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‘Se fosse homofóbico, não me aceitaria; ele respeita minha opção’, diz decorador de Marco Feliciano

Para o decorador e dono de uma empresa de eventos Aluísio Antônio de Souza, de 35 anos, amigo do deputado Marco Feliciano, os ataques contra o parlamentar são para prejudicar sua carreira política

 “Só resolvi falar porque é muita injustiça contra uma pessoa que, de repente, não é esse monstro que todo mundo está divulgando.” Para o decorador e dono de uma empresa de eventos Aluísio Antônio de Souza, de 35 anos, amigo do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) há 15 anos, os ataques contra o parlamentar são para prejudicar sua carreira política. Souza é responsável pela decoração das casas de Feliciano e foi citado por ele como um amigo gay, para justificar que ele não era homofóbico. “Não estou a favor dele, simplesmente acho que ele tem todo o direito de achar e ‘desachar’ o que quiser. Só que comigo ele respeita. Não acho que ele pense assim.”

Desde quando vocês são amigos e como é essa relação?

Faz bastante tempo. Depois que pegamos amizade, passei a ser o decorador da casa dele.

Frequenta a casa do deputado?

Frequento, tenho contato com as filhas, com a esposa, faço as festas das filhas deles. Enfim, somos amigos, sempre vejo, sempre falo com ele.

Você acha que o deputado é homofóbico e racista, como o acusam?

Não, não acredito nisso. Se ele fosse uma pessoa homofóbica e racista, da forma como as pessoas estão falando, ele não me aceitaria na casa dele, da forma como ele aceita. Eu não teria o contato que tenho com a família. Ele sempre me respeitou, minha opção sexual e minha religião. Eu também não sou da religião dele.

As declarações que ele fez atacando gays e homossexuais te incomodam?

Olha, às vezes um pouco, mas não necessariamente tanto. Porque são declarações que ele às vezes fez, mas que não souberam interpretar. Ele não é homofóbico. Se ele fosse, aí, sim, incomodariam. Mas, pela amizade que a gente tem, o contato que eu tenho com ele, nunca deixou transparecer isso para mim.

Este prédio da sua casa de eventos pertence ao deputado Feliciano?

O prédio sim, a empresa não.

Ele foi um incentivador do negócio?

Muito. No começo, quando pensei em abrir um espaço para festas, eu já tinha em mente ver esse prédio, que é dele. Só que fiquei com medo de ele não aceitar, de ele achar ‘não, um espaço de festas…’. Mas foi o contrário, me pegou de surpresa. Ele foi o motivador, disse ‘vai em frente, batalha que você consegue’, me motivou bastante.

O deputado tem recebido forte pressão para abandonar a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Você acha que ele deve deixar o posto?

Acho que não. Ele está lá para defender direitos humanos. Enfim, que seja, de homens, mulheres, homossexuais, qualquer pessoa, entendeu?

Fonte: MSN

Igrejas Cristãs são fechadas pela nova lei religiosa no Cazaquistão

Mais da metade dos, oficialmente reconhecidos, grupos religiosos do Cazaquistão têm visto as suas congregações serem fechadas após um longo processo de recadastramento exigido por uma nova e controversa lei religiosa. As igrejas protestantes estão entre as mais afetadas

O prazo para o recadastramento era 25 de outubro, desde então os tribunais do país têm imposto o fechamento de igrejas. Para se enquadrar no registro exigido sob a nova lei, que entrou em vigor em outubro de 2011, um grupo deve ter no mínimo cinco mil membros à nível nacional, 500 regional e 50 à nível local, o que torna impossível aos pequenos grupos obter a aprovação do estado.

Muitos grupos se queixaram de que o processo de recadastramento foi “complexo”, “pesado”, “arbitrário”, “desnecessário” e “caro”.

Sob as novas e rígidas diretrizes, 60% das 46 religiões previamente reconhecidas do Cazaquistão tiveram seus registros cancelados, restando apenas 17. E cerca de um terço de todas as organizações baseadas na fé cívica, também estão enfrentando o corte.

A lei favorece as “religiões tradicionais” do país, que incluem o islamismo, cristianismo ortodoxo, o catolicismo romano, judaísmo e budismo. Mas as autoridades suspeitam de certos grupos protestantes (Evangélicos), que eles classificam como “não-tradicionais”.

Entre as igrejas que foram fechadas está a Igreja Pentecostal Luz do Mundo. Ela foi acusada de fornecer “informações falsas” em seus documentos de cadastramento, nos quais dizia que um de seus membros-fundadores morrera, mesmo que o fato tenha ocorrido depois que a documentação fora entregue às autoridades.

O pastor da igreja, Pavel Semlyanskikh, disse que as autoridades tinham usado várias desculpas para não conceder um novo registro à Igreja Pentecostal Luz do Mundo e havia exigido que fizesse alterações em seus documentos. Ele disse que a morte de um dos signatários “não pode ser uma boa desculpa por parte das autoridades, uma vez que a igreja tem no documento nomes de 54 fundadores contra os oficialmente exigidos 50 nomes”.

Embora a igreja tenha removido o nome do líder falecido e reapresentado em 24 de outubro um novo documento, o chefe do Departamento Regional de Justiça disse que a Igreja Pentecostal Luz do Mundo não fez as correções à tempo, apesar de o prazo ser 25 de outubro.

O Pastor Semlyanskikh disse que as autoridades “só queriam, o quanto antes, nos despojar de nosso registro sob qualquer pretexto”.

Algumas igrejas protestantes dizem que têm sido “enganados” ou “obrigados” a concordar com o fechamento no tribunal sob promessas de que serão autorizados a funcionar como filiais de outros grupos registrados, ou solicitar o registro como novas organizações. Mas os pedidos posteriores não foram concedidos.

Uma igreja no sul do Cazaquistão que passou por essa experiência disse que seus membros foram pressionados pelas autoridades a retirar suas assinaturas dos documentos. Eles acreditam que a igreja teve o registro negado porque seus membros são predominantemente cazaques.

Além da exigência de recadastramento, a nova lei religiosa estabelece regras para a habilitação de literatura religiosa e diretrizes para a formação do clero.

O governo argumentou ainda que é necessário defender o estado do extremismo islâmico.

Fonte: CPADNews

Padre troca Bíblia de papel por iPad em missas em Maceió

Pároco possui mais de 300 aplicativos litúrgicos em seu tablet. O religioso acredita que a tecnologia aproxima os jovens

Padre celebra missa eucarística com Ipad (Foto: Jonathan  Lins/G1)

Padre celebra missa eucarística com Ipad em Maceió (Foto: Jonathan Lins/G1)

Das páginas amareladas e empoeiradas à moderna tela touchscreen. O monsenhor Pedro Teixeira deixou de lado a tradicional Bíblia de papel e adotou aplicativos litúrgicos para tablets durante a celebração de suas missas, na Igreja Divino Espírito Santo, localizada no bairro da Jatiúca, em Maceió.

Com mais de 300 aplicativos instalados no seu iPad 3, o monsenhor chama a atenção dos fiéis que frequentam a igreja onde é pároco. “No início, o aparelho eletrônico em minha mão gerou um pouco de estranheza, mas depois as pessoas se adaptaram. De vez em quando algum fiel me conta que comprou um tablet ou que baixou algum aplicativo litúrgico”, disse.

Entre a lista dos seus aplicativos preferidos, estão A Liturgia, O Cristão Orante, A Bíbila Sagrada Católica, Calendário Católico, dicionários em dezenas de línguas e ebooks sobre teologia. De acordo com o monsenhor Pedro, os programas o ajudam não só em sua missão religiosa, mas também em sua vida pessoal. “Sempre quando viajo, faço listas de pertences e anotações no bloco de notas, envio emails com rapidez, pesquiso coisas na internet”, contou o padre.

Praticidade
Aos 76 anos de idade e 54 de sacerdócio, o monsenhor Pedro é a prova de que não existem barreiras de idade quando o assunto é tecnologia e afirma que seu interesse por aparelhos eletrônicos começou cedo. “Desde moço eu gostava de computadores e fui acompanhando a evolução das máquinas. Sempre curioso, aprendi sozinho a mexer nas funções”, disse.

Segundo ele, a troca da Bíblia de papel por aplicativos no tablet só trouxe benefícios, inclusive para sua saúde. “O papel da Bíblia acaba juntando ácaro e poeira, o que é péssimo para quem é alérgico como eu. Sem falar do peso, pois o iPad está cada vez mais leve”, afirmou.

Conectividade religiosa
Antenado com o mundo da internet, o monsenhor Pedro Teixeira também é adepto aos aplicativos de redes sociais, como o Twitter, Facebook e o Youtube. “Sigo o Vaticano no Twitter e já soube que o Papa Bento XVI também entrou na rede social”, contou.

Ele afirma que as redes o mantém conectado com o mundo e incentiva outros padres a aderirem aos aparelhos eletrônicos. “Acredito que isso nos aproxima com a sociedade, que está cada vez mais conectada, principalmente com os jovens”, disse o monsenhor.

 

Fonte: G1

Doador (anônimo) generoso distribui dinheiro em hospitais e igrejas na Alemanhã

 

Doações misteriosas chegam a 190 mil euros e fascinam moradores de Braunschweig, na Alemanha

Doações misteriosas chegam a 190 mil euros e fascinam moradores de Braunschweig, na Alemanha

Um doador anônimo vem deixando envelopes com dinheiro em hospitais, igrejas e outros locais estratégicos em uma pequena cidade alemã.

Os envelopes brancos contendo 20 notas de 500 euros cada um foram deixados, por exemplo, atrás de livros de hinos religiosos em uma igreja da cidade Braunschweig, na região central da Alemanha.

Em outras ocasiões, a doação foi colocada embaixo de um tapete na entrada de um hospital ou na recepção do jornal local.

Até agora, ninguém conseguiu ver o rosto do benfeitor misterioso. E não se fala noutra coisa em Braunschweig, palco de acontecimentos que lembram contos de fadas.

O doador, a doadora ou possivelmente os doadores misteriosos já deixaram pelo menos 190 mil euros em pontos inusitados da cidade.

Na semana passada, uma enfermeira de um lar para doentes terminais em Braunschweig encontrou um dos envelopes sob o tapete na entrada do prédio.

Um dos aspectos intrigantes do caso é justamente o fato de que, ao deixar o dinheiro em um lugar como esse, o doador não tem como garantir que o envelope não caia nas mãos de pessoas menos escrupulosas.

A maneira mais segura de fazer o dinheiro chegar ao hospital seria, com certeza, colocar o envelope na caixa de correspondências na frente do prédio.

Mas quem sabe parte do que motiva o benfeitor misterioso nesses atos de altruísmo não seja justamente a incerteza em relação ao resultado final e o frisson associado à própria operação de entrega do envelope?

Teorias

As doações tendem a ser acompanhadas por uma notícia recortada do jornal da cidade, o Braunschweiger Zeitung.

Em um dos casos, a notícia se referia a um menino que tinha ficado paralisado após um acidente quando nadava. O nome do menino foi sublinhado no recorte.

Sabe-se, portanto, que o doador lê o jornal local. E é só.

A teoria favorita dos moradores é de que o doador não tem família ou rompeu com os familiares.

Outra teoria é de que se trataria de um Robin Hood contemporâneo, redistribuindo a riqueza entre os mais pobres. Esta é a opinião de Michael Knobel, gerente do lar para doentes terminais Am Hohen Tore, em Braunschweig.

Quem quer que seja, Knobel gostaria de agradecê-lo: “É estranho para nós não saber quem ele ou ela é porque gostaríamos de convidá-lo (a) para tomar um café”.

Anke Burckhardt, uma enfermeira do hospital, disse que o dinheiro será bem usado, em treinamento para funcionários, ensinando-os a cuidar da melhor forma possível de pessoas que sabem que deverão morrer em breve.

Ela também tem sua teoria: “Pode ser alguém que ganhou um monte de dinheiro na loteria e está apenas tentando fazer algo bom”.

‘Conto de Fadas’

Hans-Juergen Kopkow, pastor da igreja St Markus, em Braunschweig, encontrou um envelope escondido atrás de livros em uma prateleira na entrada da igreja.

Ele contou que só viu o envelope quando, ao fechar a porta da igreja num sábado à noite, colocou a prateleira dentro do prédio.

“Acho que é um homem ou mulher rico (a), e não tem ninguém a quem deixar esse dinheiro. Nessa congregação, sabemos o que fazer com o dinheiro. Podemos entregá-lo a pessoas em grande necessidade. (O doador) vai trazer muita alegria para o povo”, disse Kopkow à BBC.

Alguns cidadãos menos generosos de Braunschweig vêm se perguntando se o doador não seria talvez um pouco louco?

“Não! Louco não, definitivamente!”, respondeu o pastor.

As únicas pistas comuns a todos os casos são os recortes do Braunschweiger Zeitung, que acompanham todas as doações.

Mas o editor do jornal, Henning Noske, disse à BBC que decidiu não colocar um repórter para investigar a identidade do doador – ainda que o benfeitor pareça sentir um certo prazer ao correr o risco de ser descoberto.

“Ele ou ela deseja permanecer anônimo (a) e nós temos de respeitar isso. Então, do nosso ponto de vista, é (um benfeitor) anônimo”.

Sobre o fato de que o doador parece sentir um prazer especial em se esgueirar por espaços públicos para deixar o dinheiro quando ninguém está olhando, o editor disse o seguinte:

“Será que as pessoas que precisam do dinheiro vão recebê-lo? Isso é parte do conto de fadas, um conto de fadas da vida real”.

Fonte: UOL

 

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Ricardo Gondim joga a toalha. “Sou incapaz de viver tudo o que prego”, reconhece líder da Betesda

Pastor critica Teologia da Prosperidade e evangelistas que fizeram da fé alheia negócio

Pastor critica Teologia da Prosperidade e evangelistas que fizeram da fé alheia negócio

O pastor Ricardo Gondim, da Igreja Betesda, anunciou em seu site, através  de um artigo, que está rompendo com o Movimento Evangélico. Narrando suas experiências religiosas desde adolescência, quando abandonou o catolicismo inquieto pelo que chamou de “dogmas” da igreja romana, o pastor falou sobre o que o fez romper com a Igreja Presbiteriana e com a Assembleia de Deus, exemplificando cada caso.

Agora, se dizendo sem saber para onde ir, afirma que está querendo “apenas experimentar a liberdade prometida nos Evangelhos” e que não abandonará sua vocação de pastor e continuará servindo na Betesda.

Os motivos listados por Gondim em seu artigo reclamam da transformação do evangelho em negócio, e se diz “incapaz de tolerar” a transformação da fé em negócio. “Não posso aceitar, passivamente, que tentem converter os cristãos em consumidores, e a igreja, em balcão de serviços religiosos. Entendo que o movimento evangélico nacional se apequenou. Não consegue vencer a tentação de lucrar como empresa. Recuso-me a continuar esmurrando as pontas de facas de uma religião que se molda à Babilônia”, acusa o pastor.

A falta de afinidade com os grandes líderes evangélicos nacionais também é colocada como uma questão de peso e decisiva para o rompimento: “Não consigo admirar a enorme maioria dos formadores de opinião do movimento evangélico (principalmente os que se valem da mídia). Conheço muitos de fora dos palcos e dos púlpitos. Sei de histórias horrorosas, presenciei fatos inenarráveis e testemunhei decisões execráveis”, afirma o pastor, sem citar nomes.

Em mais uma crítica direta à teologia da prosperidade, que tem sido priorizada em diversas denominações, o pastor Gondim afirma que a igreja se tornou inútil ao pregar essa mensagem: “No momento em que o sal perde o sabor para nada presta senão para ser jogado fora e pisado pelos homens. Não desejo me sentir parte de uma igreja que perde credibilidade por priorizar a mensagem que promete prosperidade. Como conviver com uma religião que busca especializar-se na mecânica das “preces poderosas”? O que dizer de homens e mulheres que ensinam a virtude como degrau para o sucesso? Não suporto conviver em ambientes onde se geram culpa e paranoia como pretexto de ajudar as pessoas a reconhecerem a necessidade de Deus”.

Um texto publicado pelo jornalista Paulo Lopes, atribuído a José Geraldo Gouvêa, ateu declarado, afirma que “Gondim não tem para onde ir, a não ser os braços do ateísmo”. O autor do texto afirma se identificar com o pastor, “uma espécie de Leonardo Boff evangélico”, fazendo menção ao ex-frei e crítico ferrenho da Igreja Católica.

Confira abaixo a íntegra do artigo “Tempo de Partir”, do pastor Ricardo Gondim:

Não perdi o juízo. Minha espiritualidade não foi a pique. Minhas muitas tarefas não me esgotaram. Entretanto, não cessam os rótulos e os diagnósticos sobre minha saúde espiritual. Escrevo, mas parece que as minhas palavras chegam a ouvidos displicentes. Para alguns pareço vago, para outros, fragmentado e inconsistente nas colocações (talvez seja mesmo). Várias pessoas avisam que intercedem a Deus para que Ele me acuda.

Minha peregrinação cristã está, há muito, marcada por rompimentos. O primeiro, rachei com a Igreja Católica, onde nasci, fui batizado e fiz a Primeira Comunhão. Em premonitórias inquietações não aceitava dogmas. Pedi explicações a um padre sobre certas práticas que não faziam muito sentido para mim. O sacerdote simplesmente deu as costas, mas antes advertiu: “Meu filho, afaste-se dos protestantes, eles são um problema!”.

Pastor Ricardo Gondim

Depois de ler a Bíblia, decidi sair do catolicismo; um escândalo para uma família que se orgulhava de ter padres e freiras na árvore genealógica – e nenhum “crente”. Aportei na Igreja Presbiteriana Central de Fortaleza. Meus únicos amigos crentes vinham dessa denominação. Enfronhei em muitas atividades. Membro ativo, freqüentei a escola dominical, trabalhei com outros jovens na impressão de boletins, organizei retiros e acampamentos. No cúmulo da vontade de servir, tentei até cantar no coral – um desastre. Liderei a União de Mocidade. Enfim, fiz tudo o que pude dentro daquela estrutura. Fui calvinista. Acreditei por muito tempo que Deus, ao criar todas as coisas, ordenou que o universo inteiro se movesse de acordo com sua presciência e soberania. Aceitei tacitamente que certas pessoas vão para o céu e para o inferno devido a uma eleição. Essa doutrina fazia sentido para mim até porque eu me via um dos eleitos. Eu estava numa situação bem confortável. E podia descansar: a salvação da minha alma estava desde sempre garantida. Mesmo que caísse na gandaia, no último dia, de um jeito ou de outro, a graça me resgataria. O propósito de Deus para minha vida nunca seria frustrado, me garantiram.

Em determinada noite, fui a um culto pentecostal. O Espírito Santo me visitou com ternura. Em êxtase, imerso no amor de Deus, falei em línguas estranhas – um escândalo na comunidade reverente e bem comportada. Sob o impacto daquele batismo, fui intimado a comparecer à versão moderna da Inquisição. Numa minúscula sala, pastores e presbíteros exigiram que eu negasse a experiência sob pena de ser estigmatizado como reles pentecostal. Ameaçaram. Eu sofreria o primeiro processo de expulsão, excomunhão, daquela igreja desde que se estabelecera no século XIX. Ainda adolescente e debaixo do escrutínio opressivo de uma gerontocracia inclemente, ouvi o xeque mate: “Peça para sair, evite o trauma de um julgamento sumário. Poupe-nos de sermos transformados em carrascos”. Às duas da madrugada, capitulei. Solicitei, por carta, a saída. A partir daquele momento, deixei de ser presbiteriano.

De novo estava no exílio. Meu melhor amigo, presidente da Aliança Bíblica Universitária, pertencia a Assembleia de Deus e para lá fui. Era mais um êxodo em busca de abrigo. Eu só queria uma comunidade onde pudesse viver a fé. Cedo vi que a Assembleia de Deus estava engessada. Sobravam legalismo, politicagem interna e ânsia de poder temporal. Não custou e notei a instituição acorrentada por uma tradição farisaica. Pior, iludia-se com sua grandeza numérica. Já pastor da Betesda eu me tornava, de novo, um estorvo.

Os processos que mantinham o povo preso ao espírito de boiada me agrediam. Enquanto denunciava o anacronismo assembleiano eu me indispunha. A estrutura amordaçava e eu me via inibido em meu senso crítico. A geração de pastores que ascendia se contentava em ficar quieta. Balançava a cabeça em aprovação aos desmandos dos encastelados no poder. Mais uma vez, eu me encontrava numa sinuca. De novo, precisei romper. Eu estava de saída da maior denominação pentecostal do Brasil. Mas, pela primeira vez, eu me sentia protegido. A querida Betesda me acompanhou.

Agora sinto necessidade de distanciar-me do Movimento Evangélico. Não tenho medo. Depois de tantas rupturas mantenho o coração sóbrio. As decepções não foram suficientes para azedar a minha alma, sequer fortes para roubar a minha fé. “Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso”.

Estou crescentemente empolgado com as verdades bíblicas que revelam Jesus de Nazaré. Aumenta a minha vontade de caminhar ao lado de gente humana que ama o próximo. Sinto-me estranhamente atraído à beleza da vida. Não cesso de procurar mentores. Estou aberto a amigos que me inspirem a alma.

Então por que uma ruptura radical? Meus movimentos visam preservar a minha alma da intolerância. Saio para não tornar-me um casmurro rabugento. Não desejo acabar um crítico que nunca celebra e jamais se encaixa onde a vida pulsa. Não me considero dono da verdade. Não carrego a palmatória do mundo. Cresce em mim a consciência de que sou imperfeito. Luto para não permitir que covardia me afaste do confronto de meus paradoxos. Não nego: sou incapaz de viver tudo o que prego – a mensagem que anuncio é muito mais excelente do que eu. A igreja que pastoreio tem enormes dificuldades. Contudo, insisto com a necessidade de rescindir com o que comumente se conhece como Movimento Evangélico.

1. Vejo-me incapaz de tolerar que o Evangelho se transforme em negócio e o nome de Deus vire marca que vende bem. Não posso aceitar, passivamente, que tentem converter os cristãos em consumidores e a igreja, em balcão de serviços religiosos. Entendo que o movimento evangélico nacional se apequenou. Não consegue vencer a tentação de lucrar como empresa. Recuso-me a continuar esmurrando as pontas de facas de uma religião que se molda à Babilônia.

2. Não consigo admirar a enorme maioria dos formadores de opinião do movimento evangélico (principalmente os que se valem da mídia). Conheço muitos de fora dos palcos e dos púlpitos. Sei de histórias horrorosas, presenciei fatos inenarráveis e testemunhei decisões execráveis. Sei que muitas eleições nas altas cupulas denominacionais acontecem com casuísmos eleitoreiros imorais. Estive na eleição para presidente de uma enorme denominação. Vi dois zeladores do Centro de Convenções aliciados com dinheiro. Os dois receberam crachá e votaram como pastores. Já ajudei em “cruzadas” evangelísticas cujo objetivo se restringiu filmar a multidão, exibir nos Estados Unidos e levantar dinheiro. O fim último era sustentar o evangelista no luxo nababesco. Sou testemunha ocular de pastores que depois de orar por gente sofrida e miserável debocharam delas, às gargalhadas. Horrorizei-me com o programa da CNN em que algumas das maiores lideranças do mundo evangélico americano apoiaram a guerra do Iraque. Naquela noite revirei na cama sem dormir. Parecia impossível acreditar que homens de Deus colocam a mão no fogo por uma política beligerante e mentirosa de bombardear outro país. Como um movimento, que se pretende portador das Boas Novas, sustenta uma guerra satânica, apoiada pela indústria do petróleo.

3. No momento em que o sal perde o sabor para nada presta senão para ser jogado fora e pisado pelos homens. Não desejo me sentir parte de uma igreja que perde credibilidade por priorizar a mensagem que promete prosperidade. Como conviver com uma religião que busca especializar-se na mecânica das “preces poderosas”? O que dizer de homens e mulheres que ensinam a virtude como degrau para o sucesso? Não suporto conviver em ambientes onde se geram culpa e paranoia como pretexto de ajudar as pessoas a reconhecerem a necessidade de Deus.

4. Não consigo identificar-me com o determinismo teológico que impera na maioria das igrejas evangélicas. Há um fatalismo disfarçado que enxerga cada mínimo detalhe da existência como parte da providência. Repenso as categorias teológicas que me serviam de óculos para a leitura da Bíblia. Entendo que essa mudança de lente se tornou ameaçadora. Eu, porém, preciso de lateralidade. Quero dialogar com as ciências sociais. Preciso variar meus ângulos de percepção. Não gosto de cabrestos. Patrulhamento e cenho franzido me irritam . Senti na carne a intolerância e como o ódio está atrelado ao conformismo teológico. Preciso me manter aberto à companhia de gente que molda a vida, consciente ou inconsciente, pelos valores do Reino de Deus sem medo de pensar, sonhar, sentir, rir e chorar. Desejo desfrutar (curtir) uma espiritualidade sem a canga pesada do legalismo, sem o hermético fundamentalismo, sem os dogmas estreitos dos saudosistas e sem a estupidez dos que não dialogam sem rotular.

Não, não abandonarei a vocação de pastor. Não negligenciarei a comunidade onde sirvo. Quero apenas experimentar a liberdade prometida nos Evangelhos. Posso ainda não saber para onde vou, mas estou certo dos caminhos por onde não devo seguir.

Soli Deo Gloria

Fonte: GospelMais

Kaká afirma que pode ser pastor e abrir templo

 

Em entrevista recente, jogador evangélico Kaká voltou a abordar o assunto de sua saída da igreja Renascer em Cristo e afirmou que não descarta a possibilidade de abrir uma igreja própria e até de vir a se tornar pastor.

O atual atacante do time espanhol Real Madrid deu uma entrevista a Jorge Kajuru no programa Esporte Interativo onde tenta falar sobre os planos futuros mas na maior parte do tempo ele coloca nas ‘mãos de Deus’.

“Não sei quais são os planos de Deus. Nunca imaginei jogar no Real Madrid ou ser o melhor jogador do mundo, e cheguei a isso”, disse ele

Kaká comentou sobre o seu desligamento da Igreja Renascer mas não quis expor os motivos. “Não faço mais parte da instituição igreja. Continuo cristão e evangélico, ouço outros pastores, mas naquele momento achei que era hora de me desligar”.

“é um exposição desnecessária para mim, para eles (casal Hernandes) e para a igreja”, completou. Ele disse que os motivos foram expostos entre eles, mas a amizade e o relacionamento foi mantido.

Kaká alegou ainda que nunca teve acesso a informações que saíram na mídia sobre o suposto desvio de dinheiro ou má utilização de recursos. “Nunca tive acesso a informações, na questão organizacional, nunca participei e nunca tive interesse”, concluiu.

Apesar de não descartar a hipótese de vir a se tornar pastor e abrir uma igreja ele afirmou: “sou jogador de futebol. E a forma que tenho para pregar o evangelho hoje é por meio de minha profissão”.

O jogador ainda afirmou que, caso quisesse voltar ao Brasil, sua prioridade seria o São Paulo, clube que o revelou. O meia preferiu não fechar as portas para outros times brasileiros, mas destacou sua preferência pelo clube do Morumbi.

“O São Paulo pode também não querer e dizer: ‘já deu o que tinha que dar e não quero o Kaká’. E aí se eu quisesse realmente jogar no Brasil eu jogava em outro clube. Eu não fecho as portas. No futebol, na vida, a gente nunca sabe o que pode acontecer, mas a porta para jogar no São Paulo está muito mais perto do que a do Corinthians, do Palmeiras”, disse.

Finalmente, o jogador chegou a falar de aposentadoria caso o São Paulo não o quisesse. Segundo ele existem vínculos fortes com o clube paulistano, já que foram 13 anos passados lá. “Não é que eu passei pelo São Paulo, eu cresci e vivi lá, então a prioridade será sempre deles”, explicou.

Fonte: The Christian Post

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Silas Malafaia sobre dízimos e ofertas. Vale a pena ler!

Pastor responde as críticas que recebeu sobre a oferta de R$911

 

No último sábado o Programa Vitória em Cristo apresentado pelo pastor Silas Malafaia recebeu o pastor Morris Cerullo que após fazer uma revelação sobre “um tempo etraordinário de Deus” pediu aos telespectadores que ofertassem para a Associação que produz o programa uma oferta especial de R$911 reais. Diante do pedido, pessoas começaram a criticar o ministério do líder que, nesta quarta-feira, 3, resolveu se manifestar através do Twitter para responder a essas acusações.

 

“As maiores críticas que recebo em relação a ofertas não são dos não evangélicos e sim dos evangélicos miseráveis, que não creem na lei da liberalidade”, disse Malafaia.

 

Ele também exemplificou seus dizeres dizendo que 20% das pessoas que mandaram ofertas depois do pedido do pastor Morris Cerullo não são evangélicos e pede para que os críticos leiam o livro de Marcos, capítulo 4 e versículo 26 que fala sobre a Lei da Semeadura.

 

Malafaia também escreve que mais de 1 bilhão de pessoas no planeta podem assistir ao programa graças as ofertas que recebem. Além disso, ele explica outros projetos que recebem ajuda financeira dos telespectadores de seu programa.

 

“Para os incrédulos se morderem, tem mais! Fazemos cruzadas evangelísticas no Brasil e um grandioso trabalho social, tais como: Patrocinamos trabalhos de recuperação de viciados em drogas, apoio a mulheres com gravidez indesejada, ensino profissionalizante para presidiários, reforço escolar para crianças de baixa renda, creches para menores de idade em áreas carentes, ajuda a missionários, etc etc etc.”

 

Fonte: Creio

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