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Igrejas em Minas serão isentas de ICMS

Pela lei aprovada nessa quarta-feira, templos religiosos estarão livres do pagamento do imposto sobre água, luz, telefone e gás

Além da isenção do ICMS para igrejas, deputados aprovaram o fim da reeleição para a Mesa Diretora
 (Rossana Magri/ALMG)

Templos religiosos de Minas Gerais deixarão de pagar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas contas de água, luz, telefone e gás. A isenção foi aprovada nessa quarta-feira em primeiro turno pela Assembleia Legislativa, e está em emenda apresentada por deputados evangélicos a projeto de lei do Poder Executivo que altera a legislação tributária do estado. A expectativa é de que o texto seja aprovado em segundo turno hoje. No caso da energia elétrica, a alíquota do imposto para os templos é de 18%. A aprovação do projeto faz parte de acordo entre a base do governador Antonio Anastasia (PSDB) e a oposição para votar uma série de proposições antes do recesso de meio do ano. No grupo está ainda o fim da possibilidade de reeleição para a presidência da Casa e todos os integrantes da Mesa Diretora.

A cobrança do ICMS sobre energia elétrica é proibida pelo inciso VI do artigo 150 da Constituição federal, que veda a União, estados e municípios de instituir o pagamento de impostos por templos utilizados por qualquer crença. Estados como Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro já aboliram a incidência do tributo para imóveis destinados para a prática de religiões. O deputado Carlos Henrique (PRB), um dos autores da emenda, afirma que o fim da incidência do ICMS, além de definida na Constituição, era uma demanda antiga do setor. “Base e oposição se entenderam em relação ao tema. Por isso foi possível a votação”, argumentou o parlamentar, que é pastor e faz oposição ao governo.

Reeleição 

 

Ao contrário do projeto que altera a legislação tributária, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a possibilidade de reeleição de integrantes da Mesa Diretora foi aprovada, também em primeiro turno, com polêmica. Durante a votação, o deputado Alencar da Silveira Júnior (PDT) defendia, aos gritos pelo plenário, a manutenção da recondução para o comando da Casa. “Quem é bom tem que continuar”, dizia. O parlamentar prometeu conseguir apoiadores para derrubar a PEC na votação em segundo turno, que deverá ocorrer somente em agosto, depois do recesso parlamentar.

O acordo entre aliados de Anastasia e a oposição para votação dos textos foi feito para que a Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014 possa ser apreciada com maior tranquilidade, sem a possibilidade, por exemplo, de obstrução pelos adversários do governo. “Deputados que não são da base vão marcar posição mas não irão protelar a aprovação da LDO”, aposta o líder do bloco que dá sustentação ao Palácio da Liberdade na Assembleia. Segundo o Regimento Interno da Casa, as férias de meio de ano dos parlamentares só têm início depois da votação da lei, que norteia os investimentos a serem feitos pelo estado no ano seguinte. O texto deverá ser colocado em votação hoje. As férias dos deputados estão previstas para o período entre 18 de julho e 1º de agosto.

Somente ontem foram aprovadas 30 proposições. A boa vontade dos parlamentares pode estar ligada a fatores externos. Além da chamada pressão das ruas, com os movimentos sociais que atingiram em cheio a classe política durante a Copa das Confederações, deputados afirmam que o governo do estado aumentou o valor a ser pago nas chamadas emendas parlamentares. 

O último projeto aprovado ontem foi o enviado pelo governador Anastasia que pede autorização à Assembleia para que o estado consiga empréstimo de até US$ 300 milhões (cerca de R$ 700 milhões) com a Corporação Andina de Fomento (CAF). Segundo o governo, o dinheiro será usado em projetos de infraestrutura.

Fonte: UAI

Igrejas evangélicas viram celeiro de profissionais para músicos e bandas seculares

Formados nos templos, profissionais fazem carreira no mercado secular; Educação gospel abastece bandas de Fábio Junior a Racionais MC’s 

#Dica do Filipe Lúcio

Aldo Gouveia já flanou por bandas de rap ao melodrama de Fabio Junior  (Foto: Caio Kenji/G1)

Aldo Gouveia canta com Fábio Junior e diz que Mano Brown já foi a cultos atrás de músicos (Foto: Caio Kenji/G1)

“Esse cara é bom, vem da igreja” é uma expressão comum, usada por músicos como Simoninha, na hora de avaliar alguns dos profissionais que trabalham com eles – no caso da banda do carioca, quatro dos sete músicos se encaixam na descrição. O papel preponderante da música dentro das inúmeras variantes de igrejas evangélicas no Brasil, criou, involuntariamente, um mercado paralelo de capacitação.

“A gente fala brincando, entre os músicos que não são religiosos, que não têm vínculo nenhum. É uma forma de dizer que o cara é disciplinado, maduro e competente. Tem muita gente dessas igrejas no meio musical, um acaba puxando o outro”, explica o filho de Simonal.

Alguns profissioanais, como Robinho Tavares, baixista de sua banda há 12 anos, chegam a atrair uma legião de fãs evangélicos por onde a turnê de Simonal passa. ” Já virou piada. Vamos fazer show tem seguidores do Robinho, ele tem fãs no país inteiro.”

Cantar é parte importante dos cultos evangélicos. Com a abrangência da oportunidade de integrar a parte musical do louvor, quem se converte muitas vezes acaba descobrindo um talento ou, pelo menos, a possibilidade de aprender a tocar um instrumento e cantar. O esquema é colaborativo, ou “mambembe mesmo, sem regra, ar condicionado, estrutura de sala de aula. É na base da repetição e autodidatismo”, como define o regente Nilton Silva, 37.

Como muitos talentos, ele cresceu no meio religioso. Seu pai, também maestro, logo que passou a frequentar os cultos recebeu a incumbência de tocar trompete. Sabia cantar, mas não tinha a mínima noção do instrumento de sopro. Em dois anos, assumiu o posto de professor e treinava novos recrutas.

“Meu pai é maestro desde que me conheço por gente. Ele aprendeu a reger sozinho e, depois que se converteu, passou a tocar trompete também. Aprendeu na marra, lendo partitura, estudando sozinho. O esquema é: senta aí e vai pegando com os que já sabem.”

Família Jackson
Nilton cresceu participando de corais gospel. Ele e os três irmãos formaram um quarteto na infância e faziam sucesso no cenário religioso. “Minha mãe aprendeu a tocar piano com meu pai e eles ensinaram tudo pra gente. Repetíamos o que eles mandavam, tínhamos uma voz boa, mas não sabíamos direito o que estávamos fazendo.”

Com o gogó afinado e popularidade nas igrejas evangélicas de Campinas, interior de São Paulo, aos 22 anos, ele dava aulas de canto particulares. Tinha seu cartão divulgado nos painéis dos templos e ganhava para ensinar o que sabia a quem estivesse disposto a pagar. Nessa época, resolveu montar um coral profissional. Convidou amigos e conhecidos competentes do meio e fundou o Kadmiel – segundo ele, o único coral do Brasil que não canta só dentro de igreja.

“A maioria dos contratantes não é evangélica, não tem vinculo nenhum. Em março, por exemplo, cantaremos no casamento da modelo Carol Trentini, em Santa Catarina. Ela não é evangélica. Trabalhamos muito bem nesse meio. Cantamos de tudo um pouco.”

A ideia transformou Silva em uma espécie de headhunter de backing vocals. Artistas como Simoninha, Paula Lima, Alexandre Pires, Sandy e Junior já procuraram por ele pedindo indicação ou até mesmo interessados em usar o coral em gravações de programas de TV, CDs e temporada de shows.

“A Paula Lima viu nossa apresentação e ficou encantada. Trocamos cartões e tempos depois ela queria indicação de cantoras para a turnê e gravação de CD. Minha irmã é do Kadmiel e foi backing dela durante um ano.”

Trampolim

Shirley Oliveira durante apresentação no bar The Orleans, em São Paulo (Foto: Caio Kenji/G1)

Shirley Oliveira durante apresentação no bar The Orleans, em São Paulo (Foto: Caio Kenji/G1)

Exportar talentos para o mundo secular passou a ser uma rota comum. Shirley Oliveira, 32, está como vocalista da banda do baixista Pixinga durante a temporada de shows que ele faz em um bar na zona oeste da capital paulista. Ela já fez segunda voz para Alexandre Pires, Jair Oliveira, Tânia Mara, Daniel e Jair Rodrigues. Foi para a igreja Universal aos 7 anos, influenciada por uma amiga.

Depois que virou cristã, enfrentou uma “peneira”, realizada pela esposa do pastor, que se encantou com o poderio de sua voz. Teve aula de técnica vocal, cantou em corais e, com o tempo, descobriu a profissão que queria seguir.

“Dos 7 aos 10 comecei abrir voz. Fiz regência com 15. Aos 16, descobri a música black gospel. Na época era VHS ainda, os colegas me davam fitas pra eu escutar. Fiquei apaixonada por esse tipo de música e fui de ouvido mesmo buscando ter aquele estilo, entonação vocal. Não tive estudo, fui pegando conforme era apresentada, ou descobria novas referências.”

Versáteis
O autodidatismo também deu a Aldo Gouveia, 42, um lugar cativo na banda do cantor Fábio Junior, com quem trabalha desde 2003. Antes disso, fez segunda voz em shows dos Racionais MC´s.

Segundo ele, o rapper Mano Brown chegou a frequentar alguns cultos atrás de cantores. “Temos amigos em comum, pessoas do meio. Ele precisou de backing em 96 e eu fiz alguns shows.”

Hoje, Aldo é produtor musical e tem um estúdio próprio no centro de São Paulo. Faz trabalhos para todo tipo de banda, mas considera a educação musical religiosa um atestado de qualidade e, principalmente, desenvoltura.

“Músicos da igreja têm que correr atrás. O acesso existe, mas não é uma formação de alto nível. Quem gosta, tem o sonho, se vira pra se capacitar. Com o tempo, isso foi formando um grupo seleto de profissionais mais versáteis, maduros e uma rede de contatos.”

Fonte: Ótima pauta e ótimo texto de Lívia Machado Do G1, em São Paulo

Apenas uma lembrança

Publicamos matéria semelhante sobre a condição dos músicos nas igrejas evangélicas na última edição da Revista Conteúdo Cristão, que vale a pena ser lida por se tratar de uma dura realidade em nossas igrejas. #oremos  

Católicas ou evangélicas, igrejas midiáticas são pecadoras, diz Leonardo Boff

O teólogo, Leonardo Boff

O teólogo, Leonardo Boff

Em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar no programa “É Notícia”, exibido pela Rede TV! na madrugada desta segunda-feira, o teólogo Leonardo Boff falou sobre celibato, existência de Deus e criticou as igrejas midiáticas, católicas ou evangélicas.

“Eles continuamente pecam contra o segundo mandamento, que é usar o santo nome de Deus em vão e apresentam um cristianismo que é um pequeno Lexotan para acalmar as pessoas”, diz o estudioso.

Boff foi sacerdote da Igreja Católica e ajudou a consolidar a Teologia da Libertação no país – que em suma define a pobreza como um pecado e promove um engajamento social na construção de uma sociedade mais justa e solidária.

Seus questionamentos a respeito da hierarquia católica, expressos no livro “Igreja, Carisma e Poder” foi alvo de um processo na Congregação para a Doutrina da Fé, sob a direção de Joseph Ratzinger, hoje o Papa Bento XVI e que culminou em sua saída da Igreja.

Publicado originalmente na Folha.com

SBT pode abrir grade para programação evangélica

Igrejas evangélicas podem ter um novo espaço. Escândalo financeiro de cerca de R$ 2,5 bilhões que envolve o Grupo Silvio Santos fez com que o SBT abrisse negociação para venda de horário para igrejas evangélicas


Três igrejas fizeram ofertas nas últimas 48 horas para comprar fatias ou mesmo toda a madrugada do SBT. São elas: o Ministério Silas Malafaia, a Igreja Internacional da Graça e a Igreja Universal.

Por meio de sua assessoria, a emissora confirmou negociações, recusou-se a dizer nomes, mas disse que “não são novas as ofertas de igrejas que querem comprar horas da madrugada”. O SBT acrescentou que, “até o momento, nenhuma proposta interessou”.

Depois de se reunir com o pastor Malafaia anteontem, o SBT teria recebido uma nova proposta da Internacional, de R.R.Soares, no valor de R$ 10 milhões mensais (cinco horas diárias, de segunda a domingo). Ninguém confirma.

No primeiro trimestre do ano passado, Soares já havia oferecido R$ 5 milhões por três horas, mas o SBT recusou. Soares é cunhado de Edir Macedo, que também sinalizou ontem ao Grupo SS que estará sempre disposto a comprar horários do SBT.

Pela legislação, como igreja, a Universal tem direito a comprar horário em outras emissoras –o que já faz (Gazeta, Rede TV!).
A assessoria do SBT não quis comentar as negociações e nem os valores citados acima. 

 

Se Silvio Santos vender espaço da grade a uma igreja, seja por curto ou longo prazo, talvez melhore ou até mesmo salve as catastróficas contas do Grupo SS. Só que, nesse caso, o SBT deixará de ser a única TV aberta sem qualquer programação religiosa. O SBT é o único canal laico hoje, já que até a Globo tem a “Santa Missa” católica aos domingos.

O comunicador, Sílvio Santos 

 

A eventual locação da madrugada também pesará porque é o único período em que o SBT disputa ou chega ao 1º lugar no ibope com frequência. Ontem, por exemplo, entre 5h e 6h, o SBT foi líder isolado em São Paulo, com 3,7 pontos –à frente de Globo (2,9) e Record (1,7). Abrir mão disso seria acabar com um dos últimos “orgulhos” do SBT. 

 

Por outro lado, entre 0h e 4h a audiência do SBT é fraca. O canal quase nunca sai do 3º lugar e às vezes até cai para o 4º. Seus seriados hoje perdem da programação religiosa da Record (especialmente do “Fala que eu Te Escuto”). Portanto, vender essa faixa horária (0h e 4h) não significaria grande prejuízo –do ponto de vista do ibope. 

 

Em setembro último, conforme Ooops! revelou, Silvio revelou a um amigo que cogitava se aposentar do vídeo no final deste ano. Aos 80 anos, que se completam no próximo dia 12, Silvio se queixou de cansaço e do desgaste provocado pela guerra do ibope que enfrentou nesta década. Uma guerra que, somente desde 2007, fez o SBT perder não só a vice-liderança, mas inúmeros profissionais para a Record, da área técnica e da artística (como sua mais famosa “cria”: Gugu Liberato). 

 

Antes do escândalo financeiro estourar, Silvio pretendia passar três meses de férias em Orlando e comemorar lá seu aniversário. Talvez agora tenha de mudar seus planos.

Fonte: UOL
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