em si, quando saudável e não predatória, é muito boa, pois aperfeiçoa naturalmente o mercado, alinhando por cima as ações. Mas até agora não identificamos uma mudança de hábitos ou cultura mercadológica. Creio que seja a falta de engajamento do próprio mercado com as iniciativas feitas pela Música Gospel. Quando aparece algo diferente de verdade, o mercado ao em vez de investir nos seus, ajudando a fazer a massa, prefere apenas comer o bolo quando ficar pronto. Na hora de criticar, todos têm ideias que julgam brilhantes, mas na hora de por em prática só os que são escolhidos e separados por Deus com ousadia e intrepidez são capazes de executar com sucesso. O que Ele dá para um filho não transfere para outro.

CONTEÚDO Criou-se a mentalidade de aquisição de CD’s piratas, mesmo de cantores evangélicos. Os consumidores reclamam do valor final dos produtos que chegam a eles. Há como as gravadoras trabalharem preços mais em conta?

MAZZA Na realidade, o problema é bem mais profundo do que parece. Uma produção fonográfica de qualidade demanda um alto investimento. É preciso pagar produtores, arranjadores, diretores, músicos, vocais, locação de stúdio, fotógrafo, designer, compositor, prensagem, distribuição, etc. Além disso, tem a carga tributária, direitos autorais e tudo que envolve a questão dos encargos. Quando se compra um CD pirata ou se faz download ilegal na internet, essa cadeia produtiva é prejudicada. São milhares de empregos e divisas para a sociedade que deixam de ser limpas e vão parar na marginalidade. As gravadoras, por sua vez, tendo em vista este investimento e o roubo de receita que a pirataria traz, são obrigadas a trabalhar com margens de contribuição maiores senão não sobrevivem. Talvez, a PEC da Música acabe por melhorar bastante esta condição. É uma boa alternativa para que as gravadoras possam, enfim, baixar os preços e competir em pé de igualdade com o mercado paralelo. No mercado de Música Gospel, ainda conseguimos ter um percentual de perda infinitamente abaixo do mercado de música popular. Baixar os preços ajuda, mas o principal é conscientizar as pessoas que ao comprar um CD pirata estão alimentando um bandido.

CONTEÚDO A MR1 Comunicação e Marketing promove de 12 a 14 de abril o Salão Internacional Gospel, considerado um dos maiores eventos do segmento evangélico na América Latina. Além disso, a gravadora tem pescado os futuros talentos de amanhã, gerando infinitas oportunidades. A realização desse evento, com certeza, é um sonho de Deus para a vida de vocês para abençoar a vida de muitos, da igreja, de empresários, enfim. Qual o principal desafio de promover um megaevento como esse?

Mazza e Rebello, Cid Moreira e a Fátima Moreira, no Prêmio Comunique-se

Mazza e Rebello, Cid Moreira e a Fátima Moreira, no Prêmio Comunique-se

MAZZA Desde a concepção do projeto do Salão Internacional Gospel entendemos que estávamos sendo chamados e separados para um trabalho diferenciado, que iria mudar para sempre as nossas vidas, o mercado em que vivemos e milhares de outras vidas. Nossa presença na imprensa secular e Gospel foi um marco jamais alcançado por outras feiras do segmento cristão e do musical também. Quando fazemos alguma coisa para salvar almas, é claro, nosso inimigo não fica satisfeito. É claro que não seria fácil. Creio que até para sermos abençoados precisamos estar preparados. Então, Deus nos provou, nos fez esperar, ensinou andar pela fé, nos mostrou em quem confiar, nos deu olhos de águia para afastar das pessoas erradas e ensinou de que forma andar, testificou no coração dos justos o que era a vontade dele, para depois nos aprovar. Hoje, estamos prestes a entregar para o mercado uma feira plantada com lutas e vitórias, com ousadia, sim, dada por Deus, profissionalismo, porém com muitas lágrimas e madrugadas diante do Pai. Feita por humanos, sim, sujeito a erros e acertos, sim, mas onde o grande comandante é o nosso Deus. Temos consciência que não somos nada sem ele. O desafio é fazer com que as pessoas entendam que o Salão Internacional Gospel veio para somar ao mercado e tem se tornado ao longo do caminho muito mais que um empreendimento musical, mas uma verdadeira causa onde o principal artista é o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

CONTEÚDO Quais as expectativas para receber milhares de pessoas, empresas, editoras, músicos, pastores, líderes?

MAZZA São as melhores. Estaremos de coração aberto para receber a todos que queiram escrever essa história conosco. Afinal, somos um corpo, uma família que deve viver em comunhão. Estamos cuidando com muito carinho, seriedade e profissionalismo de todos os detalhes que envolvem a feira, para que todos os visitantes, expositores, artistas, ministérios, lideranças e autoridades possam se sentir prestigiados, à vontade em um ambiente musical e de negócios, mas que tem a preocupação de honrar o nome de Deus por meio de palestras, apresentações musicais e exposição de produtos e projetos de qualidade.

Mazza, Pollyana do Portal Guia-me e o jornalista Guther no lançamento do Salão Internacional Gospel

Mazza, Pollyana do Portal Guia-me e o jornalista Guther no lançamento do Salão Internacional Gospel

CONTEÚDO É verdade que você vai escrever um livro? Imagino que deve ser sobre os bastidores da música gospel brasileira. O que você promete para os seus leitores?

MAZZA Na verdade são dois livros. Um já está escrito e não fala especificamente sobre a Música Gospel, mas conta a minha experiência nesse segmento. Falo sobre quem garante o nosso sucesso. É um livro de autoajuda e encorajamento a todos aqueles que precisam apenas confiar em Deus e nada mais. O outro será lançado após a feira, onde escrevo para mulheres como eu que foram ou ainda são mães de UTI. Conto minha trajetória junto a minha filha Chaya dentro de uma das maiores UTIs Neo Natal de São Paulo.

CONTEÚDO Além do livro, qual o seu grande sonho? Que reflexão você deixa para as pessoas que lerão essa entrevista?

MAZZA Meu grande sonho é contribuir para que a Música Gospel brasileira seja executada e respeitada em todo o território nacional. É trabalhar para que sejamos vistos e citados como referência quando se fala em talento, técnica e profissionalismo. É ouvir nosso estilo musical em todas as rádios e TVs como os outros estilos. O que deixo não é uma frase e sim um pensamento: “Se Deus mandar fazer algo, faça. Não olhe circunstâncias. Não desvie nem para a direita e nem para a esquerda, apenas obedeça. Não desista, pois ele no pior do seu sofrimento não desistiu de nós. Lembre-se: só sabe navegar quem passa por tempestades. Somos provados para depois sermos aprovados”.

  • Minicurrículo Luciana Mazza

Luciana Mazza, 37 anos, neta de missionário batista e filha de pastor.  Jornalista, cineasta, Diretora de Comunicação do Grupo MR1 e do salão Internacional Gospel. Casada com o jornalista, musico e publicitário Marcelo Rebello mãe de Yeshua(5) e Chaya (2).

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Kaká afirma que pode ser pastor e abrir templo

 

Em entrevista recente, jogador evangélico Kaká voltou a abordar o assunto de sua saída da igreja Renascer em Cristo e afirmou que não descarta a possibilidade de abrir uma igreja própria e até de vir a se tornar pastor.

O atual atacante do time espanhol Real Madrid deu uma entrevista a Jorge Kajuru no programa Esporte Interativo onde tenta falar sobre os planos futuros mas na maior parte do tempo ele coloca nas ‘mãos de Deus’.

“Não sei quais são os planos de Deus. Nunca imaginei jogar no Real Madrid ou ser o melhor jogador do mundo, e cheguei a isso”, disse ele

Kaká comentou sobre o seu desligamento da Igreja Renascer mas não quis expor os motivos. “Não faço mais parte da instituição igreja. Continuo cristão e evangélico, ouço outros pastores, mas naquele momento achei que era hora de me desligar”.

“é um exposição desnecessária para mim, para eles (casal Hernandes) e para a igreja”, completou. Ele disse que os motivos foram expostos entre eles, mas a amizade e o relacionamento foi mantido.

Kaká alegou ainda que nunca teve acesso a informações que saíram na mídia sobre o suposto desvio de dinheiro ou má utilização de recursos. “Nunca tive acesso a informações, na questão organizacional, nunca participei e nunca tive interesse”, concluiu.

Apesar de não descartar a hipótese de vir a se tornar pastor e abrir uma igreja ele afirmou: “sou jogador de futebol. E a forma que tenho para pregar o evangelho hoje é por meio de minha profissão”.

O jogador ainda afirmou que, caso quisesse voltar ao Brasil, sua prioridade seria o São Paulo, clube que o revelou. O meia preferiu não fechar as portas para outros times brasileiros, mas destacou sua preferência pelo clube do Morumbi.

“O São Paulo pode também não querer e dizer: ‘já deu o que tinha que dar e não quero o Kaká’. E aí se eu quisesse realmente jogar no Brasil eu jogava em outro clube. Eu não fecho as portas. No futebol, na vida, a gente nunca sabe o que pode acontecer, mas a porta para jogar no São Paulo está muito mais perto do que a do Corinthians, do Palmeiras”, disse.

Finalmente, o jogador chegou a falar de aposentadoria caso o São Paulo não o quisesse. Segundo ele existem vínculos fortes com o clube paulistano, já que foram 13 anos passados lá. “Não é que eu passei pelo São Paulo, eu cresci e vivi lá, então a prioridade será sempre deles”, explicou.

Fonte: The Christian Post

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