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Posts Tagged ‘Pastor’

Pastor-lateral: Ceará, do Cruzeiro, concilia carreira de sucesso nos campos e busca por fé

Tá aí a explicação para as boas atuações do Cruzeiro Esporte Clube no ano passado e no início da temporada em 2014, diriam os torcedores fanáticos sobre o título desse post. Líder em campo, Ceará também lidera um outro grupo, longe dos gramados. O lateral é pastor da Igreja Batista Getsêmani.

Foi em busca de sucesso no futebol, que ele descobriu a fé. Mais novo de oito irmãos, vem de uma família que saiu do Ceará em busca de uma vida melhor em São Paulo. Na época, se apoiou na religião para realizar o sonho de vencer no futebol. E acabou encontrando uma nova maneira de viver e de se relacionar com as diversidades – dentro e fora dos campos.

mosaico ceará lateral cruzeiro (Foto: Reprodução/TV Globo Minas)

– Deus tem um papel relevante na minha vida de transformação e mudança, porque infelizmente o ser humano é muito egocêntrico. Ele pensa em si, é muito egoísta. Pensa no seu bem estar, e sempre quer trabalhar ou fazer as coisas pra que ele se de bem. Aos poucos essa minha mentalidade foi mudando, Deus foi mudando a minha maneira de viver de se comportar. Nós aprendemos muito com os ensinamentos de Deus, que você tem que ser submisso as suas autoridades e, normalmente não é isso eu acontece. Principalmente no meio do futebol, que tem aquela coisa do ego.

A conduta de fé e solidariedade de Ceará se reflete no esporte. O lateral é exemplo para os companheiros.

– O Ceará é um grande exemplo pra mim. Tanto em termos profissionais quanto pessoais. Acho que precisamos de exemplos como esse – conta Dagoberto, que assiste aos cultos presididos pelo companheiro de Cruzeiro.

E foi apoiado na fé e no comportamento centrado que o lateral direito conquistou diversos títulos: campeão da Libertadores e do Mundial pelo Internacional, vários no futebol francês e do Brasileiro com o Cruzeiro, no ano passado.

– Traz emoção, essa trajetória de caminhada com Deus, tanto no futebol quanto na vida espiritual, porque a gente tem conseguido abençoar muitas pessoas e também ser abençoado. E isso é maravilhoso.

Fonte: Globo Esporte 

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Pastor Antônio Cirilo promove noite de louvor e adoração em Manaus

Nos dias 28 e 29 de setembro, Igreja Aliança Evangélica realiza Culto de Adoração com a participação do pastor Antônio Cirilo 

Pastor Antônio Cirilo em mais um show nesse fim de semana. Desta vez, em Manaus

A Igreja Aliança Evangélica (ALEVAN), com sede em Manaus (AM), realiza nos dias 28 e 29 de setembro, às 19h, a primeira edição do Culto de Adoração. A igreja, fundada em 1985, é liderada pelo Apóstolo Francisco Edivar, casado com a Pra. Rosenice da Costa Alves.

O evento tem como objetivo restaurar os verdadeiros valores da adoração, para isso, traz como tema o texto bíblico do Evangelho de João, capítulo 4, versos 23 e 24, que diz: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.”

Durante os dois dias, o evento contará com a participação especial do pastor Antônio Cirilo na ministração do louvor e da Palavra de Deus. Esta será a primeira vez que o líder do Santa Geração participa de um evento na Igreja Aliança Evangélica e por isso a expectativa é grande: “Sinto-me honrado pelo convite. Venha com o coração aberto para o que Deus vai fazer nestes dois dias de Culto de Adoração”, enfatiza o pastor.

Além de Antônio Cirilo, o evento contará com a participação do Ministério de Louvor da Igreja Aliança Evangélica.

O responsável pela organização do Culto de Adoração, Rafael Graça, fala da importância da participação do pastor Antônio no evento: “O nosso desejo ao trazer o pastor Antônio, foi para que por meio da vida dele, o povo de Deus seja levado ao pleno conhecimento de uma verdadeira adoração.”

Rafael ainda deixa uma mensagem/convite ao público: “Shalom, povo de Deus! Vamos juntos nestes dois dias adorarmos o nosso Deus de uma forma extravagante. Contamos com sua presença e não esqueçam: o melhor de Deus ainda está por vir.”

SERVIÇO

Data: 28 e 29/9/12
Hora: 19h
Local: da Igreja Aliança Evangélica
Endereço: Rua Raul de Azevedo, 777, Santo Antônio, Manaus (AM)
Contato: (92) 3625-3983/ (92) 9275-6506
E-mail: rafael.profeta@hotmail.com
Entrada: franca

[Colaboração Ana Paula Costa]

“Louvo a Deus por isso”. Malafaia completa 30 anos de (lutas) ministério

Pastor Silas Malafaia completa 30 anos de ministério: “Louvo a Deus por isso”. Assista vídeo comemorativo

Em comemoração aos trinta anos do ministério Silas Malafaia, a Associação Vitória em Cristo publicou um hot site com fotos e histórias do pastor.

Foi publicado também um vídeo, onde são relatadas as ações da AVEC e os eventos promovidos, como “Vida Vitoriosa para você” e “Eslavec”, além da transmissão do programa Vitória em Cristo para outros países, abrangendo uma população aproximada de 1 bilhão de pessoas.

No Twitter, o pastor Silas Malafaia comemorou as três décadas de ministério: “Louvo a Deus por isso. Agradeço a todos que apoiam e oram por mim”, escreveu.

Confira abaixo, o vídeo comemorativo da Associação Vitória em Cristo e fotos do pastor Silas Malafaia durante seu ministério:

 

Fonte: Gospel+

Em uma semana, dois pastores perdem o mandato de vereador no Norte de Minas

O motorista de ônibus Antônio Ricardo dos Santos, residente no distrito de Catuni, município de Francisco Sá, no norte de Minas, foi empossado pela Câmara municipal, em sessão ordinária no 12 de março. A decisão, cumprida pelo presidente da câmara, contou com a presença de várias autoridades.

A posse se deu em razão de decisão proferida em processo eleitoral, proposto por Ricardo de Parente, com fundamento em ação de decretação de perda de mandato eletivo, decorrente de desfiliação sem justa causa, ou seja, por infidelidade partidária do vereador e pastor Idalino Soares Alkimim, que deixou as fileiras do PMDB e se abrigou no PTN.

De acordo com Ricardo de Parente, a conduta de Alkimim está vedada na resolução 22.610, de 31 de outubro de 2007, editada pelo Superior Tribunal Eleitoral (TSE).

No curso do processo, o vereador cassado disse estar sendo perseguido, mas, as provas demonstraram o contrário, ou seja, que o vereador deixou o partido por iniciativa própria, sem que tenha sido alijado ou expulso da agremiação.

O Advogado Gilson Ferreira Leite, que defende os interesses do novo vereador empossado, especialista em direito eleitoral, informou que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu foi apenas a confirmação do que já está previsto na resolução, ou seja, a punição dos infiéis com a perda do mandato, isso porque, reitera, o mandato é do partido e não vereador que, ao deixar o partido por qual foi eleito, tem obrigação de entregar também o mandato.

Acerca do processo, informou o vereador, o TRE a cada dia atualiza suas decisões em consonância com o TSE e, no caso do vereador Ricardo, o Desembargador Relator Antônio Carlos Cruvinel, entendeu que não há necessidade de se aguardar a publicação do acórdão que cassou o mandato para dar posse ao novo vereador, pensamento que começa a se firmar naquela corte, haja vista que a desfiliação se afigura como renúncia tácita ao mandato.

Leite informou que da decisão cabem vários recursos, seja para o próprio TRE seja para o TSE, porém, em qualquer hipótese, o novo empossado continuará exercendo as atribuições, tanto que em medida cautelar intentada após a posse de Ricardo o próprio TRE negou a volta do vereador cassado.

Em Montes Claros, vereador pastor

também perde mandato por infidelidade

 

Por 5 votos a 0, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cassou, na quinta-feira (15), o mandato do vereador e pastor Altemar de Freitas Cardoso, o Pastor Altemar, por infidelidade partidária.

Eleito pelo PSC em 2008, o vereador deixou o partido para se filiar ao PSDB, sem justa causa, segundo o TRE. O relator da matéria foi o juiz Maurício Torres Soares. Assim que a decisão for publicada, nos próximos dias, o suplente José Ferro será chamado para assumir a vaga do partido na Câmara Municipal.

(Com informações da Província)

Opinião. O que seria o amor? Os gregos tinham três palavras para descrever os níveis desse amor

Amor é…

 

(*) Alan Gefferson Assunção Taques

 

Este é um assunto muito popular. Nas conversas, nas novelas, no cinema, nas igrejas, as pessoas falam de amor… Dizem: “Eu te amo!”, “Eu amo a minha família!”, “Eu amo o meu carro!”, “Eu amo esta pizza!”, “Amei este filme…!” Os jornais descrevem “crimes amorosos” É óbvio que a palavra significa coisas diferentes. Porém, o amor verdadeiro é um conceito bíblico fundamental e o ingrediente mais importante para um casamento bem sucedido. Vamos entender isto melhor. Como a maturidade, o amor também é um processo! O amor verdadeiro é a mais bela expressão dessa maturidade e, como esta, é um processo, não um estado. Os gregos antigos tinham três palavras para descrever níveis diferentes de amor.

EROS

Aparece na literatura grega secular, não na Bíblia. É o amor totalmente humano, carnal, voltado para o sexo. (Daí a palavra erótico). Esse tipo de amor pode até incluir algum sentimento verdadeiro, mas é, basicamente, atração física, desejo sexual e expectativa de satisfação pessoal. O Eros apresenta-se como amor pelo outro, mas é amor por si próprio. Sua melhor declaração é “Eu amo você porque você me faz feliz”. Ou “Eu me sinto fortemente atraído por sua amabilidade (você me amará), por seu temperamento alegre (você me diverte), por sua beleza e sensualidade (você me dará prazer), por seu talento (eu me orgulho de você)!” Quando uma ou mais destas características desaparecem, o amor morre. Esse tipo de amor só quer receber. O pouco que ele dá, é com o intuito de receber em troca.

Infelizmente, muitos jovens escolhem o namorado (a) com base apenas no Eros. As relações físicas são antecipadas… Os namorados pensam que esse tipo de amor os manterá juntos. Mas isto geralmente não acontece. A ênfase exagerada no Eros (filosofia playboy) é responsável por um alto índice de casamentos desfeitos. Antes do pleno envolvimento físico, os pretendentes precisam se conhecer nas áreas mais importantes da alma e do espírito… O relacionamento sexual após o casamento será a coroação de um relacionamento consolidado, comprometido e crescente. Se você cometeu o erro de se casar na base do Eros apenas, aqui está uma boa notícia: o amor pode crescer. Não automaticamente, mas na medida em que você o cultivar. A única esperança para o seu casamento é ascensão aos níveis mais altos do amor.

PHILIA

Lida com a personalidade humana – o intelecto, as emoções e a vontade. Em português, a palavra mais próxima é amizade. Este é o grau de afeição que Pedro disse ter por Jesus em Jo 21. 15,16 – “Senhor, tu sabes que eu gosto de ti…”. Este amor ainda tem um pouco de egoísmo, mas é mais elevado do que Eros. Nesse nível, “nossa” felicidade é mais importante do que “minha” felicidade. Um casamento, para sobreviver, precisa crescer pelo menos até ao nível do philia. Se você é jovem e está pensando em se casar, você deve tomar tempo para verificar se gosta realmente da pessoa com quem pretende se unir para o resto da vida. Essa pessoa tem defeitos…

Você vê mais virtudes do que defeitos e gosta dessa pessoa o bastante para perdoá-la, ajudá-la e fazê-la feliz? Dizem que “o amor é cego!” Cuidado! O único amor cego é o Eros. Esse tipo de amor realmente fecha os olhos para as faltas, ri dos defeitos e racionaliza os problemas potenciais (a menos que a pessoa “amada” não seja interessante em seu aspecto físico). Philia honestamente encara os defeitos e decide se eles podem ser superados pelas virtudes. Philia é o meio caminho do amor verdadeiro – dá um pouco em troca de um pouco. Um casal pode viver razoavelmente bem com esse amor, enquanto cada um fizer a sua parte e as circunstâncias forem favoráveis. Porém, se um deles deixa de fazer a sua parte, ou se ocorrem adversidades, a amizade sofre. Philia não aguenta a pressão. Torna-se egoísta e exigente. A amizade vira inimizade. A única esperança para um casamento estável e feliz é o crescimento para um nível mais alto de amor.

AGAPE

Esse tipo de amor não é alimentado pelo mérito da pessoa amada, mas por Deus. Agape ama até mesmo quando a pessoa amada não é amável e não corresponde. Esse amor não busca a própria felicidade, mas a do outro; dá e não espera nada em troca. Há quem diga: “Mas isto não é possível, não é humano!” Tem razão. Ninguém pode amar desse jeito… a menos que Deus lhe dê esse tipo de amor.

Agape é amor divino! É o amor referido em Jo 3.13; Rm 5.8; I Jo 4.8-10. Esse amor é derramado pelo Espírito em nosso coração ( Rm 5.5). A partir daí, espera-se que o marido ame a esposa e a esposa ao marido, de verdade (Ef 5.25 e Tt 2.3-4). Não é fácil. Todos nós queremos ser amados! Nossos esforços neste sentido acabam dificultando ainda mais as coisas. À duras provas descobrimos que é preciso amar primeiro, com amor Agape. É assim que Deus faz conosco. Leia I Jo 4.19. Deus nos ama como somos… Observando e agradecendo seu amor por nós, aprendemos a amar de verdade. Além disso, “o fruto do Espírito é amor” (Gl 5.22).

O amor de verdade é (a) ordenado por Deus, para nos induzir; (b) exemplificado por Deus, para nos ensinar; (c) produzido por Deus, para nos capacitar. Assim como “nós amamos porque Deus nos amou primeiro”, o cônjuge amado, mais cedo ou mais tarde, responderá com amor. Amor gera amor! Ver Lc 6.38 e Gl 6.7. Como está seu relacionamento conjugal? Que tipo de amor levou você a se casar ou viver com esta pessoa com quem você está vivendo, Eros, Philia ou Agape? Se começou com Eros, você diria que a atração inicial tem crescido para os níveis superiores do Philia e do Agape? Não se esqueça: Quando damos amor, recebemos amor. Precisamos abrir nossos corações para o amor de Deus (Agape) e permitir que ele expresse este seu amor através de nós para o nosso cônjuge no casamento.

(*) Alan Gefferson Assunção Taques é Pastor da PIB Montes Claros-MG e articulista da Revista Conteúdo Cristão

(Adaptação de “Marriage is for Love”, R. Strauss, 1998, Biblical Studies – http://www.bible.org)

Montes Claros recebe o 1º Encontro de Discipuladores com Deus (EDD)

 

Cartaz de divulgação do evento, que acontece nesse fim de semana em Montes Claros, norte de Minas

Montes Claros será sede nos dias 3, 4 e 5 de fevereiro do 1º Encontro de Discipuladores com Deus (EDD). O evento cristão evangélico é direcionado para pastores, presbíteros e diáconos, bem como de líderes eclesiásticos. A abertura do evento acontece nessa sexta-feira (3), a partir das 19h30, no Caic do bairro Maracanã.

O objetivo do evento é capacitar os líderes da Igreja Evangélica na região para o discipulado e trazer profundas transformações no caráter e ministério dos líderes. O Encontro será ministrado pelo pastor Genildo Cardoso, da Igreja da Paz Belém-PA, referência na implantação do Modelo de Discipulado Apostólico (MDA). O Encontro contará ainda com palestras do pastor Jackson, da Igreja da Paz de Palmas-TO e do Ministério de Louvor da mesma igreja, além de lideranças locais.

“Nunca poderíamos ter alcançado qualidade e quantidade em nosso ministério sem levarmos muito sério e com muito amor o fazei discípulos. Serão dias que irão revolucionar vidas e a vida dos membros das nossas igrejas”, prospecta o pastor Genildo Cardoso.

Programação 

De acordo com um dos organizadores do evento em Montes Claros, Pr. Jonas de Jesus, da Igreja Presbiteriana da Graça, o EDD se fundamenta no Modelo de Discipulado Apostólico (MDA), que prega o discipulado individual no qual as pessoas são apresentadas ao evangelho de Cristo de maneira particular.

“Este modelo tem sido implantado em várias igrejas do país e do mundo e trata de uma visão geral de como cremos que a Igreja local deve funcionar ativamente”, completa. Ainda segundo o Pr. Jonas, na visão do MDA, é possível que a Igreja pregue o evangelho sem deixar de cuidar bem de cada cristão.

Da programação consta palestras, debates, pregações e troca de experiência entre congressistas. Haverá ainda café da manhã e almoço para os participantes. As vagas são limitadas.

Serviço

O investimento para o evento é R$ 30 (trinta reais). As inscrições podem ser feitas pelos telefones (38) 9952-1950 (38) 8425-1679), com Mery ou Marcelo.

Silas Malafaia: “Governante vai ter de dizer em que acredita”

Marcelo Min/Fotogarrafa/ÉPOCA
O pastor evangélico afirma que os temas religiosos – como aborto ou homossexualidade – entraram e não sairão mais da política brasileira
ELISEU BARREIRA JUNIOR

No ano passado, quando a campanha política pela Presidência da República enveredou para uma discussão sobre fé e aborto, o pastor evangélico Silas Malafaia virou uma espécie de pivô da disputa eleitoral. Líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no Rio de Janeiro, Malafaia apoiou a candidatura da também evangélica Marina Silva até a véspera do primeiro turno. Quando Marina estava em seu melhor momento, Malafaia abandonou-a e passou a pedir votos para o tucano José Serra, segundo ele mais firme que Marina na oposição ao aborto. Serra perdeu a eleição, mas Malafaia não perdeu os holofotes. Poucos meses após a posse da presidente Dilma Rousseff, ele passou a liderar uma cruzada contra o projeto de lei que pretende criminalizar a homofobia. Loquaz e provocador, usa seus programas de rádio e TV para combater a proposta quase que diariamente. Nesta entrevista, ele critica a Igreja Universal, diz que os políticos não poderão mais esconder suas crenças e tenta explicar sua posição sobre a homossexualidade.

 

Entrevista – Silas Malafaia

QUEM É
Carioca de 52 anos, é o pastor líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Formado em psicologia pela Universidade Gama Filho, é casado e tem três filhosO QUE FAZ
Há 29 anos apresenta programas na TV, exibidos em rede nacional e no exteriorO QUE FEZ
Publicou mais de 100 livros e diz ser o pastor que mais vende DVDs de mensagem no Brasil, cerca de 1 milhão de cópias por ano
ÉPOCA – O senhor é pastor da Assembleia de Deus, mas, diferentemente de outros líderes evangélicos, é muito ouvido por fiéis de outras denominações. Qual é a diferença?
Silas Malafaia – Estou na TV há 29 anos ininterruptos e nunca fiz programas para a Assembleia de Deus. Então, o pessoal me codifica como um pregador. Faço um programa interdenominacional. Sempre trabalhei como uma voz apologética em defesa da fé. Por causa disso, acabei conquistando espaço entre outros segmentos. Hoje, existem quatro pastores em rede nacional: Edir Macedo, da Universal, R.R. Soares, da Internacional da Graça, Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, e eu. Sou o único que sempre fiz programa para todo mundo. Não porque sou bom. É porque não tem espaço, amigo.
ÉPOCA – As igrejas evangélicas ainda têm uma imagem muito estigmatizada entre os não evangélicos. Por que, em sua opinião?
Malafaia – 
Isso mudou muito, irmão. Hoje, essa história de imagem estigmatizada é cafezinho. Antigamente, nego só botava coisa ruim sobre os evangélicos na televisão, nos jornais. Era só cacete em cima de pastor. Agora tem jogador de futebol evangélico, artista…
“Antigamente, nego só botava coisa ruim sobre os evangélicos na
televisão, nos jornais. Agora tem jogador de futebol evangélico, artista…”
ÉPOCA – O senhor acha que alguns líderes evangélicos ajudaram a criar essa imagem estigmatizada?
Malafaia – É aquela história de perdas e ganhos que todo segmento social sofre. Algumas atitudes fizeram a gente perder, outras fizeram ganhar. Tome o exemplo da Universal e do Edir Macedo. Ele ajudou em algumas coisas e prejudicou em outras. Ele é um cara que fez a igreja evangélica despertar para um evangelismo ousado, igreja aberta o tempo todo. Antes, as igrejas evangélicas abriam duas vezes por semana à noite. O Macedo é que arrebentou com isso, entende? O lado ruim da coisa é o sincretismo.
ÉPOCA – Qual é sua relação com o bispo Edir Macedo?
Malafaia – 
Bíblia tem um texto que diz assim: “Poderão andar dois juntos se não estiverem de acordo?”. Eu já ajudei o Macedo quando ele foi preso, mas eles são separatistas, só veem o lado deles. Então, não me presto a andar com uma pessoa que só quer andar com mão única para ela. Sou a favor de mão dupla: para lá e para cá, entende? O Macedo está isolado, todo mundo sabe. Eles só são evangélicos para os outros quando estão com dor de barriga, quando o pau está quebrando em cima deles ou então por interesse político. A comunidade evangélica está madura e não se presta mais a isso.
ÉPOCA – Nos bastidores, circulou a notícia de que o senhor estaria apoiando o PSD, o partido que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, quer construir. Procede?
Malafaia – Amigo, não apoio partido nenhum. Apoio pessoas. Meu irmão (o deputado estadual Samuel Malafaia, do PR-RJ) está querendo ir para lá (o PSD), mas isso é problema dele.
ÉPOCA – Qual é sua opinião sobre Kassab?
Malafaia – 
Nada a falar contra ele.
ÉPOCA – Mas, no passado, o senhor já se desentendeu com ele…
Malafaia – 
Eu o critiquei quando ele fechou uma igreja evangélica do apóstolo Valdemiro Santiago. Ser amigo ou respeitar alguém não significa ser capacho ou concordar com tudo o que essa pessoa faça.
ÉPOCA – Na eleição presidencial do ano passado, o senhor apoiou Marina Silva no início. Ainda no primeiro turno, passou a pedir voto para o José Serra. Por que mudou de lado?
Malafaia – 
Pior do que um ímpio é um cristão que dissimula. A Marina, membro da Assembleia de Deus, sabe que, como uma pessoa de fé, não pode negociar sobre questões de aborto nem de homossexualismo. Ela era contra o aborto, mas por que dizia que faria um plebiscito? Ela quis dar de bacana, jogar para a galera, e eu falei não. Qualquer um podia fazer aquilo, menos ela, por suas convicções de fé.
ÉPOCA – Por que o José Serra?
Malafaia – 
Acredito que tinha de me posicionar. Naquele momento, o Serra era o mais adequado para isso. Ele mantinha uma posição firme sobre aborto, que foi o grande debate da campanha desde lá atrás. A Dilma dissimulou a história. Ela se posicionou a favor do aborto para a revista Marie Claire, depois mudou o discurso. O único que se coadunava com meus valores e crenças era o Serra.
ÉPOCA – Em sua opinião, o debate de questões religiosas deverá se repetir nas próximas disputas eleitorais?
Malafaia – 
É lógico. Amigo, hoje em dia governante vai ter de dizer em que princípios acredita. Vai ter de botar a cara, porque a comunidade evangélica está bem esperta, madura. Não vai dar para ficar em cima do muro. Não queremos que nenhum político tenha a ideia de que lutamos por uma República evangélica e que, por isso, ele tem de abraçar nossos princípios e mandar todo o mundo às favas. Não estou dizendo também que o cara, para ter apoio dos evangélicos, tem de odiar os homossexuais. Não é radicalismo imbecil e idiota. Se um governante apoiar leis que privilegiam homossexuais em detrimento da sociedade, vamos cair em cima. Hoje, sou a maior barreira que existe para aprovarem a lei que criminaliza a homofobia. E, se abrir a boca para dizer que apoia o aborto, vai ficar feio também.
ÉPOCA – O que é, em sua opinião, a homossexualidade?
Malafaia – 
O homossexualismo é comportamental. Uma pessoa é homem ou mulher por determinação genética, e homossexual por preferência apreendida ou imposta. É um comportamento. Ninguém nasce homossexual. Não existe ordem cromossômica homossexual, não existem genes homossexuais. O cromossomo de um homem hétero e de um homem homossexual é a mesma coisa. O resto é falácia, é blá-blá-blá. Só existe macho e fêmea, meu amigo.
ÉPOCA – Por que o comportamento homossexual se desenvolve?
Malafaia – 
Bíblia diz que, aos homens que não se importaram em ter conhecimento de Deus, Ele os entregou um sentimento perverso para fazerem coisas que não convêm. Do ponto de vista comportamental, é promiscuidade mesmo, meu amigo. O ser humano quer quebrar todos os limites. Quanto mais ele quebra limites, mais insaciável se torna. Ninguém nasce homossexual. É a promiscuidade do ser humano.
ÉPOCA – É possível alguém deixar de ser homossexual?
Malafaia – 
Nossa igreja está cheia de gente que era homossexual. O cara não nasceu (homossexual). Se não nasceu, amigo… Ninguém nasce homossexual. É uma opção, por uma série de elementos: ou porque foi violentado, ou porque escolheu por modelo de imitação. O ser humano vive por modelo de imitação.
ÉPOCA – E como se dá essa reversão?
Malafaia – 
Meu filho, essa reversão é o cara voltar a ser macho e a mulher voltar a ser fêmea. Dar forças para o cara vencer isso. Acredito no poder do Evangelho para transformar qualquer pessoa, inclusive homossexuais.
ÉPOCA – Qual é sua opinião sobre os casos de violência contra homossexuais?
Malafaia – 
Vou te dar alguns numerozinhos para a gente poder desfazer essa conversinha fiada para boi dormir. Os números é que vão dizer: no ano passado, 50 mil pessoas foram assassinadas no Brasil, e 260 eram homossexuais. Que índice é esse para dizer que o Brasil é um país homofóbico? Outro número: mais de 300 mulheres foram assassinadas por violência doméstica em 2010, mas ninguém fala nada. Mais de 100 crianças são assassinadas ou violentamente espancadas por dia, e ninguém fala nada. Sabe por quê? É porque por trás das editorias dos jornais, da televisão existe uma bicharada desgramada que dá toda essa ênfase para eles. Não quero que ninguém morra, amigo, mas o índice (de mortes de homossexuais) é insignificante para a violência que acontece no Brasil. Então, esse é um apelo de propaganda para eles (gays) poderem ter benefícios em detrimento do conjunto da coletividade social. Essa daí é velha, e eu não sou otário. Sei pesquisar os números, e a imprensa não dá os números. Tem mais heterossexual que homossexual sendo assassinado. Você sabe o que é homofobia para os homossexuais? Olhar com cara feia para um gay é homofobia. Não concordar com a prática deles é homofobia. Uma coisa é criticar a conduta, outra é discriminar pessoas. Tudo para eles é homofobia. Essa é a malandragem deles, e eu não caio nessa.
“No ano passado, 50 mil pessoas foram assassinadas no
Brasil – e 260 eram homossexuais. É um índice insignificante
para dizer que o Brasil é um país homofóbico”
ÉPOCA – Os ativistas homossexuais são heterofóbicos?
Malafaia – 
Acho que eles são uns malandros que ganham verba dos governos federal, estadual e municipal para fazer esse papel. São uns malandros oportunistas faturando em cima da grana que as ONGs deles recebem. Essa é a verdade nua e crua. Não é pouca grana, não. E ninguém fala disso. Os ativistas homossexuais são pagos para esse serviço podre que fazem de chamar todo mundo de homofóbico.
ÉPOCA – O que fazer com o comportamento homossexual?
Malafaia – 
O comportamento homossexual é um direito que a pessoa tem. O direito de ser é guardado pela Constituição, pelo livre-arbítrio. Não quero que ninguém seja eliminado. Critica-se presidente da República, critica-se pastor, padre, deputado, mas não pode criticar uma prática? Em hipótese alguma. Querer eliminar homossexual é homofobia. Não quero isso. Quero discutir com um homossexual e poder dizer que sou contra a prática dele, assim como os gays podem me dizer que são contra a prática dos evangélicos. Isso é democracia.
ÉPOCA – O que o senhor acha das críticas feitas ao deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) (político contrário às leis que criminalizam a homofobia)?
Malafaia – 
Você vai ver o Jair Bolsonaro nas póximas eleições. Ele vai ter três ou quatro vezes mais votos que recebeu na eleição passada. A sociedade brasileira é conservadora, 90% da população é cristã. Desses 90%, os evangélicos e católicos praticantes são 70%. Nós somos maioria absoluta neste país, amigo. Pergunto: qual é o deputado gay que teve uma votação expressiva? Esse Jean Wyllys (deputado federal do PSOL-RJ) entrou na sobra de legenda, com 13 mil votos, pendurado num cara (o deputado Chico Alencar, do PSOL, segundo mais votado do Estado). É o mais famoso dos gays e não tem voto, não tem porcaria nenhuma.
ÉPOCA – Como o senhor reagiria se um de seus filhos ou netos dissesse que é gay?
Malafaia – 
Vou melhorar tua pergunta, aprofundá-la. Se algum filho meu fosse assassino, se algum neto meu fosse traficante, se algum filho meu fosse um serial killer e tivesse esquartejado 50, continuaria o amando da mesma forma, mas reprovando sua conduta. Meu amor por uma pessoa não significa que apoio o que ela faz. Daria o Evangelho para ele, diria que Jesus transforma, que ele não nasceu assim, que é uma opção dele.
Fonte: Revista Época
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