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‘Se fosse homofóbico, não me aceitaria; ele respeita minha opção’, diz decorador de Marco Feliciano

Para o decorador e dono de uma empresa de eventos Aluísio Antônio de Souza, de 35 anos, amigo do deputado Marco Feliciano, os ataques contra o parlamentar são para prejudicar sua carreira política

 “Só resolvi falar porque é muita injustiça contra uma pessoa que, de repente, não é esse monstro que todo mundo está divulgando.” Para o decorador e dono de uma empresa de eventos Aluísio Antônio de Souza, de 35 anos, amigo do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) há 15 anos, os ataques contra o parlamentar são para prejudicar sua carreira política. Souza é responsável pela decoração das casas de Feliciano e foi citado por ele como um amigo gay, para justificar que ele não era homofóbico. “Não estou a favor dele, simplesmente acho que ele tem todo o direito de achar e ‘desachar’ o que quiser. Só que comigo ele respeita. Não acho que ele pense assim.”

Desde quando vocês são amigos e como é essa relação?

Faz bastante tempo. Depois que pegamos amizade, passei a ser o decorador da casa dele.

Frequenta a casa do deputado?

Frequento, tenho contato com as filhas, com a esposa, faço as festas das filhas deles. Enfim, somos amigos, sempre vejo, sempre falo com ele.

Você acha que o deputado é homofóbico e racista, como o acusam?

Não, não acredito nisso. Se ele fosse uma pessoa homofóbica e racista, da forma como as pessoas estão falando, ele não me aceitaria na casa dele, da forma como ele aceita. Eu não teria o contato que tenho com a família. Ele sempre me respeitou, minha opção sexual e minha religião. Eu também não sou da religião dele.

As declarações que ele fez atacando gays e homossexuais te incomodam?

Olha, às vezes um pouco, mas não necessariamente tanto. Porque são declarações que ele às vezes fez, mas que não souberam interpretar. Ele não é homofóbico. Se ele fosse, aí, sim, incomodariam. Mas, pela amizade que a gente tem, o contato que eu tenho com ele, nunca deixou transparecer isso para mim.

Este prédio da sua casa de eventos pertence ao deputado Feliciano?

O prédio sim, a empresa não.

Ele foi um incentivador do negócio?

Muito. No começo, quando pensei em abrir um espaço para festas, eu já tinha em mente ver esse prédio, que é dele. Só que fiquei com medo de ele não aceitar, de ele achar ‘não, um espaço de festas…’. Mas foi o contrário, me pegou de surpresa. Ele foi o motivador, disse ‘vai em frente, batalha que você consegue’, me motivou bastante.

O deputado tem recebido forte pressão para abandonar a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Você acha que ele deve deixar o posto?

Acho que não. Ele está lá para defender direitos humanos. Enfim, que seja, de homens, mulheres, homossexuais, qualquer pessoa, entendeu?

Fonte: MSN

“Bancada evangélica não discute só sexualidade, nem é intolerante”, diz deputado Roberto Lucena (PV-SP)

A retórica do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado Marco Feliciano (PSC-SP), notadamente racista e homofóbica, tem respingado na bancada evangélica na Câmara.

Em meio a declarações do parlamentar, que considera africanos amaldiçoados baseado, segundo ele, em explicações bíblicas, os integrantes da frente religiosa têm sido associados pejorativamente às ideias do pastor.

Foto: Robertoro de Lucena/Site pessoal

Foto: Robertoro de Lucena/Site pessoal

Muitos, nos corredores do Congresso, não escondem o incômodo com o rótulo associado ao preconceito e à atuação baseada em dogmas religiosos. É o caso do deputado Roberto de Lucena (PV-SP). Dizendo-se “moderado” e aberto ao debate, ele afirma que a bancada evangélica não se restringe ao debate de temas sobre sexualidade. E reiteira que seus integrantes não colocam os mandatos à disposição de crenças. “Uma igreja [evangélica] tão vítima do preconceito não é um segmento intolerante”, diz o também integrante da Comissão de Direitos Humanos.

Pastor da igreja O Brasil para Cristo e presidente da Frente Parlamentar de Combate aoBullying, Lucena diz, na entrevista abaixo, que discorda de alguns aspectos da atuação de Feliciano. Defende, no entanto, o direito de os evangélicos buscarem votos entre os fiéis. “Quando o jogador de futebol vai buscar votos em sua torcida, não é questionado por isso. Mas não entendo por que meu apoio é questionado quando, enquanto pastor, recebo voto do segmento evangélico.”

CartaCapitalComo o senhor enxerga o comportamento de colegas da bancada religiosa, como Marco Feliciano, que não raro usam um discurso preconceituoso contra minorias que fogem de suas crenças religiosas?

Roberto de Lucena: Creio que chegamos a um momento em que precisamos reconceituar algumas coisas. Quando uma pessoa, um cidadão brasileiro ou um parlamentar se diz contra o casamento homoafetivo, ele não está sendo homofóbico. Homofóbico é quem incita o ódio, a violência ou agride um homossexual. Temos assegurado pela Constituição o direito à liberdade de expressão, o que não significa poder se expressar apenas favoravelmente ao casamento homoafetivo. É direito se expressar contrariamente. O Congresso é a caixa de ressonância da sociedade, temos um Parlamento plural. Respeito todas as posições e entendo que essa é uma das condições da sustentação da democracia.

CCA bancada evangélica tem conquistado força e influência no Congresso. Em meio a isso, faz pressão contra medidas como o “kit gay” ou barram projetos como o PL 122 contra a homofobia. Por que isso acontece? Há uma entrega do mandato a causas religiosas mesmo que vivamos em um Estado laico?

RL: A agenda da bancada religiosa não se restringe à sexualidade. Discutimos também assuntos ligados aos direitos humanos, combate à corrupção, segurança pública e educação. Não há fundamento em afirmar que parlamentares estejam entregando seus mandatos à causa religiosa. Quando um parlamentar evangélico coloca seu nome à disposição para concorrer a um cargo público, ele não vem representando uma fé, mas um segmento social. Ele não é deputado evangélico, é um evangélico deputado.

CCUma vez por semana, ocorre na Câmara uma pregação realizada por pastores que também são deputados. O que o senhor acha deste tipo de reunião?

RL: Não é um culto para evangelizar. É uma reunião de parlamentares, assessores e cristãos que se encontram um dia por semana para compartilhar uma palavra de encorajamento e fazer daquele seu momento de fé. Não há qualquer tipo de agressão à laicidade do Estado ou do Congresso.

CCComo o senhor analisa a presidência de Marco Feliciano na Comissão dos Direitos Humanos e suas declarações contra grupos LGBT e negros, justificados por ele em bases religiosas?

RL: Não discuto o posicionamento teológico de Marco Feliciano, mas temos posicionamentos contrastantes. Sua eleição para a presidência foi um assunto interno do PSC, que não tem relação com a bancada evangélica. Historicamente, essa comissão fica com o PT ou o PCdoB, que abriram mão dela. Feliciano foi indicado e eleito de forma legal. Defendo essa legalidade. Logo, a interferência de outros partidos na condução da comissão é arbitrária e temerária.

CCQuais são os seus posicionamentos contrastantes com Feliciano? O senhor concorda com a proibição do acesso da população às sessões da comissão?

RL: Nessa afirmação que ele fez fundamentada na Bíblia [sobre os africanos serem amaldiçoados] tenho outra interpretação. Respeito os posicionamentos dele, mas isso não é o mesmo que concordar. Na última semana, talvez eu tenha sido a única voz a questionar a proposta da restrição [de acesso do público à comissão], por entender que todas as comissões permanentes devem estar mais próximas da sociedade. Por outro lado, compreendo que ele precise de algum instrumento para garantir a funcionalidade dos trabalhos. Temos observado nas últimas semanas que os manifestantes não têm ido para contribuir, mas ofender o presidente. Se no plenário principal entendemos que a ordem deve ser mantida, o mesmo vale para os trabalhos da comissão. Estamos na ponta da luta contra a pedofilia, a violência contra crianças e adolescentes, a defesa do indígena, violência contra a mulher e outros temas que não podem esperar. Precisamos trabalhar.

CCO filósofo Vladimir Safatle escreveu que integrantes da bancada religiosa ocupam um espaço em uma comissão criada para proteger pessoas criticadas por eles. Esse grupo usaria esse espaço para bloquear debates sobre a modernização dos costumes sociais e criar um conflito por interesses próprios. O que o senhor acha desse suposto movimento?

RL: Quem não está disposto ao debate democrático é a resistência ao atual presidente. Quando a imprensa afirma que há um pastor na presidência da comissão, fico preocupado porque não se trata de um pastor, mas de um parlamentar com mais de 200 mil votos. Também não concordo com o argumento de que a comissão não pode ser comandada por uma pessoa parcial. Desta forma, Jean Wyllys ou Érika Kokay não poderiam presidi-la também. Não há ninguém imparcial no Parlamento. Cabe a cada deputado representar um segmento da sociedade, uma leitura de mundo. Há a construção de sofismas, pois parece que a comissão está sendo ocupada por uma conspiração evangélica, o que é uma alucinação. Na democracia, se ganha no voto e não no grito. Os parlamentares que discordavam se retiram da comissão e criaram uma frente, o que é uma afronta. Não pela frente em si, mas por sua motivação. Como se fosse concorrer com a comissão. É como se alguém fosse ao jogo de futebol como o dono da bola. Se não pode jogar, pega a bola e vai embora. Há o compromisso de que a comissão não terá temas cerceados, desde que haja tempo para todas as discussões.

CCO senhor menciona que na Câmara, apesar de ser um pastor, é um parlamentar. Mas como analisa o fato de muitos parlamentares da bancada religiosa terem sido eleitos por serem pastores ou apoiados pela igreja?

RL: Sou um pastor que estou deputado, não um deputado pastor. Também sou dirigente sindical. Não sou sindicalista na tribuna e não legislo como sindicalista, ainda que defenda posicionamentos que interessem à defesa dos direitos do trabalhador. Quando Feliciano recebeu o voto da comunidade evangélica, recebeu porque aquele é o seu ambiente. Quando o jogador de futebol vai buscar votos em sua torcida, não é questionado por isso. Eu posso ir ao movimento sindical pedir voto e não ser questionado. Mas não entendo por que meu apoio é questionado quando, enquanto pastor, recebo voto do segmento evangélico.

CCParlamentares como Jair Bolsonaro, que chegou a mandar ativistas de direitos de movimentos negros a voltarem ao zoológico, são um indicativo de que o Congresso vive um momento mais reacionário?

RL: Creio que não. O Congresso repercute a nossa sociedade, que é plural. Fiquei atento a um discurso de Caetano Veloso contra Feliciano, no qual ele falou da importância do Congresso. Vejo nele, a amostragem da sociedade brasileira e de uma parte intelectualizada da sociedade, para quem o Congresso é imprescindível, desde que seja absolutamente sintonizado com uma só leitura do mundo e vida. Isso não vai acontecer, não posso esperar que no Parlamento haja uma única corrente e uma leitura de vida. Temos posicionamentos diferentes. A pluralidade é valiosa.

CCO senhor disse em discurso recente ser contra a homofobia, a heterofobia e a cristofobia. O que é heterofobia para o senhor?

RL: Hoje, homofobia é discordar da agenda homoafetiva e do movimento LGBT. Isso é preocupante. Para mim, homofóbico é quem incita a violência, discrimina, ridiculariza e agride em função de sua intolerância. Se for entender como homofóbico quem discorda conceitualmente, estamos vendo na contra partida uma crescente heterofobia. O que vemos não é o investimento na cultura da tolerância, mas na intolerância e discriminação. Quem não pensa como o movimento LGBT é de uma subcultura, uma subclasse. Por outro lado, vejo o crescente preconceito e intolerância contra os evangélicos. Houve um tempo em que éramos perseguidos, mortos e nossos líderes presos. Essa igreja tão vítima do preconceito não é um segmento intolerante.

Fonte: Carta Capital

Casamento gay é ameaça à família, diz Papa

Papa Bento XVI (Foto: Reuters/Tony Gentile)

Em um discurso de Natal, o papa Bento XVI se pronunciou contra o casamento gay que, segundo ele, destrói a “essência da criatura humana” no processo.

Este domingo, milhares de pessoas marcharam na manifestação ‘Let People Vote’ (Que o Povo Vote) em Manhattan, Nova York, este domingo, o primeiro dia que casamentos legalizados entre homossexuais ocorreriam. Este ano, o papa fez dedicação aos valores tradicionais da família face aos recentes esforços de legalização do casamento gay em lugares como a França e Grã-Betanha. “As pessoas disputam a ideia que eles têm uma natureza, dada a eles por sua identidade corporal, que serve como um elemento de definição do ser humano”, disse ele. “Eles negam sua natureza e decidem que isso não é algo previamente dado a eles, mas que eles o fazem para eles mesmos”.

As declarações causaram protestos por parte de grupos de ativistas gays na praça St. Peter. Ativistas gays na Itália também criticaram o papa, chamando os seus comentários de “absurdo, perigoso e totalmente fora da realidade”. Para a igreja, os atos homossexuais são “intrinsecamente desordenados”, embora os gays devem ser tratados com amor e dignidade. Entretanto, a questão do casamento gay, vai mais além de um problema de homossexualidade. Para o Vaticano ela ameaça o alicerce da sociedade, que é a família, formada por um homem, uma mulher e seus filhos.

O papa afirma que ir em contra o casamento gay é uma maneira de defender a humanidade. “Qualquer um que defender Deus está defendendo o homem.”

 

Fonte: Christian Post

 

Primeiro casamento civil gay é realizado em Barretos

 

Primeiro casamento civil homossexual é realizado em Barretos, depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) regularizar a união estável entre pessoas do mesmo sexo no Brasil.

Segundo o jornal de Barretos, o casal A.L.Z. e J.F.M. está junto há quatro anos e receberam a certidão de casamento civil no 1 Cartório de Registro Civil de Barretos.

A oficial do 1º Cartório, a Dra. Gláucia Fabrini Cruger disse, segundo a publicação, que o casamento civil confere direitos aos parceiros, evitando assim, que haja conflitos.

“Oriento todos os casais que tem uma relação sólida que se casem, pois o casamento civil evita uma série de disputas e confere direitos inegáveis aos parceiros, herdeiros e dependentes”, disse a Oficial, segundo a publicação de Barretos.

O novo casal passa a ter o reconhecimento do direito à sucessão, presunção legal de esforço comum no patrimônio constituído, e acesso aos direitos sociais. Tais direitos incluem a pensão alimentícia e previdenciária e inclusão em planos de saúde.

A juíza Dr. Mônia Senise Ferreira de Camargo anunciou a decisão tendo o parecer favorável do Promotor de Justiça, Dr. Renato Flávio Marcão, que se baseou nos princípios da “dignidade de pessoa humana”.

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”.

Apesar da decisão do STF, ainda juízes e promotores de outras regiões não autorizam o casamento entre homossexuais, como é o caso de Franca (SP) e Ribeirão Preto (SP).

A decisão do reconhecimento da união entre gays no Brasil como uma “entidade familiar” ocorreu em maio deste ano pelo STF.

Fonte: Christian Post

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Pastor Silas Malafaia fala sobre Lanna Holder e sua igreja gay

 

Heresia: o casal de pastoras Lanna Holder e Rosania Rocha

Heresia: o casal de pastoras Lanna Holder e Rosania Rocha

Lanna Holder voltou ao noticiário gospel e secular, mais uma vez, para estarrecer os evangélicos que se regozijaram com o seu testemunho de libertação do lesbianismo na década de 90. Em 2002, ela já foi alvo de polêmica ao ter uma recaída – envolveu-se com uma mulher do grupo de louvor de uma igreja nos EUA, ambas eram casadas.

Agora, quase dez anos depois, Lanna volta à cena “sem máscaras”, com uma iniciativa e um discurso que escandaliza quem a viu pregar: ela assumiu publicamente o seu relacionamento com a pastora Rosania Rocha – com quem havia se envolvido nos Estados Unidos -, abriu uma igreja em São Paulo, na qual afirma que homossexualidade não é pecado, e admite que o seu testemunho era enganoso até para ela mesma. “Quando me converti, aprendi que a homossexualidade era uma possessão demoníaca. Isso sempre foi uma luta pessoal, eu não entendia porque, mesmo selada pelo Espírito Santo e abençoada com o dom da Palavra, eu continuava sentindo desejos homossexuais”.

Lanna desistiu de lutar contra os seus desejos e sentimentos e fundou uma igreja que ela chama de inclusiva, e não de “gays”. Trata-se da Comunidade Cidade de Refúgio, inaugurada em junho em um bairro central de São Paulo. Lá a pregação é bem diferente daquelas que Lanna fazia quando era membro da Assembleia de Deus. Ele fala de libertação para prostitutas, drogados, alcoólatras, mas não para os homossexuais: “Com uma prostituta, alcoólatra ou drogado, iremos acolhê-lo, mas vamos tentar ajudá-lo a mudar a sua conduta de vida. Com o homossexual, entendemos que não é uma opção, mas sim uma orientação, que, na maioria dos casos, é irreversível, principalmente se for de nascença. Se eu pudesse escolher, jamais seria lésbica”.

Os defensores do Evangelho consideram essa posição uma heresia. Já para a ciência, ainda não há consenso sobre os fatores específicos que levam um indivíduo a tornar-se heterossexual, homossexual ou bissexual, incluindo possíveis efeitos biológicos, psicológicos ou sociais da orientação sexual dos pais. Ao lado da companheira, Lanna mostra firmeza ao defender a nova doutrina, alegando que está pregando o amor e que Deus não faz acepção de pessoas.

Ao referir a inexperiência de muitos ministérios ao tratar de sexualidade, ela acrescenta que o homossexual se diz discriminado pelos evangélicos e que eles se tornaram resistentes à Palavra de Deus. “Eles pensam: ‘Se Deus não me aceita, se vou para o inferno, então vou ‘zuar’ de vez’. É aí que se lançam na promiscuidade, nas drogas e na prostituição”, explica. No meio das discussões acaloradas sobre a PL 122 e kit gay, Lanna virou alvo da mídia como caso inusitado.

Muito bem articulada, ela cita versículos bíblicos de Gênesis a Apocalipse que apontam a homossexualidade como pecado e faz uma interpretação diferente, buscando referências nos textos originais, escritos em grego, nas quais as palavras teriam um sentido diferente dos descritoshoje. Com base nessa releitura, ela argumenta que não há na Bíblia condenação para a homossexualidade: “Existe um contexto em que não posso retirar um texto para fazer um pretexto”.

“Homossexualidade na Bíblia é pecado, pode tentar, forçar, mas é pecado”

Um dos maiores articuladores dos protestos contra a PL 122, o pastor Silas Malafaia falou à reportagem da revista Exibir Gospel a respeito da iniciativa de igrejas que se dizem evangélicas, mas defendem que a homossexualidade não é pecado. Em São Paulo, a novidade é a Igreja Comunidade de Refúgio, de Lanna Holder. No Rio de Janeiro, contudo, já existe a Igreja Contemporânea, que tem até filiais pelo Brasil.

Tais instituições estão na contramão dos movimentos evangélicos, que pregam o que está escrito na Bíblia: que os homossexuais não herdarão o Reino dos Céus. “O apóstolo Paulo diz em I Co 6-9: ‘Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas’. Sodomitas, aqui, refere-se a homens que se envolvem em atos sexuais com outros homens ”, observou Malafaia, nos bastidores da Marcha para Jesus de São Paulo.

A nova doutrina das igrejas voltadas para homossexuais também ignora o Evangelho que liberta e transforma o homem, conforme aponta o pastor, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Apesar de seu discurso, ele enfatiza que os evangélicos não são homofóbicos, apenas defendem a Palavra de Deus: “Como qualquer organização, a igreja tem regras. O homossexual é bem recebido, mas ele não será membro, porque está no pecado”. Ainda em I Co 6, no versículo 11 o pastor cita: ‘E é o que alguns de vós têm sido (referência aos impuros, idólatras, sodomitas); mas haveis sido lavados, santificados, justificados em nome do Senhor Jesus pelo Espírito do nosso Deus`. Então como é que a pessoa vem para a igreja e continua homossexual?”, questiona.

Sobre os argumentos de Lanna Holder, Malafaia diz que ela está “teologicamente errada e confusa”, porque Jesus ama todos, mas não consente que se continue no pecado. “À mulher adúltera ele disse ‘Vem, mas, agora, não peque mais’. O texto áureo da Bíblia fala do amor (João 3-16), mas os versículos 17 e 18 dizem: ‘Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele’”, acrescenta.

O pastor acrescenta que a Bíblia fala de salvação e de condenação, de amor, misericórdia, mas também de justiça e juízo: “Homossexualidade na Bíblia é pecado, pode tentar, forçar, mas é pecado”. A respeito da afirmação de que se nasce homossexual, Malafaia fala como psicólogo clínico, uma de suas formações: “Não existe ordem cromossômica homossexual. O cromossomo de um homem hetero é igual ao de um homem homossexual, assim como o cromossomo da mulher hetero é como o da mulher homossexual.

Homossexualidade é preferência, aprendida ou imposta, é comportamental”. O pastor reconhece, porém, que é necessário que as igrejas tenham uma atenção especial com os homossexuais. “Tem que ajudar, amar e integrá-lo. Muita gente não entende isso. No entanto, se quer ser membro, tem de se submeter às regras. Há salvação para o homossexual, bandido e até para os que se acham politicamente correto. Mas se não aceitar a Cristo, não será transformado, não será perdoado e vai para o inferno. Isso vale para mim e para qualquer um”, conclui.

Fonte: Amigo de Cristo

Via: http://www.guiame.com.br

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