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‘É business’, diz Malafaia sobre feira evangélica da Globo, a FIC

Pastor Silas Malafai, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo Foto:Tomás Rangel - 16.out.12/Folhapress

Pastor Silas Malafai, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo Foto:Tomás Rangel – 16.out.12/Folhapress

“Para nos adaptar pro padrão Globo vai ser difícil… Igual a Dilma com padrão Fifa!” 

Mais de cem pastores riem com o comentário do colega Jabes Alencar, líder da Assembleia de Deus Bom Retiro e presidente do CPESP (Conselho de Pastores do Estado de São Paulo). 

“Plim-plim!”, alguém da plateia imita o bordão da rede nacional. Estamos no auditório do Expo Center Norte, no café da manhã para pastores que abriu a primeira feira evangélica organizada pelas Organizações Globo, a FIC (Feira Internacional Cristã).

“Aqui não tem negócio de amiguinho, é business, é um mercado de 50 milhões de pessoas. Eles são uma empresa, estão de olho nisso”, diz à sãopaulo o pastor Silas Malafaia, que pregou por mais de meia hora para colegas evangélicos. 

Mafalaia e Alencar, amigos de longa data, são alguns dos líderes a quem a Globo recorreu para bater na porta do segmento gospel –o bispo Robson Rodovalho (Sara Nossa Terra) e o apóstolo Estevam Hernandes (Renascer) também estavam presentes. 

A FIC espera reunir cem mil visitantes de hoje a sábado (20), com ingressos a R$ 15. 

No meio, é encarada como substituta da ExpoCristã (feira tradicional cancelada em maio, após 11 edições). Quem organiza o evento é a empresa de entretenimento da Globo, a Geo Eventos. 

‘NÃO COÇA NUNCA!’ 

Em sua pregação, Malafaia se apresentou como “o cara que evangelizou Jece Valadão”; disse ter recebido em suas igrejas no Rio o ator Mauricio Mattar e o jogador Fred, do Fluminense; e provocou outros líderes evangélicos ao pedir o dízimo em nome do conselho paulista de pastores. “O bolso do cara não coça nunca!” 

A aproximação com a Globo foi comemorada por Malafaia. Ele lembrou que, em recente gravação para o programa “Na Moral”, “o próprio [Pedro] Bial” teria ressaltado que evangélicos podem ser a maioria da população em 2020. 

De acordo com o IBGE, entre 2000 e 2010, a proporção de católicos no Brasil caiu de 74% para 64,6%, enquanto a percentagem de evangélicos saltou de 15% para 21%. 

Antes de descer para a feira, os pastores cantaram o hino nacional, aplaudiram um vídeo institucional em que eram oferecidos “frutos inimagináveis aos cristãos” e receberam promessas de sorteios para uma TV de 42 polegadas, dois smartphones, uma Bíblia da editora de Silas Malafaia (“fale de tudo, de pornografia a filho rebelde”) e uma viagem para a Disney. 

A FIC traz um cardápio bem servido de produtos para o segmento. Lá você encontra “climatizadores evaporativos” para igrejas; “saias cristãs” (com modelagens diversas e abaixo do joelho) desenhadas pela ex-surfista Mara Jager, da grife Quinta da Glória; e oportunidade de comprar e vender ações pela internet oferecidas pela corretora de investimentos Rico.com.vc (que não é evangélica). 

Há, ainda, camisetas com estampas que fazem brincadeira com Facebook (“Lifebook: Deus quer incluir você em seu livro… você curtiu?”), Coca-Cola (“Pecado Zero: viva o lado santificado da vida”) e o chocolate Prestígio (“Jesus Cristo: quem anda com ele tem prestígio”). 

O prato principal são discos como o do senador Magno Malta (PR-ES), que faz “samba para adorar”, e o nicho editorial. Na Mundo Cristão, estavam à venda por R$ 29,90 o livro “A Vida por uma Causa”, dedicado à ex-senadora Marina Silva, e “As 25 Leis Bíblicas do Sucesso” –com prefácio de Eike Batista, atualmente às voltas com a quebra de suas empresas, ensinando como conseguir “sucesso profissional”.

Fonte: Folha de S.Paulo

“Ele me perdoa, pois sou pecador”, diz Malafaia no programa De frente com Gabi, no SBT

Minha percepção sobre a entrevista do Malafaia no De frente com Gabi

Silas Malafaia e a jornalista Marília Gabriela (Foto: Divulgação/SBT)

Andrey Librelon

Muito do que tenho ouvido ultimamente tem mudado minha forma de ver, pensar sobre coisas e pessoas. Minha filosofia de vida. Com certeza, uma visão mais humanista que cética. Lógico que, como o apóstolo Paulo, retenho o que é bom de tudo que leio, literalmente.

Um desses momentos foi a entrevista memorável do Pr. Silas Malafaia no ‘De Frente com Gabi’, ontem no SBT, que recomendo: deve ser ruminada!

Desmistifica preconceitos, conceitos, ideias, radicalismo barato e reafirma o que penso, como muitos cristãos de mente aberta, sobre a questão da prosperidade na vida cristã e, claro, o homossexualismo. Sou contra a PLC 122. Os direitos iguais a todos já estão contemplados na CF/88. Não precisa de uma lei específica para contemplar uma minoria. Cabe reflexão. Vamos à entrevista.

Marília Gabriela é singular. Entrevistadora nata, inteligente, perspicaz. Diferente de Jô Soares, Danilo Gentili e cia Ltda. Todos têm qualidades, mas ainda assim continuam sendo meros animadores de plateia. O entrevistado é mais um. Com Gabi, não. Sua entrevista revela, expõe, questiona, faz pensar. Faz a gente pensar. Falar do layout do programa não é chover no molhado. O modelo, com mesa transparente, luzes fortes e entrevistador e entrevistado frente a frente é tenso e, ao mesmo tempo, arrebatador. Jô Soares e Danilo Gentilli talvez não dessem conta de uma entrevista com o polêmico Malafaia. Não basta ser inteligente, bem humorado. A entrevista requer conhecimento do outro, do assunto, senso crítico. Não uma leitura dos últimos acontecimentos, das notícias em jornais, mas uma consulta da vida do entrevistado. Fica a sugestão.

A entrevista foi marcada pelo equilíbrio. Quem venceu foi o telespectador, ouvinte. Tendenciosa? Penso que não. As perguntas foram colocadas na mesa e respondidas. Aborto, adoção de crianças por casais de mesmo sexo, adultério, divórcio, opção sexual, teologia da prosperidade e besteirol. Questões, claro, respondidas à luz da Bíblia na qual, como cristão que sou, acredito veementemente.

Sobre o patrimônio do pastor? Ele diz ter R$ 4 milhões em seu nome. Não me deve explicações. Deve a você? Ponto. Deve, sim, aos fiéis de sua igreja no Rio, sua família, empresa e para a Receita Federal, se estiver devendo ou ‘roubando’, como levianamente dizem por aí, sempre generalizando os “pastores”.

A discussão continua. Tire suas conclusões.

Duas frases me chamaram a atenção na entrevista. Compartilho aqui.

“Jesus, no Novo Testamento, falou mais sobre o inferno que o Céu. Talvez alertando as pessoas para não irem para lá”

“Deus está interessado no bem-estar do povo”

“Meu desejo é que esse Deus que eu creio se revele cada vez mais a você, trazendo paz, alegria”.

“Ele me perdoa, porque eu sou pecador”, rebatendo Gabi que provocou afirmando que o deus dela pudesse perdoá-lo.

 

Jonas Vilar e Silas Malafaia juntos no Café para pastores

Vilar e Malafaia participam do próximo Café do CPESP

No dia 18 de julho, às 8h30, será realizado o Café do Conselho de Pastores e Ministros Evangélicos do Estado de São Paulo (CPESP) . O Conselho é presidido pelo pastor Jabes Alencar.

O encontro será especial, pois, além de contar com a presença do pastor Silas Malafaia, trazendo a palavra e de Jonas Vilar, ministrando o louvor, ele será realizado no novo templo da Assembleia de Deus do Bom Retiro.

A nova sede fica na Rua Nícolas Boer, 100, Barra Funda. O evento é gratuito e todos podem participar.

[Com informações da Assessoria]

“Louvo a Deus por isso”. Malafaia completa 30 anos de (lutas) ministério

Pastor Silas Malafaia completa 30 anos de ministério: “Louvo a Deus por isso”. Assista vídeo comemorativo

Em comemoração aos trinta anos do ministério Silas Malafaia, a Associação Vitória em Cristo publicou um hot site com fotos e histórias do pastor.

Foi publicado também um vídeo, onde são relatadas as ações da AVEC e os eventos promovidos, como “Vida Vitoriosa para você” e “Eslavec”, além da transmissão do programa Vitória em Cristo para outros países, abrangendo uma população aproximada de 1 bilhão de pessoas.

No Twitter, o pastor Silas Malafaia comemorou as três décadas de ministério: “Louvo a Deus por isso. Agradeço a todos que apoiam e oram por mim”, escreveu.

Confira abaixo, o vídeo comemorativo da Associação Vitória em Cristo e fotos do pastor Silas Malafaia durante seu ministério:

 

Fonte: Gospel+

Malafaia marca encontro no Congresso com ativistas gays

Silas Malafaia, conhecido por suas manifestações polêmicas em relação a gays, marcou um encontro que vem gerando muita expectativa. Ele terá uma reunião no congresso com ativistas dos direitoshomossexuais no próximo dia 15 de maio.

Ainda sem muitos detalhes divulgados, a pauta do encontro será a relação entre evangélicos e gays.

Além de Silas, estará presente o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis.

O pastor fez novas declarações sobre o tema em seu programa exibido no último dia 8, pela emissora Record.

Com o título de homofobia e perseguição religiosa, ele insinuou que ao contrário do que dizem, são os homossexuais que perseguem os evangélicos.

Antes de dar início ao seu discurso, a fim de se defender de processos e pedidos de retratação, como já ocorreu anteriormente, ele apresentou a constituição federal e citou o artigo em que diz que a expressão de pensamento é livre, sendo vetado o anonimato.

A partir de então, ele começou a sua fala, afirmando que é preciso diferenciar homossexuais de ativistas gays.

Segundo Malafaia, homossexual todo mundo tem o direito de ser, mas os ativistas gays “se utilizam dos homossexuais para proveito de suas organizações não governamentais, para mamar grana do governo, para viver desse ativismo e querer dizer que o Brasil é um país homofobico”.

Ele disse ainda que a lei da homofobia não é uma lei para dar igualdade, e sim privilégios. O pastor explicou que já existem leis para caso de agressões, seja a vítima do sexo masculino ou feminino, e que criar uma lei específica para gays é dar privilégios.

Fonte: The Christian Post  

Assista ao vídeo:

Silas Malafaia, ao lado de Jean Wyllis, entre os 100 mais influentes do País na Revista Época

Silas Malafaia Está Na Lista Dos 100 Mais Influentes Do País Na Revista Epoca

O pastor Silas Malafaia foi classificado como uma das 100 personalidades mais influentes do ano no Brasil, na categoria líderes.

Segundo a publicação, os nomes foram escolhidos “pelo poder, pelo talento, pelas realizações, pela capacidade de mobilizar e/ou inspirar”.

A lista está dividida em quatro categorias: Líderes, Heróis, Construtores e Artistas. Além do pastor, também foram listados o ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff, o empresário Eike Batista, o jogador Neymar, o senador Aécio Neves, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a atriz Fernanda Montenegro, o apresentador Jô Soares, entre outros.

Os perfis são escritos por colaboradores convidados conforme a afinidade pessoal ou profissional. O escolhido para escrever sobre Silas foi o pastor Ronaldo Didini, fundador do Ministério Caminhar, que definiu Malafaia como “convicto, coerente, direto e sincero. Incansável na luta para tirar as ovelhas da boca de seus predadores”.

Ele também usou a Bíblia em seu texto, “há uma passagem na Bíblia que bem descreve o pastor Malafaia. Quando o pequeno Davi foi questionado pelo rei Saul sobre sua capacidade para enfrentar o gigante filisteu, ele apenas afirmou: ‘Teu servo toma conta das ovelhas de seu pai. Quando aparece um leão e leva uma ovelha do rebanho, eu vou atrás dele, atinjo-o com golpes e livro a ovelha de sua boca’” (Livro de Samuel, versos 34 a 35).

Fonte: Ana Araújo|Repórter do The Christian Post

 

Silas Malafaia: “Governante vai ter de dizer em que acredita”

Marcelo Min/Fotogarrafa/ÉPOCA
O pastor evangélico afirma que os temas religiosos – como aborto ou homossexualidade – entraram e não sairão mais da política brasileira
ELISEU BARREIRA JUNIOR

No ano passado, quando a campanha política pela Presidência da República enveredou para uma discussão sobre fé e aborto, o pastor evangélico Silas Malafaia virou uma espécie de pivô da disputa eleitoral. Líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no Rio de Janeiro, Malafaia apoiou a candidatura da também evangélica Marina Silva até a véspera do primeiro turno. Quando Marina estava em seu melhor momento, Malafaia abandonou-a e passou a pedir votos para o tucano José Serra, segundo ele mais firme que Marina na oposição ao aborto. Serra perdeu a eleição, mas Malafaia não perdeu os holofotes. Poucos meses após a posse da presidente Dilma Rousseff, ele passou a liderar uma cruzada contra o projeto de lei que pretende criminalizar a homofobia. Loquaz e provocador, usa seus programas de rádio e TV para combater a proposta quase que diariamente. Nesta entrevista, ele critica a Igreja Universal, diz que os políticos não poderão mais esconder suas crenças e tenta explicar sua posição sobre a homossexualidade.

 

Entrevista – Silas Malafaia

QUEM É
Carioca de 52 anos, é o pastor líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Formado em psicologia pela Universidade Gama Filho, é casado e tem três filhosO QUE FAZ
Há 29 anos apresenta programas na TV, exibidos em rede nacional e no exteriorO QUE FEZ
Publicou mais de 100 livros e diz ser o pastor que mais vende DVDs de mensagem no Brasil, cerca de 1 milhão de cópias por ano
ÉPOCA – O senhor é pastor da Assembleia de Deus, mas, diferentemente de outros líderes evangélicos, é muito ouvido por fiéis de outras denominações. Qual é a diferença?
Silas Malafaia – Estou na TV há 29 anos ininterruptos e nunca fiz programas para a Assembleia de Deus. Então, o pessoal me codifica como um pregador. Faço um programa interdenominacional. Sempre trabalhei como uma voz apologética em defesa da fé. Por causa disso, acabei conquistando espaço entre outros segmentos. Hoje, existem quatro pastores em rede nacional: Edir Macedo, da Universal, R.R. Soares, da Internacional da Graça, Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, e eu. Sou o único que sempre fiz programa para todo mundo. Não porque sou bom. É porque não tem espaço, amigo.
ÉPOCA – As igrejas evangélicas ainda têm uma imagem muito estigmatizada entre os não evangélicos. Por que, em sua opinião?
Malafaia – 
Isso mudou muito, irmão. Hoje, essa história de imagem estigmatizada é cafezinho. Antigamente, nego só botava coisa ruim sobre os evangélicos na televisão, nos jornais. Era só cacete em cima de pastor. Agora tem jogador de futebol evangélico, artista…
“Antigamente, nego só botava coisa ruim sobre os evangélicos na
televisão, nos jornais. Agora tem jogador de futebol evangélico, artista…”
ÉPOCA – O senhor acha que alguns líderes evangélicos ajudaram a criar essa imagem estigmatizada?
Malafaia – É aquela história de perdas e ganhos que todo segmento social sofre. Algumas atitudes fizeram a gente perder, outras fizeram ganhar. Tome o exemplo da Universal e do Edir Macedo. Ele ajudou em algumas coisas e prejudicou em outras. Ele é um cara que fez a igreja evangélica despertar para um evangelismo ousado, igreja aberta o tempo todo. Antes, as igrejas evangélicas abriam duas vezes por semana à noite. O Macedo é que arrebentou com isso, entende? O lado ruim da coisa é o sincretismo.
ÉPOCA – Qual é sua relação com o bispo Edir Macedo?
Malafaia – 
Bíblia tem um texto que diz assim: “Poderão andar dois juntos se não estiverem de acordo?”. Eu já ajudei o Macedo quando ele foi preso, mas eles são separatistas, só veem o lado deles. Então, não me presto a andar com uma pessoa que só quer andar com mão única para ela. Sou a favor de mão dupla: para lá e para cá, entende? O Macedo está isolado, todo mundo sabe. Eles só são evangélicos para os outros quando estão com dor de barriga, quando o pau está quebrando em cima deles ou então por interesse político. A comunidade evangélica está madura e não se presta mais a isso.
ÉPOCA – Nos bastidores, circulou a notícia de que o senhor estaria apoiando o PSD, o partido que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, quer construir. Procede?
Malafaia – Amigo, não apoio partido nenhum. Apoio pessoas. Meu irmão (o deputado estadual Samuel Malafaia, do PR-RJ) está querendo ir para lá (o PSD), mas isso é problema dele.
ÉPOCA – Qual é sua opinião sobre Kassab?
Malafaia – 
Nada a falar contra ele.
ÉPOCA – Mas, no passado, o senhor já se desentendeu com ele…
Malafaia – 
Eu o critiquei quando ele fechou uma igreja evangélica do apóstolo Valdemiro Santiago. Ser amigo ou respeitar alguém não significa ser capacho ou concordar com tudo o que essa pessoa faça.
ÉPOCA – Na eleição presidencial do ano passado, o senhor apoiou Marina Silva no início. Ainda no primeiro turno, passou a pedir voto para o José Serra. Por que mudou de lado?
Malafaia – 
Pior do que um ímpio é um cristão que dissimula. A Marina, membro da Assembleia de Deus, sabe que, como uma pessoa de fé, não pode negociar sobre questões de aborto nem de homossexualismo. Ela era contra o aborto, mas por que dizia que faria um plebiscito? Ela quis dar de bacana, jogar para a galera, e eu falei não. Qualquer um podia fazer aquilo, menos ela, por suas convicções de fé.
ÉPOCA – Por que o José Serra?
Malafaia – 
Acredito que tinha de me posicionar. Naquele momento, o Serra era o mais adequado para isso. Ele mantinha uma posição firme sobre aborto, que foi o grande debate da campanha desde lá atrás. A Dilma dissimulou a história. Ela se posicionou a favor do aborto para a revista Marie Claire, depois mudou o discurso. O único que se coadunava com meus valores e crenças era o Serra.
ÉPOCA – Em sua opinião, o debate de questões religiosas deverá se repetir nas próximas disputas eleitorais?
Malafaia – 
É lógico. Amigo, hoje em dia governante vai ter de dizer em que princípios acredita. Vai ter de botar a cara, porque a comunidade evangélica está bem esperta, madura. Não vai dar para ficar em cima do muro. Não queremos que nenhum político tenha a ideia de que lutamos por uma República evangélica e que, por isso, ele tem de abraçar nossos princípios e mandar todo o mundo às favas. Não estou dizendo também que o cara, para ter apoio dos evangélicos, tem de odiar os homossexuais. Não é radicalismo imbecil e idiota. Se um governante apoiar leis que privilegiam homossexuais em detrimento da sociedade, vamos cair em cima. Hoje, sou a maior barreira que existe para aprovarem a lei que criminaliza a homofobia. E, se abrir a boca para dizer que apoia o aborto, vai ficar feio também.
ÉPOCA – O que é, em sua opinião, a homossexualidade?
Malafaia – 
O homossexualismo é comportamental. Uma pessoa é homem ou mulher por determinação genética, e homossexual por preferência apreendida ou imposta. É um comportamento. Ninguém nasce homossexual. Não existe ordem cromossômica homossexual, não existem genes homossexuais. O cromossomo de um homem hétero e de um homem homossexual é a mesma coisa. O resto é falácia, é blá-blá-blá. Só existe macho e fêmea, meu amigo.
ÉPOCA – Por que o comportamento homossexual se desenvolve?
Malafaia – 
Bíblia diz que, aos homens que não se importaram em ter conhecimento de Deus, Ele os entregou um sentimento perverso para fazerem coisas que não convêm. Do ponto de vista comportamental, é promiscuidade mesmo, meu amigo. O ser humano quer quebrar todos os limites. Quanto mais ele quebra limites, mais insaciável se torna. Ninguém nasce homossexual. É a promiscuidade do ser humano.
ÉPOCA – É possível alguém deixar de ser homossexual?
Malafaia – 
Nossa igreja está cheia de gente que era homossexual. O cara não nasceu (homossexual). Se não nasceu, amigo… Ninguém nasce homossexual. É uma opção, por uma série de elementos: ou porque foi violentado, ou porque escolheu por modelo de imitação. O ser humano vive por modelo de imitação.
ÉPOCA – E como se dá essa reversão?
Malafaia – 
Meu filho, essa reversão é o cara voltar a ser macho e a mulher voltar a ser fêmea. Dar forças para o cara vencer isso. Acredito no poder do Evangelho para transformar qualquer pessoa, inclusive homossexuais.
ÉPOCA – Qual é sua opinião sobre os casos de violência contra homossexuais?
Malafaia – 
Vou te dar alguns numerozinhos para a gente poder desfazer essa conversinha fiada para boi dormir. Os números é que vão dizer: no ano passado, 50 mil pessoas foram assassinadas no Brasil, e 260 eram homossexuais. Que índice é esse para dizer que o Brasil é um país homofóbico? Outro número: mais de 300 mulheres foram assassinadas por violência doméstica em 2010, mas ninguém fala nada. Mais de 100 crianças são assassinadas ou violentamente espancadas por dia, e ninguém fala nada. Sabe por quê? É porque por trás das editorias dos jornais, da televisão existe uma bicharada desgramada que dá toda essa ênfase para eles. Não quero que ninguém morra, amigo, mas o índice (de mortes de homossexuais) é insignificante para a violência que acontece no Brasil. Então, esse é um apelo de propaganda para eles (gays) poderem ter benefícios em detrimento do conjunto da coletividade social. Essa daí é velha, e eu não sou otário. Sei pesquisar os números, e a imprensa não dá os números. Tem mais heterossexual que homossexual sendo assassinado. Você sabe o que é homofobia para os homossexuais? Olhar com cara feia para um gay é homofobia. Não concordar com a prática deles é homofobia. Uma coisa é criticar a conduta, outra é discriminar pessoas. Tudo para eles é homofobia. Essa é a malandragem deles, e eu não caio nessa.
“No ano passado, 50 mil pessoas foram assassinadas no
Brasil – e 260 eram homossexuais. É um índice insignificante
para dizer que o Brasil é um país homofóbico”
ÉPOCA – Os ativistas homossexuais são heterofóbicos?
Malafaia – 
Acho que eles são uns malandros que ganham verba dos governos federal, estadual e municipal para fazer esse papel. São uns malandros oportunistas faturando em cima da grana que as ONGs deles recebem. Essa é a verdade nua e crua. Não é pouca grana, não. E ninguém fala disso. Os ativistas homossexuais são pagos para esse serviço podre que fazem de chamar todo mundo de homofóbico.
ÉPOCA – O que fazer com o comportamento homossexual?
Malafaia – 
O comportamento homossexual é um direito que a pessoa tem. O direito de ser é guardado pela Constituição, pelo livre-arbítrio. Não quero que ninguém seja eliminado. Critica-se presidente da República, critica-se pastor, padre, deputado, mas não pode criticar uma prática? Em hipótese alguma. Querer eliminar homossexual é homofobia. Não quero isso. Quero discutir com um homossexual e poder dizer que sou contra a prática dele, assim como os gays podem me dizer que são contra a prática dos evangélicos. Isso é democracia.
ÉPOCA – O que o senhor acha das críticas feitas ao deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) (político contrário às leis que criminalizam a homofobia)?
Malafaia – 
Você vai ver o Jair Bolsonaro nas póximas eleições. Ele vai ter três ou quatro vezes mais votos que recebeu na eleição passada. A sociedade brasileira é conservadora, 90% da população é cristã. Desses 90%, os evangélicos e católicos praticantes são 70%. Nós somos maioria absoluta neste país, amigo. Pergunto: qual é o deputado gay que teve uma votação expressiva? Esse Jean Wyllys (deputado federal do PSOL-RJ) entrou na sobra de legenda, com 13 mil votos, pendurado num cara (o deputado Chico Alencar, do PSOL, segundo mais votado do Estado). É o mais famoso dos gays e não tem voto, não tem porcaria nenhuma.
ÉPOCA – Como o senhor reagiria se um de seus filhos ou netos dissesse que é gay?
Malafaia – 
Vou melhorar tua pergunta, aprofundá-la. Se algum filho meu fosse assassino, se algum neto meu fosse traficante, se algum filho meu fosse um serial killer e tivesse esquartejado 50, continuaria o amando da mesma forma, mas reprovando sua conduta. Meu amor por uma pessoa não significa que apoio o que ela faz. Daria o Evangelho para ele, diria que Jesus transforma, que ele não nasceu assim, que é uma opção dele.
Fonte: Revista Época
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